Ana sentou-se no sofá, a respiração ainda irregular. Tentava acalmar o coração, mas a imagem de Adam, com seus olhos azuis intensos e o sorriso predatório, não saía de sua mente.
"Ele é convencido demais", pensou, apertando as mãos. "E perigoso." — Tudo bem, querida? — a voz da Sra. Milles a trouxe de volta à realidade. — Você parece pálida. — Estou bem, mãe. Só um pouco cansada. — Aquele rapaz, Adam, é mesmo um homem interessante, não acha? — a Sra. Milles sorriu, alheia à tensão que pairava no ar. Ana engoliu em seco. — Sim, ele é… interessante. — Ele parece ter gostado de você, Ana. — A Sra. Milles piscou, um sorriso malicioso nos lábios. — Quem sabe não teremos um novo casal na família? Ana corou, mas não respondeu. A ideia de se envolver com Adam a assustava e a intrigava ao mesmo tempo. Enquanto isso, Adam observava a cena de longe, um copo de uísque na mão. Ele podia sentir o medo e a curiosidade de Ana, e isso o divertia. "Ela está começando a entender", pensou, bebendo um gole do uísque. "Logo, ela será minha por completo." A noite avançou, e os convidados começaram a se despedir. Adam se aproximou de Ana, que estava parada perto da escadaria. — Uma noite agradável, não acha, Ana? — ele disse, a voz rouca e sedutora. Ana se virou, tentando manter a compostura. — Sim, foi… interessante. — Espero que possamos nos ver novamente em breve. — Não sei se isso será possível. Adam sorriu, um sorriso que não prometia gentileza. — Não se preocupe, pequena. Eu sempre consigo o que quero. Ele se aproximou, e Ana sentiu o perfume amadeirado dele invadir seus sentidos. — Lembre-se, Ana. Você é minha. Ele se afastou, deixando-a parada na escadaria, o coração acelerado e a mente confusa. Naquela noite, Ana teve dificuldade para dormir. As palavras de Adam ecoavam em sua mente, e ela se perguntava o que ele queria dela. "Ele é perigoso", pensou, virando-se na cama. "Preciso ficar longe dele." Mas, no fundo, ela sabia que seria difícil escapar do olhar predador de Adam Willians. Ele era como uma sombra, sempre presente, sempre observando. No dia seguinte, Ana tentou se distrair com os estudos, mas a imagem de Adam não saía de sua mente. Ela se sentia como uma presa, cercada por um predador invisível. À tarde, enquanto caminhava pelo jardim, Ana ouviu uma voz familiar. — Olá, Ana. Ela se virou e viu Adam parado perto da cerca, um sorriso no rosto. — O que você está fazendo aqui? — ela perguntou, a voz trêmula. — Vim te ver, pequena. — Você não deveria estar aqui. — Eu sei. Mas não resisti. Ele se aproximou, e Ana recuou, sentindo-se encurralada novamente. — Não se preocupe, Ana. Eu não vou te machucar. — Eu não confio em você. — Você deveria. Ele segurou o queixo dela, forçando-a a encará-lo. — Você é minha, Ana. E eu sempre consigo o que quero. Ana se afastou bruscamente, o coração disparado. - "Você está louco!" exclamou, a voz tremendo. - "Não sou sua!" Adam sorriu, um sorriso que não alcançava seus olhos. -Você ainda não entendeu, Ana? Não é uma questão de escolha. Você me pertence, assim como o ar que respira. Ana sentiu um arrepio percorrer sua espinha. A possessividade de Adam era palpável, sufocante. - Você não pode me controlar! - Posso e vou, respondeu ele, a voz baixa e ameaçadora. - Você é minha, Ana. E ninguém, nem mesmo você, pode mudar isso. Ele se aproximou novamente, e Ana recuou até a cerca, sentindo-se encurralada. - Fique longe de mim! - Por que eu faria isso, pequena? Você é tão interessante, tão… desafiadora. Ele estendeu a mão e acariciou o rosto de Ana, o toque leve e perigoso. - Eu gosto disso. Gosto de como você tenta resistir, mesmo sabendo que é inútil. Ana se afastou do toque dele, a respiração acelerada. - Você é doente! Adam riu, um som frio e sem humor. - Talvez. Mas você gosta disso, não é? Gosta da adrenalina, do perigo. Gosta de saber que eu estou no controle. Ana o encarou, os olhos verdes cheios de raiva e medo. - Você está enganado. Eu te odeio! - Ódio é uma emoção forte, Ana. Quase tão forte quanto o amor. Ele se inclinou, o rosto próximo ao dela. - E eu sei que, no fundo, você me deseja. Ana sentiu o rosto corar, mas se recusou a desviar o olhar. - Você é um arrogante! - Sou um homem que sabe o que quer. respondeu ele, a voz rouca e sedutora. - E eu quero você, Ana. Quero cada parte de você. Ele se aproximou ainda mais, e Ana sentiu o calor do corpo dele contra o seu. - Não faça isso, murmurou, a voz fraca. - Por que não? Ele sorriu, os olhos azuis brilhando com malícia. - Você sabe que quer tanto quanto eu. Antes que Ana pudesse responder, Adam a beijou. O beijo era intenso, possessivo, como se ele estivesse reivindicando-a como sua. Ana tentou resistir, mas a força de Adam era avassaladora. Ela sentiu o corpo ceder, a mente nublar-se. Quando o beijo terminou, Ana estava sem fôlego, o rosto corado e os olhos arregalados. Adam a encarou, um sorriso vitorioso nos lábios. - Viu? Eu sempre consigo o que quero. Ele se afastou, deixando Ana parada no jardim, o coração acelerado e a mente confusa. Ela sentiu o corpo tremer, a raiva e o desejo se misturando em um turbilhão de emoções. "Ele está certo", pensou, as lágrimas escorrendo pelo rosto. "Eu o desejo. E isso é ainda mais assustador do que o medo." Ana correu para dentro de casa, as lágrimas embaçando sua visão. Ela precisava se afastar de Adam, precisava se livrar daquela sensação de perigo e desejo que ele despertava nela. Subiu as escadas correndo, trancando-se no quarto. Deslizou pela porta, sentando-se no chão, o corpo tremendo. - O que ele pensa que está fazendo? sussurrou para si mesma, as lágrimas escorrendo pelo rosto. - Eu não sou dele. Eu não pertenço a ninguém. Mas, mesmo enquanto negava, uma parte dela sabia que Adam estava certo. Havia algo nele que a atraía, uma intensidade que a assustava e a fascinava ao mesmo tempo. Ela se sentia como uma mariposa atraída pela chama, sabendo que poderia se queimar, mas incapaz de resistir. Naquela noite, Ana mal conseguiu dormir. As palavras de Adam ecoavam em sua mente, o beijo ainda queimando em seus lábios. Ela se sentia confusa, perdida, como se estivesse presa em uma teia da qual não conseguia escapar. Nos dias seguintes, Ana tentou evitar Adam, mas ele parecia estar em todos os lugares. Ele aparecia na escola, no parque, até mesmo na cafeteria onde ela costumava estudar. Ele a observava de longe, um sorriso enigmático nos lábios, como se soubesse que ela não poderia fugir dele para sempre. A presença constante de Adam começou a afetar Ana. Ela se sentia nervosa, ansiosa, sempre em alerta. Seus estudos começaram a sofrer, seus amigos notaram sua mudança de comportamento. Ela estava se tornando uma sombra de si mesma, consumida pelo medo e pela obsessão. Uma tarde, enquanto caminhava para casa, Ana sentiu alguém segurar seu braço. Ela se virou e viu Adam, o rosto sério. - Precisamos conversar, Ana. disse ele, a voz firme. Ana tentou se soltar, mas ele a segurou com mais força. - Me solta, Adam! Eu não quero falar com você. - Você não tem escolha. respondeu ele, arrastando-a para um beco próximo. Ana sentiu o pânico subir em sua garganta. - O que você vai fazer? - Eu só quero conversar, disse ele, encostando-a na parede. - Quero que você entenda que nós dois estamos destinados a ficar juntos. Ana o encarou, os olhos verdes cheios de raiva e medo. - Você está louco! Eu nunca vou ficar com você. Adam sorriu, um sorriso frio e sem humor. - Você diz isso agora, mas eu sei que você me deseja. Eu vejo isso em seus olhos, no jeito que você me olha quando pensa que eu não estou vendo. Ana sentiu o rosto corar, mas se recusou a desviar o olhar. - Você está se iludindo. - Eu nunca me iludo. Respondeu ele, aproximando o rosto do dela. - Eu sei o que quero, e eu sempre consigo. Ele a beijou, um beijo feroz e possessivo, como se estivesse tentando marcar território. Ana tentou resistir, mas a força de Adam era avassaladora. Ela sentiu o corpo ceder, a mente nublar-se. Adam se aproximou mais ainda, tocando todo o corpo de Ana, deixando claro que ela pertencia à ele, que o corpo dela ela dele. as mãos grandes entram por baixo da sair dela, e ele pode notar o quanto ela estava molhada. - Ainda acredita que não e minha princesa? você está completamente molhada pra mim. Diz com os olhos azuis se tornando mais escuro.. Ana não consegue dizer nada, se sente quente e completamente submissa a vontade dele.O beijo de Adam a deixou sem ar, o gosto metálico do medo misturado com a doçura proibida do desejo. Ana tentou se afastar, mas ele a manteve presa, os braços fortes a impedindo de fugir. Quando finalmente a soltou, Ana o encarou, os olhos verdes marejados de lágrimas. "Você não tem o direito de fazer isso", sussurrou, a voz embargada. Adam sorriu, um sorriso que não alcançava seus olhos. "Eu tenho todos os direitos, Ana. Você é minha, e eu posso fazer o que quiser com você." Ana sentiu um calafrio percorrer sua espinha. A possessividade de Adam era sufocante, aterrorizante. Ela se sentia como um pássaro preso em uma gaiola, sem esperança de escapar. "Eu nunca vou ser sua", disse ela, a voz fraca, mas determinada. Adam riu, um som frio e sem humor. "Você diz isso agora, mas eu sei que você mente. Eu vejo isso em seus olhos, no jeito que você me olha quando pensa que eu não estou vendo." Ana desviou o olhar, o rosto corado. Ela sabia que Adam estava certo. Havia algo nele q
Ana sentiu o coração bater descontroladamente, a mente confusa. As palavras de Adam ecoavam em sua cabeça, misturando-se com a sensação do beijo, do toque. Ela estava se apaixonando por ele? Era possível? - Eu... eu não sei. murmurou ela, desviando o olhar. - Eu nunca senti nada assim antes. Adam sorriu, um sorriso que iluminou seu rosto e fez o coração de Ana acelerar. - Eu sei. respondeu ele, acariciando o rosto dela com a ponta dos dedos. - Eu também nunca senti nada assim antes. Eles se encararam, os olhos brilhando com uma mistura de desejo e ternura. Ana sentiu o corpo tremer, a mente nublar-se. Ela estava se entregando a ele, se permitindo sentir algo que nunca havia sentido antes. - O que vamos fazer agora? perguntou ela, a voz fraca. - Vamos continuar nos conhecendo. respondeu ele, aproximando-se dela. - Vamos descobrir quem somos, juntos. Eles passaram o resto da tarde juntos, conversando, rindo, compartilhando segredos. Ana se sentia leve, feliz, com
Adam Willians nunca foi um homem paciente. A espera o corroía, a impotência o enfurecia. E, naquele momento, enquanto seus passos ecoavam pelo imponente salão da mansão dos Milles, a impotência o dominava.Seus olhos azuis varreram o ambiente, ignorando a decoração clássica e elegante. Ele não estava ali para isso. A presença o obrigara a comparecer. Afinal, os Milles eram mais que sócios na mineração; eram amigos, quase família. Uma ideia que Adam desprezava. Família era sinônimo de fraqueza.Foi então que a viu. Ana Milles. A garota de dezessete anos, com um olhar que desafiava a pouca idade. Seus olhos verdes, grandes e atentos, e os lábios entreabertos, como se palavras estivessem prestes a escapar.Magra, mas com curvas sutis, prenúncio da mulher que se revelaria. Pequena, tão pequena diante de seu um metro e noventa. Vestida de branco, simples, mas etérea, como uma tentação.Naquele instante, Adam soube. Ela seria dele. Somente dele.— Adam! — a voz do Sr. Milles o trouxe de