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Capítulo 07– A Entrega

Jacob Alexander Lancaster

O motel não era exatamente dos mais luxuosos. Longe disso, mas eu não dava a mínima, porque naquele momento eu apenas a desejava. Luna estava colada a mim e tudo, absolutamente tudo, parecia certo. 

Assim que cruzamos a porta do quarto, minhas mãos deslizaram por sua cintura fina, puxando-a para outro beijo. Dessa vez, sem hesitação, sem controle, sem volta. 

Luna riu contra a minha boca, os dedos ágeis já deslizando pelo tecido da minha camisa, antes de empurrá-la para fora do meu corpo. Seus olhos azuis fitaram meu peitoral e minha tatuagem fazendo um sorriso surgir em seus lábios. e ela logo disse:

Não sabia que riquinhos mimados tinham tatuagem? 

Sorri e puxei o seu corpo para próximo de mim.

Tenho um segredo para revelar… 

Ela me encarou com luxúria enquanto eu retirava sua jaqueta de couro e beijava o seu ombro nu.

—  Riquinhos mimados escondem muitos segredos. 

Ela sorriu e arfou quando beijei um ponto sensível abaixo de sua orelha.

Kaleb…

Ouvir ela me chamar por outro nome, aquele que falei no bar da festa, aquilo me incomodou. Sabia que estava prestes a fazer uma loucura revelando o meu verdadeiro nome, mas estava louco para ouvi-lo sair de sua boca enquanto gemia. Desci os lábios pelo seu ouvido.

Me chame de Jacob - sussurrei.

Seus olhos azuis me fitaram divertido e ela mordeu os lábios de maneira provocante.

Jacob…

Minha mão acariciava  cada curva de seu corpo com delicadeza. Eu queria registrar cada detalhe dela e deixar minha mente fluir imaginando o que ela guardava debaixo daquele vestido. 

 — Então é assim que os riquinhos mimados são na hora H? — ela provocou, arranhando levemente meus ombros enquanto eu a prensava contra a parede fria.

Soltei uma risada baixa, minha boca deslizando lentamente pelo pescoço dela, saboreando cada milímetro da sua pele quente enquanto minha mão deslizava pelo seu corpo esbelto ainda por cima do vestido.

Na verdade… — murmurei contra a curva do seu ombro, sentindo o arrepio que percorreu seu corpo. — Normalmente, eu sou mais cuidadoso.

Luna sorri fechando os olhos e puxa o cós de minha calça social para próximo de si.

— E o que há de diferente nessa noite?

Levantei o rosto para encará-la, nossos olhares colidindo com uma intensidade que me deixou tonto.

— Eu tenho minhas suspeitas, mas… — respondi sem hesitar

Eu não sabia o que era exatamente, algo nela me fazia perder o equilíbrio, a racionalidade. Por Deus, eu não queria parar.

Minhas mãos deslizaram pela lateral do vestido dela, subindo a barra do tecido devagar, provocando. Notei uma tatuagem presente na lateral de seu corpo, parecia uma frase, mas não consegui ler porque logo fui consumido pelo desejo ardente de possuí-la ao ver a pequena calcinha vermelha,  nunca vi uma mulher tão maravilhosa como Luna. 

Então, Bartenders atrevidas também possuem tatuagem? 

Ela sorri e responde deslizando os dedos pelo meu peitoral, descendo devagar até o meu abdome, numa provocação que me fez gemer.

— Bartenders também escondem segredos, Jacob…

Luna inspirou fundo e abriu os olhos me encarando. Seus olhos azuis brilhavam com a pouca luz presente no quarto, ela sorriu.

Não respondeu minha pergunta, Jacob. O que é diferente nessa noite? 

Seguro sua coxa a envolvendo ao redor de minha cintura, fazendo com que ela sentisse o quanto eu a desejava.

Acho que vou descobrir agora — murmurei contra seus lábios.

— Então mostre-me, Jacob — ela disse sorrindo.

E eu mostrei.

Horas depois, eu estava deitado na cama, encarando o teto, enquanto Luna dormia ao meu lado. Seus cabelos loiros estavam espalhados pelo travesseiro, seu corpo nu, parcialmente coberto pelo lençol fino. 

A madrugada se arrastava silenciosa, mas o sono não vinha. Eu não conseguia tirar os olhos de Luna. Havia algo nela que parecia… familiar. Era a primeira vez que nos víamos, certo? Por que, de alguma forma, eu tinha a sensação de que já conhecia aquele rosto.

Eu deveria ir embora. Sair daquele quarto e fingir que nada aconteceu, mas pela primeira vez em muito tempo, eu não queria ir. Eu gostava da sensação dela ali, do cheiro doce que ainda pairava no ar, do jeito inconsciente com que ela se aninhava contra mim. 

Virei o rosto para observá-la dormir, a sensação de que já nos conhecíamos não saia da minha mente. Franzi o cenho, tentando lembrar, mas nada vinha à mente. Suspirei e fechei os olhos por um instante. Talvez, fosse apenas o álcool, ou o fato de, pela primeira vez em anos, eu estar ao lado de uma mulher sem precisar interpretar um papel.

Sem pressões, sem expectativas, apenas ela sorrindo para mim.

Soltei um suspiro cansado e, sem pensar, puxei Luna para mais perto, envolvendo seu corpo pequeno com o meu. Ela suspirou baixinho, se aconchegando, inconscientemente, contra meu peito.

Porra.

Um calor estranho se espalhou pelo meu corpo e eu gostava disso. Essa constatação deveria ser alarmante, mas, por hora eu só queria dormir. Amanhã, eu lidaria com as consequências.

Só não esperava que o destino fosse brincar com nossas vidas de maneira tão cruel. 

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