04

Henrique narrando

- E aí - Diogo diz entrando no escritório - Você não sai mais da aqui. - Ele entra bufando.

E ele estava certo,  minha vida virou aqui dentro depois que Camila foi embora, a maioria do tempo ficava procurando algum lugar a onde ela possa estar, mas nem sinal dela e das minhas filhas.

- Fui na Carmem hoje e salvei a sua loirinha - Ele diz

- Loirinha?  - Eu pergunto

- A Isadora - Ele diz com um sarcasmo

- Como assim salvou ela ? - Eu pergunto sem entender,  já estava achando que Diogo estava drogado.

- Ela passou mal e quase rolou escada a baixo - Ele diz - Carmem falou que ela passa muita necessidade e que o mal estar dela deveria ser fome e fraqueza.

- Mas ela está bem agora?  - Digo com um fio de preocupação.

- Sim - Diogo diz - Mas descobri que a casa a onde ela mora vai para leilão e ela vai ser despejada junto com o irmão. - Diogo só podia estar louco em ir atrás da história dessa menina - O pai e um drogado, e Carmem disse que ele b**e nela e pega o dinheiro que ela trabalha tanto para conseguir, e ainda tem o irmão que é doente e ela precisa pagar o tratamento.

- O menino? - Eu pergunto

- Sim, Lucas ele tem 3 anos - Diogo diz

- Não imaginava que era tudo isso - Eu falo

Ela era nova e muito bonita para dizer que passava por tudo isso, por isso que ela deveria ser firme no que dizia e bastante marrenta. A sua vida não era fácil.

- Então eu fiz uma proposta para ela - Diogo diz e aí eu vi que minha bomba.

- Que proposta? - Eu pergunto

- Disse que você estava interessado nela , e que pagaria pelos seus serviços  - Ele diz e eu o encaro, não deixava de ser verdade , eu me interessei nela e muito.

- Você só pode ser maluco, e é ela disse o que? 

- Negou - Ele fala - e ainda me chingou um monte - Ele fala e eu dou risada.

A menina era muito marrenta jamais iria houvir uma proposta dessa e iria deixar de boa, do jeito que ela parece ser não sei como não matou Diogo.

- Você podia tentar falar com ela Henrique - Diogo diz me olhando e eu o encaro.

- Jura ? - Eu digo para ele - vou chegar nela e vou dizer o que?  Eu quero pagar para te comer.  - Diogo as vezes parecia sem noção.

- Ela foi a única mulher que você se preocupou depois de Camila - Diogo diz - Quem sabe

- Quem sabe nada - Eu digo - Entenda que eu nunca vou ser capaz de amar alguém novamente - Ele apenas assente

- Guilherme chegou - Marina diz abrindo a porta do escritório e o próprio entra junto de Trix.

- Nada delas - Eles dizem assim que entra .

Eu não entendia como Camila conseguiu evaporar assim do nada, de um dia para o outro, sem ninguém ver.

- Eu tenho certeza que alguém ajudou ela - Eu digo - Carlitos antes de morrer disse que tinha traidor aqui - Eles me encaram sérios.

-

Encarava Rio de Janeiro da sacada e pela primeira vez Camila não foi o meu primeiro pensamento, e sim Isadora , a loira dos olhos azuis e seu irmão, eu não podia deixar mais nenhuma mulher mecher com a minha cabeça. Como um pai poderia deixar os filhos nessa situação horrível.

Entro no carro e vou até a sua casa, e fico observando quando um cara caindo de bêbado sai de dentro da casa  gritando,  mal conseguia parar em pé, eu o conhecia de algum lugar ele não me era estranho.

- Ei quer ganhar 50 reais ? - eu digo para um menino que assente - então leva essas coisas e entrega na aquela casa, mas não fala quem mandou.

Entrego os 50,00 reais para o menino e as compras que eu tinha feito, mas se eu fosse entregar ela não iria aceitar e o menino vai em direção a casa dela.

Isadora narrando

Eu odiava a minha vida,  mais uma vez meu pai chegou bêbado e drogado e me bateu e agora na frente de Lucas , por maldade ele jogou fora o resto da comida que tinha sobrado e que eu iria jantar.

- estão batendo na porta - Lucas diz e eu limpo o meu rosto e vou abrir , seria qualquer vizinho fofoqueiro que queria uma fofoca para espalhar por aí.

- Quem é você? - Eu pergunto vendo um rapaz que deveria ter uns 14 anos na minha frente.

- Mandaram entregar isso aqui - Ele diz colocando as sacolas no chão e saindo correndo da casa, olho para um lado e para o outro e não tinha mais ninguém na rua.

Pego as sacolas e levo para dentro, abro elas e vejo que são compras de supermercado, tinha de tudo um pouco.

Fiquei pensando quem será que enviou isso,  só podia ser a Dona Carmem,  do jeito que ela é caridosa deve ter sentido pena do jeito que eu fiquei aquele dia. Precisava agradecer ela.

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