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Minha Doce Ana
Minha Doce Ana
Por: Carolina LL
Sob o olhar de Adam

Adam Willians nunca foi um homem paciente. A espera o corroía, a impotência o enfurecia. E, naquele momento, enquanto seus passos ecoavam pelo imponente salão da mansão dos Milles, a impotência o dominava.

Seus olhos azuis varreram o ambiente, ignorando a decoração clássica e elegante. Ele não estava ali para isso. A presença o obrigara a comparecer. Afinal, os Milles eram mais que sócios na mineração; eram amigos, quase família. Uma ideia que Adam desprezava. Família era sinônimo de fraqueza.

Foi então que a viu. Ana Milles. A garota de dezessete anos, com um olhar que desafiava a pouca idade. Seus olhos verdes, grandes e atentos, e os lábios entreabertos, como se palavras estivessem prestes a escapar.

Magra, mas com curvas sutis, prenúncio da mulher que se revelaria. Pequena, tão pequena diante de seu um metro e noventa. Vestida de branco, simples, mas etérea, como uma tentação.

Naquele instante, Adam soube. Ela seria dele. Somente dele.

— Adam! — a voz do Sr. Milles o trouxe de volta. — Esta é minha filha, Ana.

Ana curvou a cabeça, tímida, mas Adam captou seu olhar curioso, talvez nervoso.

Bom. Ela deveria estar nervosa.

— O prazer é todo meu, pequena — disse ele, com um sorriso de canto, um sorriso que não prometia gentileza.

Ana sentiu um arrepio. Aquele homem a observava como um predador.

— É um prazer conhecê-lo — murmurou, a voz baixa.

— Ana, por que não mostra a casa para Adam? — sugeriu a Sra. Milles, alheia à tensão.

Ana hesitou, mas assentiu. — Claro.

Enquanto caminhavam, o silêncio era palpável, a presença de Adam como uma sombra.

— Você sempre foi tão quieta? — A voz dele a fez estremecer.

— Não sou quieta — respondeu, tentando soar firme.

— Não? — Ele riu baixo. — Talvez seja só comigo.

Ela parou, encarando-o. — Eu mal te conheço.

Os olhos azuis brilharam. — Ainda.

Ana franziu a testa. — O que quer dizer?

— Quero dizer que isso vai mudar, pequena. Você já é minha.

O coração de Ana disparou.

— Ana, querida, mostre o jardim para o Sr. Willians. É a nossa maior preciosidade.

— Claro, mamãe. — Ana virou-se para Adam. — Por aqui, Sr. Willians.

— Adam, por favor.

Ana engoliu em seco. — Adam. O jardim é logo ali.

Enquanto caminhavam pelo jardim, Ana tentava manter a compostura.

— O que você faz da vida, Adam? — perguntou ela, tentando quebrar o silêncio.

— Agora, trabalho na empresa do meu pai. — Ele parou, observando-a. — Mas logo será minha.

— E você? O que pretende fazer depois do colégio?

— Faculdade, talvez.

— Você não vai embora — disse ele, com um tom que não admitia discussão.

— O quê? como assim?

— Você não vai para longe.

— Você fala como se tivesse algum direito sobre minhas decisões.

Adam se aproximou, forçando-a a recuar até a parede.

— Eu tenho.

— Não tem, eu.. eu sou livre.

Ele sorriu, inclinando-se. — Você ainda não entende, Ana. Mas vai entender, logo, logo minha princesa.

Ana fechou os olhos, buscando coragem. Então, escapou de sua prisão invisível.

— Você pode correr agora, princesa. Mas isso só torna o jogo bem mais interessante.

Ana não respondeu, seguindo para a sala de estar.

Adam a observou, um sorriso no rosto. Ela sentia sua presença, e isso era tudo o que importava.

Ele terminou seu uísque, saboreando a vitória iminente. Ana era sua. Desde o primeiro olhar. E ele nunca desistia do que queria. ela era seu maior desejo agora, sua linda boneca, pronta pra ser totalmente dele.

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