Sophia respirou fundo, seria uma montanha russa a sua vida ao lado de Luiz, nem mesmo tinha certeza se ficariam juntos para sempre, eram muitas mulheres, começou a pensar se ele, já havia dito que amava alguma delas, estava insegura, mas tentaria fazer com que aquilo desse certo, queria estar ao lado dele, mas não queria se perder no processo, não perderia mais nada em sua vida por ninguém.Repousou a cabeça no peito dele, ouviu seu coração acelerado, fechou os olhos, acreditaria em Luiz, e=isso só mudaria se ele desse motivos, um sorriso se formou.Luiz:- Um doce pelos seus pensamentosSophia:- Depende do doce-Sorria ainda de olhos fechados.Luiz:- Um chocolate pelos seus pensamentos-Sophia era louca por chocolate, então riuSophia:- Pensando o quento vou suportar dessa sua safadeza senhor WoodLuiz:- Minha intenção é ser safado apenas com você-Ela abriu os olhos e encontrou os dele-Sem pressa meu amor, tudo no seu tempo.Sophia se sentiu confortável com a fala dele, mas sabia que Lu
Pela manhã, Amira foi com o motorista fazer as compras de frutas e verduras que agora eram bem maiores, por isso eram feitas em uma fazenda vizinha, colhiam na hora por se tratar de Luiz, e o que faltava iam a um mercadão.Murilo voltava a cavalo, fazia uma ronda sempre depois do almoço, viu Sula sentada embaixo de uma árvore.Murilo:- Tudo bem com você, menina?-Viu quando ela secava as lágrimas.Sula:- Tudo, só pensando na vida.Murilo:- O que te deixou tão triste?-Ele não desceu do cavalo, ela evitou olhar para ele devido aos olhos vermelhos.Sula:-Faço dezoito anos hoje, e ninguém se lembrou-Aquilo foi um choque para ele, achou que Sula era muito mais nova.Murilo:- Com certeza sua mãe está preparando alguma coisa para você, não fique assim.Sula:- Ela saiu para ás comprar, nem sei que hora volta.Murilo:- Vai ficar tudo bem menina-Ele deu a volta com o cavalo e foi para o estábulo.Sula estava triste, perdida em seus pensamentos, sua mãe havia esquecido, quando o pai era vivo, não
Sula está com raiva e totalmente frustrada, mas dá um sorriso quando vê que sua mãe deixou algumas sacolas em sua cama com um bilhete."Parte do seu presente, te amo filha"Sula nunca comprou roupas, usava o que lhe davam, os roupas da sua mãe, tinha vaidade, sim, mesmo dentro do inferno que vivia em sua casa era uma garota com sonhos, muitos deles eram simples, por isso se emocionou quando abriu as sacolas, uma calça jeans, uma camisa branca, um cinto e botas pretas.Tomou banho e se vestiu, era algo simples, mas as botas pretas eram algo que sempre quis ter, secou os cabelos apenas para que não molhasse suas roupas, deixou os cabelos soltou jogados por cima dos ombros, parecia uma peoa, riu para espelho, aplicou um gloss depois da maquiagem leve, que ressaltou sua beleza, saiu animada, quando se lembrou de que Murilo a estava esperando, bateu a porta nervosa.Depois de quase quarenta minutos, Murilo escuta o som da porta batendo, ainda estava do lado de fora do carro, se assustou ao
Luiz:-Que tal uma taça de vinho?-Sofia riu com animação.Sophia:-Só uma, não vai fazer mal-Luiz se levantou e pegou duas taças de vinho para eles, Sophia virou a metade da taça, Luiz havia escolhido um vinho doce, para que ela pudesse degustar.Luiz:-Vai devagar pequena, quanto mais doce mais rápido sobe-Ela sorriuSophia:-Estava com calor, mas vou tomar o restante devagar.-Ficaram sentados olhando a fogueira, Sophia com a cabeça no ombro de Luiz ouvia a viola e a cantoria animada dos homens, com as pernas cruzadas, ela balançava o pé no ritmo dá música, criando um balanço suave em seu corpo.Luiz:-Quer dançar?Sophia:-Não, quero ouvir a música-Ela passou os braços em volta dela, e balançavam juntos, Luiz riu dessa dinâmica, mas balançou com ela.Quem os via sentia a conexão que se formava entre o casal.Luiz:-O que acha de sair para jantar, amanhã-Sophia sempre tinha receio de sair, antes que ela pudesse ter pensamentos ruins, ele completou-Não existe perigo, eu estou monitorando tud
LUIZVocê acredita em amor à primeira vista?Foi assim para mim, a primeira vez que a vi, algo dentro de mim se acendeu, a fragilidade e inocência de Sophia, me ganhou por completo, talvez por sermos opostos? Não sei dizer, mas é algo que não consigo lutar contra, mesmo sabendo que posso não sair vitorioso no final, ela passou parte da vida em um convento e tem uma história muito diferente da minha.A sensação de pertencimento, como se ela pudesse tocar minha alma, e não se contaminar com toda a escuridão que existe lá.Todas as minhas inibições, inocência e doçura foram arrancados de mim ainda muito novo, me tornando uma casca vazia, ou uma casca recheada de maldade.Meu nome é Luiz e sou completamente apaixonado por Sophia, a pequena inocente que roubou meu coração.Ela foi resgatada de um sequestro, o homem a quem o pai dela praticamente a vendeu, e se não tivéssemos chegado a tempo, ele teria violado e usurpado a inocência de Sophia, mas mesmo assim esse ato deixou estragos.Ela p
Luiz:-Se quiser, posso te levar para conhecer a propriedade.Sophia:-É uma fazenda?Luiz:- Poderia ser pelo tamanho, mas não tenho animais aqui, somente algumas plantações pequenas, gosta de animais?Sophia:- Sim, no convento tinha galinhas, e vacas no terreno ao lado, eu tinha pouco contato com eles, mas gostava.Luiz:-Se quiser posso providenciar isso-Ela sorriu- Quero que se sinta em casaSophia:- Não quero atrapalhar sua rotina, não precisa se preocupar.Luiz:-Não será incomodo nenhum.-Terminaram o jantar em silêncio.A noite estava quente, Luiz caminhou com Sophia pelos arredores, parte do terreno em volta da casa era bem iluminado, percebeu a necessidade de algumas melhorias, para que ela se sentisse segura.Luiz:-Tem medo do escuro?Sophia:-Um pouco, não tenho boas lembranças-Ele sentiu uma pontada no coração, mas não perguntouLuiz:- Já pedi para que Pedro faça algumas obrar, logo tudo estará iluminado- Ele não havia falado com Pedro ainda, mas seria a primeira coisa que faria
Luiz passou a maioria das suas atividades para o escritório que tinha em casa, queria estar em casa com Sophia.Depois do café, assinou alguns documentos e chamou Sophia para caminhar lá fora, não queria ela presa em casa e com medo, queria que ela se sentisse bem e segura ali.Luiz:- Quero te mostrar um lugar que você pode nadar, tem uma queda d'água e não é distante da casa-Ela o seguiu.A fazenda era grande e cheia de possibilidades, mas pouco aproveitada, Sophia olhava em volta, agora a luz do dia podia ter uma percepção melhor do local.Sophia:- Esse lugar é enorme, poderia ter uma plantação ali-Apontou com o dedo o local- ali poderia ter um estábulo e mais à frente uma criação de vacas- Ela continuou falando, Luiz ouvia com atenção, depois de um tempo ela se deu conta do que estava fazendo, estavam parados há alguns minutos.Sophia:- Me desculpe, deixei a imaginação voar.Luiz:- Gostei de ouvir suas ideias, vou pensar em todas elas- Ele queria agradar Sophia, sabia que para faze
Luiz chegou a boate, ainda não era hora de expediente, então tudo estava tranquilo, queria resolver logo os problemas para voltar para Sophia.As mulheres da boate o cobiçavam, já havia dormido com algumas delas, Luiz ao contrário dos irmãos desenvolveu DSH (Desejo Sexual Hiperativo) devido aos abusos que passou na infância, agora estava em tratamento, se sentia muito mais controlado.Luiz passou por elas sem nem mesmo olhar para os lados, só uma mulher interessava agora e era Sophia, em sua sala encontrou mãe e filha, as duas choravam abraçadas.Luiz sentou em sua cadeira, pediu que trouxessem água, para que as mulheres se acalmassem.Elas se acalmaram um pouco, mas olhavam para ele assustadas, a menina parecia ser menor de idade, mas estava com uma maquiagem pesada e roupas curtas, Luiz jogou seu paleto para ela, que o vestiu sem fazer perguntas, se sentia exposta.Luiz:- Quantos anos tem sua filha senhora?Amira:- Tem dezessete anos-Luiz passou a mão pelo rosto visivelmente nervoso