Sra. Maria falou com voz ríspida e determinada:— Só se eu morrer! Se você não expulsar aquela mulher, se não fizer ela abortar o filho, eu nunca mais vou comer! Mesmo que eu tenha te criado, mesmo que tenha me sacrificado por você!Manuel manteve a expressão fechada, o olhar frio como gelo:— Mãe, você é a pessoa mais importante para mim neste mundo, a única com quem tenho um laço sanguíneo. Se você continuar sem comer, como eu posso simplesmente ignorar isso?Sra. Maria, esperando finalmente ter alcançado o ponto de quebra, acreditou que, finalmente, Manuel cederia. Afinal, ela foi quem o gerou, quem o criou, quem fez tantos sacrifícios por ele. E Rosana, o que significava ela na vida de Manuel? No entanto, Sra. Maria não imaginava o que aconteceria a seguir. Manuel puxou uma cadeira e se sentou ao lado dela.— Já que você não vai comer, a partir de agora, eu vou ficar aqui com você. Eu posso até dar a minha vida por você. Se você não quiser viver, eu vou morrer com você. Mas Rosana
O homem à frente mexeu um pouco a carne do rosto e disse:— Isso não pode acontecer. Pessoas como nós prezam muito pela honestidade. Eu aceitei o dinheiro de alguém, então tenho que fazer o que foi combinado! Se você colaborar um pouco, mais tarde, vai sofrer menos.Rosana já estava prestes a chegar ao quarto. Se conseguisse entrar e fechar a porta rapidamente, poderia pegar o telefone e chamar a polícia.Infelizmente, o plano de Rosana foi percebido pelos homens.De repente, um dos homens se lançou na direção dela, a segurou e foi direto para o seu pescoço, tentando beijá-la.Com raiva, Rosana deu um golpe forte com o cotovelo no queixo do homem e, em seguida, o jogou por cima do ombro, fazendo ele cair no chão.O homem não esperava que Rosana fosse tão habilidosa. Nunca havia pensado que uma mulher seria capaz de derrubá-lo.Os outros, como águias caçando galinhas, não estavam apressados em atacar Rosana. Pelo contrário, começaram a zombar do homem caído no chão.— Não acredita que f
O coração de Joyce batia descompassado, cheio de emoção. "Se eu não posso ter o Manuel, então farei Rosana pagar um preço dez vezes, cem vezes maior que o meu! Caso contrário, não consigo ficar em paz!" ...Bairros com vista para o mar.Rosana estava caída no chão, pressionando com força sua barriga. Mesmo assim, ainda podia sentir o sangue escorrendo de seu corpo, debaixo. Suas extremidades doíam terrivelmente, e cada célula de seu corpo estava cheia de dor. Com toda a sua força, Rosana se arrastou até o quarto. Tremendo, ela conseguiu alcançar o celular na mesa de cabeceirae, com dedos trêmulos, discou o número de Manuel. Naquele momento, Manuel estava no consultório médico. Ele queria organizar a alta de sua mãe, pois, como a Sra. Maria não queria mais receber tratamento, a internação não tinha mais sentido. Se ela continuava a se recusar a comer, poderia causar esse tipo de confusão em casa. Porém, Manuel acabou esquecendo o celular na sala do hospital. Quando a Sra. Maria vi
Manuel dirigia o carro a toda velocidade, finalmente chegando em casa.Ao abrir a porta, ele se deparou com uma cena que fez seus olhos se encherem de lágrimas.O chão estava coberto de manchas de sangue, e os rastros de sangue se estendiam até o quarto.A porta do quarto estava entreaberta.Com passos trêmulos, Manuel entrou e viu uma cena que ficaria marcada em sua memória para sempre.Rosana estava desacordada no chão, com a calça manchada de sangue.Seus cabelos estavam bagunçados e suas roupas, desordenadas.Naquele momento, Manuel quase desabou.Com as mãos trêmulas, ele a levantou e correu para fora.Enquanto dirigia, as mãos de Manuel continuavam a tremer.Ao chegar ao hospital, Rosana foi imediatamente levada para a sala de cirurgia. A mente de Manuel estava vazia, e seu coração parecia apertado, como se estivesse prestes a se partir.Mas ele sabia que, por mais doloroso que fosse para ele, essa dor não se comparava nem um pouco ao sofrimento de Rosana.Os olhos de Manuel esta
Manuel seguiu o médico até o banco de sangue. O médico disse:— Sr. Manuel, a Srta. Rosana perdeu muito sangue. Nesta vez, provavelmente será necessário retirar 400cc de sangue de você. Após a doação, você pode sentir tonturas. Se sentir qualquer desconforto durante o processo, por favor, me avise.Manuel respondeu com frieza:— Retirem 800cc de sangue.O médico ficou surpreso:— Isso é absolutamente impossível. Retirar 800cc de sangue do senhor seria prejudicial à sua saúde, além de ser contra as normas. O máximo que podemos retirar é 600cc. E, além disso, já solicitamos apoio da Estação de Sangue do centro da cidade. Em breve, A positivo deverá chegar.Manuel, com olhar feroz, retrucou:— Eu disse 800cc, então 800cc. O que está esperando? Comece logo a retirada!O médico não teve escolha e seguiu a ordem de Manuel, retirando os 800cc de sangue dele.Era a primeira vez na vida de Manuel que ele doava sangue. Ele sempre se considerou um egoísta refinado.Mas agora, Manuel temia que ess
— Rosa, você está se sentindo mal em algum lugar? — Manuel segurou a mão gelada de Rosana, falando suavemente. — Me diga, onde você está sentindo dor? Eu vou chamar o médico.Rosana virou lentamente a cabeça e olhou para Manuel, perguntando:— O nosso filho... E isso? Ela não conseguia continuar. Para Rosana, essa realidade era cruel demais.Manuel franziu a testa e, com dificuldade, disse:— Rosa, nós ainda teremos filhos.A resposta de Manuel foi o suficiente para Rosana entender: o filho realmente se foi.“Neste mundo, milagres nunca faltam. O que faltou foi que o milagre não aconteceu para mim.”Rosana não chorou nem fez escândalo, ela apenas ficou ali, parada, olhando fixamente para o teto. Seus olhos se encheram de lágrimas, que começaram a escorrer pelos cantos dos seus olhos.Se lembrou de quando Manuel decidiu aceitar a gravidez. Ela esperava com ansiedade a chegada do bebê todos os dias. Quantas vezes imaginou como seria o filho? Seria menino ou menina? A aparência do bebê s
Joaquim falava atrás, mas Manuel já havia entrado rapidamente no elevador....família Pereira.Manuel tinha uma expressão fria, seus olhos transbordavam de uma tensão ameaçadora, e ele perguntou:— Onde está a Joyce?Ronaldo e a Sra. Priscila trocaram olhares desconcertados.Desde que a filha se feriu levemente, ela parecia completamente fora de si. Recentemente, Joyce havia voltado a frequentar bares e outros locais de diversão, passando as noites fora de casa. Se fosse antes, o casal Pereira teria intervido, mas agora, sabendo que Joyce estava passando por um momento difícil, haviam decidido deixá-la à vontade.Ronaldo não imaginava que Manuel, após tanto tempo, apareceria pessoalmente na casa da família Pereira. Parecia que ele vinha com a intenção de arranjar problemas com Joyce.— Você não já terminou o noivado com a nossa Joyce? Então, o que está fazendo aqui, procurando por ela? — Disse Ronaldo, impaciente. — Ela não está em casa. Se tem algo para resolver, diga logo, estamos
Ronaldo estava prestes a se aproximar para salvar sua filha, mas os três seguranças restantes conseguiram imobilizá-lo, assim como à Sra. Priscila.Foi então que Joyce começou a sentir medo. Ela rapidamente exclamou:— Manuel, você enlouqueceu? Está invadindo uma propriedade privada! Você é advogado, não quer cometer um crime, quer?Manuel ignorou Joyce e, se voltando para Ronaldo e Sra. Priscila, disse:— Se quiserem ver sua filha de novo, fiquem em casa. Se não se importam mais com ela, podem chamar a polícia.Depois de falar, Manuel seguiu em frente sem olhar para trás.Joyce foi arrastada por dois seguranças, que a forçaram a acompanhar Manuel.Agora, Joyce realmente entendia o que era o medo.Rosana, desesperada, olhava constantemente para trás enquanto gritava:— Pai, mãe, me salvem! Vocês precisam me salvar!— Joyce, Joyce! — Sra. Priscila chorava sem parar, querendo correr atrás da filha, mas sendo impedida pelos seguranças.Ronaldo estava apavorado. Ele segurou a esposa e diss