O sol nasceu no horizonte, mas a luz que entrava pelas janelas da casa de Diego e Elisa não dissipava a escuridão que pairava entre eles. A noite anterior fora um divisor de águas, e Elisa sentia que algo dentro dela havia mudado. Ao sair do quarto e passar a noite na sala, refletiu sobre tudo o que estava acontecendo e percebeu que, se Diego não mudasse, ela precisaria tomar uma decisão definitiva.
Na cozinha, Elisa preparava o café em silêncio quando ouviu os passos de Diego. Ele desceu as escadas com a expressão fechada, sem nem tentar esconder o cansaço e o aborrecimento. — Bom dia — murmurou ele, sem olhar para ela. Elisa apenas assentiu, sem responder. Diego notou o silêncio frio e sentiu um desconforto. Mesmo assim, decidiu ignorar, pensando que talvez o tempo resolvesse as coisas. Pegou uma xícara de café e se sentou à mesa. Após alguns minutos de silêncio sufocante, Elisa finalmente quebrou o gelo: — Diego, nós precisamos conversar. Ele suspirou, já esperando mais uma discussão. — Elisa, já falamos sobre isso ontem. Não quero brigar de novo. — Eu não quero brigar, Diego. Quero entender o que estamos fazendo. Quero saber se ainda existe um “nós” ou se você já desistiu de vez. Diego bufou e passou a mão pelo rosto. — Eu não desisti de nada. Só acho que você precisa aceitar que as coisas mudaram. Elisa o encarou com firmeza. — Eu não vou aceitar uma vida de mentiras, Diego. Se você quer continuar nesse caminho, tudo bem, mas eu não vou te acompanhar. Diego franziu o cenho, sentindo a tensão aumentar. — O que isso quer dizer? — Quer dizer que, se você continuar fazendo essas escolhas, nosso casamento não vai sobreviver. Aquelas palavras ecoaram na mente de Diego, mas, em vez de gerar arrependimento, despertaram seu lado mais defensivo. Ele se levantou bruscamente e apontou o dedo para ela. — Não tente me colocar contra a parede, Elisa. Não sou o tipo de homem que aceita ameaças. Elisa ficou surpresa com o tom agressivo dele, mas não recuou. — E eu não sou o tipo de mulher que aceita viver uma vida infeliz, Diego. Após o confronto, Elisa decidiu sair de casa por algumas horas para clarear a mente. Pegou o carro e dirigiu até o parque onde costumava ir antes de se casar. Ali, sentada em um banco sob uma grande árvore, permitiu-se chorar. As lágrimas que segurara por tanto tempo finalmente escorreram, aliviando um pouco a dor que sentia no peito. Ela sabia que amava Diego, mas também sabia que não podia continuar se anulando por alguém que não estava disposto a mudar. Enquanto isso, Diego, em casa, tentava se concentrar no trabalho, mas as palavras de Elisa não saíam de sua cabeça. Ele sabia que estava prestes a perder a mulher que amava, mas o orgulho e a ambição o impediam de enxergar claramente. Foi então que recebeu uma mensagem de Paula: “Nos encontramos hoje à tarde? Tenho novidades sobre o contrato.” Diego olhou para a tela do celular e, sem pensar muito, respondeu: “Sim. Te vejo às 15h.” À tarde, Diego foi até o escritório onde Paula o esperava. Ela o recebeu com um sorriso provocador e o conduziu até sua sala. — Que bom que você veio, Diego. Temos muito o que discutir. Diego se sentou e tentou focar no trabalho, mas sua mente ainda estava em Elisa. Paula notou o comportamento distante dele e inclinou-se na direção dele. — Algum problema em casa? Ele hesitou antes de responder. — Elisa e eu estamos passando por um momento difícil. Ela quer que eu largue tudo isso. Paula arqueou uma sobrancelha e deu uma risada curta. — Ela não entende o que é necessário para chegar ao topo. — Não, não entende — concordou Diego, com um suspiro. Paula se aproximou ainda mais e colocou a mão sobre a dele. — Você não precisa mudar, Diego. Você já é o homem que nasceu para vencer. Não deixe ninguém te convencer do contrário. Diego sentiu o coração acelerar. As palavras de Paula pareciam reforçar o que ele já acreditava: que mudar significaria abrir mão de quem ele havia se tornado, e ele não estava pronto para isso. Sem pensar nas consequências, ele se inclinou e a beijou. O beijo foi intenso, carregado de desejo e de raiva reprimida. Naquele momento, Diego cruzou uma linha que talvez não pudesse mais desfazer. Enquanto Diego estava com Paula, Elisa voltou para casa e decidiu arrumar o quarto. Ao mexer no bolso do paletó que ele deixara no cabide, encontrou um cartão de visitas com o nome de um hotel. O sangue dela gelou. Uma sensação de pavor tomou conta de Elisa. Embora já desconfiasse que Diego estivesse envolvido em algo errado, aquilo parecia a prova que ela temia. Decidida a descobrir a verdade, pegou o cartão e saiu de casa novamente, dirigindo até o endereço indicado. Ao chegar ao hotel, Elisa entrou e perguntou na recepção por Diego. O recepcionista hesitou, mas acabou confirmando que ele estava ali em uma sala de reuniões. Elisa subiu até o andar indicado e, quando chegou à porta, viu algo que nunca esqueceria. Pela fresta da porta, viu Diego e Paula juntos, em um abraço íntimo. A expressão no rosto dele não deixava dúvidas: ele havia traído não apenas a confiança dela, mas também o amor que ainda restava entre eles. Elisa sentiu o chão desaparecer sob seus pés. Sem fazer barulho, desceu as escadas rapidamente e saiu do hotel, com lágrimas escorrendo pelo rosto. Quando Diego voltou para casa naquela noite, encontrou Elisa sentada na sala, com o olhar fixo em um ponto distante. Ele tentou agir como se nada tivesse acontecido, mas Elisa o interrompeu antes que ele pudesse falar. — Como foi a reunião, Diego? — perguntou ela, com uma calma assustadora. Diego hesitou, sentindo o coração acelerar. — Foi… produtiva. Elisa sorriu amargamente e se levantou. — Que bom. Porque eu também tomei uma decisão hoje. — Que decisão? — perguntou ele, confuso. Ela o encarou com lágrimas nos olhos. — Vou embora, Diego. Vou deixar você com o mundo que escolheu. E, antes que ele pudesse reagir, Elisa subiu as escadas e começou a arrumar suas coisas, deixando Diego sozinho, pela primeira vez, diante do vazio que suas escolhas criaram. O som das malas sendo arrastadas pelo chão ecoava pela casa silenciosa, como um anúncio do fim inevitável. Diego estava parado na porta do quarto, observando Elisa enquanto ela dobrava cuidadosamente suas roupas e as colocava na mala. Ela não olhava para ele, não dizia nada. Havia uma frieza nos gestos dela que o fazia sentir um calafrio. — Elisa, não faz isso — ele disse finalmente, com a voz carregada de tensão. Ela parou por um instante, respirou fundo e o encarou com olhos vermelhos de tanto chorar, mas firmes. — Eu já fiz, Diego. Não tem mais volta. Diego sentiu o impacto daquelas palavras como um soco no estômago. Parte dele queria correr até ela, abraçá-la e implorar que ficasse, mas o orgulho que o guiava há tanto tempo continuava gritando mais alto. — Você está exagerando — ele tentou argumentar. — Todos os casais passam por crises. Nós podemos superar isso. Elisa soltou uma risada amarga. — Superar o quê, Diego? As mentiras? As traições? Sua obsessão por poder? Eu passei anos tentando entender você, tentando salvar o nosso casamento, mas agora vejo que você não quer ser salvo. — Não é tão simples assim! — ele retrucou, aproximando-se. — Eu fiz o que fiz por nós, Elisa. Tudo o que conquistei foi pensando em você, na nossa vida juntos. Ela balançou a cabeça, incrédula. — Não, Diego. Você fez tudo por você. Por sua ambição, por seu ego. Eu fui só uma desculpa conveniente. Diego sentiu o desespero crescer. Pela primeira vez, ele começou a perceber que estava realmente perdendo Elisa. E isso o aterrorizava. — Elisa, por favor… — ele disse, com a voz mais suave. — Não vá. Vamos conversar. Eu posso mudar. — Se você quisesse mudar, já teria feito isso. Não posso continuar vivendo à sombra das suas escolhas, esperando por um homem que talvez nunca volte a ser quem ele era. Diego tentou segurar a mão dela, mas Elisa se afastou. — Eu amo você, Diego, mas não posso continuar me destruindo por esse amor. Diego ficou em silêncio, sem saber o que dizer. Pela primeira vez, ele sentiu o peso de suas escolhas cair sobre seus ombros. Elisa fechou a mala e a levou até a porta. Diego a seguiu, ainda tentando encontrar as palavras certas, mas tudo o que sentia era um vazio imenso. Quando chegaram à porta, Elisa parou e olhou para ele uma última vez. — Eu espero que você encontre o que está procurando, Diego. Só sinto muito que isso tenha custado o nosso amor. Com essas palavras, ela abriu a porta e saiu, deixando Diego sozinho no que antes era o lar dos dois. Ele ficou parado ali por vários minutos, olhando para a porta fechada, tentando absorver o que havia acontecido. Pela primeira vez, sentiu o verdadeiro peso da solidão. As horas seguintes foram um borrão. Diego andava pela casa vazia, sentindo o silêncio esmagador. A ausência de Elisa era palpável em cada canto. A cozinha parecia fria sem o aroma do café que ela sempre preparava pela manhã. O quarto, agora com metade do armário vazio, parecia um lembrete cruel de que ela realmente havia partido. Ele tentou se concentrar no trabalho, mas não conseguia. Sua mente estava cheia de lembranças: o dia do casamento, as risadas, os planos que fizeram juntos. E, acima de tudo, a última conversa que tiveram antes de ela ir embora. Por mais que não quisesse admitir, Diego sabia que Elisa estava certa. Ele havia escolhido a ambição acima de tudo, e agora estava pagando o preço Paula e a Tentação do Poder No meio da tarde, Diego recebeu uma mensagem de Paula: “Nos encontramos hoje à noite?” Ele encarou a mensagem por alguns segundos, sentindo-se dividido. Parte dele queria ir, se afundar ainda mais no mundo que havia criado para si, mas outra parte começava a se perguntar se aquilo realmente valia a pena. Depois de hesitar, respondeu: “Não posso hoje.” Era a primeira vez que ele dizia “não” a Paula, e, embora não soubesse ainda o que isso significava, sentiu uma pequena onda de alívio. Elisa e a Redescoberta de Si Mesma Enquanto isso, Elisa estava na casa de sua mãe, tentando processar tudo o que havia acontecido. Sentada no antigo quarto de infância, sentiu uma mistura de dor e alívio. Dor por ter deixado o homem que amava, e alívio por finalmente ter tomado uma decisão que colocava sua própria felicidade em primeiro lugar. — Você fez o que precisava fazer, querida — disse sua mãe, segurando sua mão. — Agora é hora de pensar em você. Elisa assentiu, sabendo que, por mais difícil que fosse, ela precisava recomeçar. Diego e a Reflexão Naquela noite, Diego sentou-se no sofá com uma garrafa de uísque ao lado. O silêncio continuava insuportável, e ele finalmente permitiu que as lágrimas viessem. Pela primeira vez em muito tempo, ele se sentiu vulnerável, frágil. As palavras de Elisa ecoavam em sua mente: “Você já me perdeu. Só não percebeu ainda.” E agora ele percebia. Percebia que havia perdido a mulher que mais amava, e tudo por causa de escolhas que ele achava serem necessárias, mas que, no fundo, o haviam levado ao abismo. Mas a pergunta que o atormentava era: seria tarde demais para mudar?A madrugada avançava lentamente, e Diego continuava sentado no sofá da sala. A garrafa de uísque agora estava quase vazia, mas a embriaguez não preenchia o vazio que consumia seu peito. O silêncio daquela casa antes tão viva parecia zombar dele. O som da risada de Elisa, as conversas leves durante o jantar, os planos que fizeram juntos… tudo parecia parte de uma memória distante, como se pertencesse a outra vida. Ele apertou os olhos, tentando afastar as lembranças, mas era inútil. O rosto de Elisa continuava presente em sua mente, e a culpa começava a corroer o que restava do orgulho que o impedia de admitir seus erros. Pela primeira vez, Diego não conseguiu se convencer de que estava no controle. Pela primeira vez, ele sentia que estava completamente perdido. Elisa acordou cedo na casa de sua mãe. Apesar da exaustão emocional, o sono fora leve e agitado. Ela olhou para o teto do antigo quarto e, por um momento, sentiu-se como uma adolescente novamente, buscando refúgio nos braços
Elisa estava deitada na cama que, anos atrás, fora seu refúgio durante a adolescência. Agora, porém, aquele espaço não trazia mais consolo. Ela encarava o teto escuro enquanto as lágrimas deslizavam silenciosamente pelo rosto. O choro se tornara uma rotina inevitável. A separação ainda parecia um pesadelo do qual não conseguia acordar. Casar-se havia sido seu maior sonho. Ela crescera acreditando no amor verdadeiro, no "felizes para sempre", e quando encontrou Diego, achou que ele fosse o homem que tornaria tudo isso realidade. Mas agora estava ali, sozinha, enfrentando a dura verdade: nem todo amor resiste. Ela pensava no momento do casamento, quando subira ao altar com o coração cheio de esperança. Lembrava-se do olhar apaixonado de Diego, do juramento que ele fizera, prometendo estar ao lado dela para sempre. E agora, anos depois, tudo aquilo não passava de lembrança. Elisa se sentia despedaçada. Não apenas pelo fim do casamento, mas pela sensação de ter fracassado. Desde menina
Diego sentia que estava em queda livre. Desde o fim de seu casamento com Elisa, a vida que ele construíra com tanto esforço parecia estar ruindo. Por fora, ainda mantinha a pose de empresário bem-sucedido, mas, por dentro, ele estava vazio. As reuniões de negócios, os jantares sofisticados e as cifras milionárias que antes o preenchiam já não tinham mais o mesmo brilho. Nada tinha. Algo dentro dele estava despedaçado, e ele sabia muito bem o que era: a ausência de Elisa. Nas semanas seguintes à separação, Diego tentou ignorar a dor. Jogou-se ainda mais no trabalho, aceitando projetos arriscados, correndo atrás de contratos maiores e passando noites em claro em reuniões intermináveis. No fundo, ele esperava que o sucesso profissional compensasse a perda pessoal. Mas não compensava. Diego havia entrado no mundo dos negócios movido pela ambição. Desde jovem, sonhava em ser poderoso, em ter status e reconhecimento. E, por algum tempo, ele teve tudo isso. Com Elisa ao seu lado, senti
Após o encontro com Elisa, Diego sentiu um peso ainda maior sobre seus ombros. A rejeição dela foi como uma confirmação de tudo o que ele temia: o casamento deles realmente havia chegado ao fim, e não havia nada que ele pudesse fazer para voltar ao passado. Agora, só restava seguir em frente — mas como? De volta ao apartamento vazio, ele sentou-se à beira da cama e encarou o silêncio que o rodeava. Pela primeira vez em anos, Diego percebeu que o poder e o sucesso que tanto buscou não tinham valor algum sem alguém para compartilhar. Ele pensou em Elisa e nas palavras que ela havia dito na livraria. “Estou construindo uma nova vida.” Diego sabia que precisava fazer o mesmo. Não podia continuar se lamentando. Se queria ser um homem melhor, precisava agir. --- No dia seguinte, Diego tomou uma decisão que vinha adiando há muito tempo: ele pediu afastamento temporário da empresa. Precisava de um tempo longe da pressão, dos negócios e das reuniões que antes dominavam sua vida. — Vo
Apesar de suas tentativas de mudança, Diego não conseguiu escapar de sua própria natureza. O trabalho, que antes era uma ferramenta para alcançar status e poder, passou a se tornar sua única válvula de escape. A necessidade de preencher o vazio que sentia o empurrou de volta para o mundo corporativo, onde os problemas e a pressão o faziam se esquecer momentaneamente dos erros que cometeu, das falhas que não conseguia corrigir Ao retornar de sua breve estadia no interior, Diego mergulhou de cabeça no trabalho. Sua decisão de se afastar temporariamente da empresa logo foi revertida, pois ele se sentia incapaz de ficar longe das responsabilidades que sempre dominaram sua vida. Rafael, seu amigo e sócio, sabia o quanto ele estava lutando contra seus próprios demônios, mas não podia deixar a empresa sucumbir devido às distrações de Diego. Assim, ele pressionava Diego para voltar ao ritmo de antes. — Diego, você não pode parar agora. Temos um lançamento importante na próxima semana e su
Os dias no hospital foram longos. Diego passou por uma bateria de exames, conversas com médicos e visitas de familiares. Mas o que mais o atingia era o silêncio. Pela primeira vez em anos, ele não estava cercado pelo caos do trabalho. Não havia reuniões, não havia ligações incessantes, não havia decisões urgentes. Apenas ele, sua mente e o vazio que, agora, parecia ainda mais profundo. Os médicos recomendaram que ele fizesse terapia e considerasse um tempo afastado da empresa. Seu corpo estava frágil, mas sua mente estava ainda pior. Rafael assumiu as rédeas dos negócios temporariamente, garantindo que Diego tivesse o tempo necessário para se recuperar. Mas Diego se perguntava: recuperar-se para quê? --- Em uma das manhãs no hospital, Diego recebeu a visita de Rafael. O amigo entrou no quarto com um olhar preocupado, mas sem a formalidade dos negócios. — Você precisa mudar, cara — Rafael disse, sem rodeios. — Isso que aconteceu com você… é sério. Você quase cruzou um limite pe
Diego sentia o coração bater mais forte enquanto encarava Elisa. O tempo havia passado, mas vê-la ali, tão próxima, fazia as lembranças voltarem como uma avalanche. Elisa parecia diferente. Não apenas fisicamente, mas na maneira como mantinha a postura firme, segura de si. Seus olhos ainda carregavam uma sombra de mágoa, mas também um brilho de alguém que havia seguido em frente. — Como você está? — ela perguntou, rompendo o silêncio. Diego hesitou por um momento, escolhendo as palavras com cuidado. — Tentando me encontrar — ele disse, sincero. — Acho que perdi o controle da minha vida por um tempo. Elisa assentiu, mexendo na alça da bolsa. — Fiquei sabendo do que aconteceu com você — sua voz tinha um tom de compaixão, mas não de fragilidade. — Fiquei preocupada, mas não sabia se deveria procurar você. Diego baixou os olhos para o café intocado à sua frente. — Eu teria entendido se não procurasse — ele admitiu. — Eu causei muita dor a você, Elisa. Não espero que esqueç
Elisa nunca imaginou que um dia estaria solteira novamente. Quando casou com Diego, acreditou que seria para sempre, que enfrentariam tudo juntos. Mas agora, ali, diante do espelho, se arrumando para sair com as amigas, sentia-se diferente.Ela passou anos vivendo para o casamento, para os sonhos que construiu ao lado de Diego. Agora, tinha apenas a si mesma e um mundo de possibilidades à sua frente.Com um vestido vermelho elegante, salto alto e um batom marcante, ela se olhou no espelho e sorriu. Era hora de viver.---Uma Nova Vida SocialNaquela noite, saiu com suas amigas para uma festa badalada na cidade. Música alta, risadas, olhares sedutores. Elisa se permitiu curtir cada momento. Bebeu um drink colorido, dançou até sentir os pés doerem, riu de piadas sem sentido. Pela primeira vez em muito tempo, ela se sentia livre.Foi quando um homem alto e charmoso se aproximou.— Você dança muito bem — ele disse com um sorriso.Ela riu, surpresa com a abordagem.— Ou talvez você que não