Dominic Lexington Quase seis horas após deixá-la, quando eu deveria estar em um almoço de negócios, eu cruzei a cidade para buscar aquela menina maluca. Agora, eu estava na frente da loja onde a deixei, e onde ela deveria estar me esperando. Cadê esse inferno de mulher?Minha velha amiga andou na minha direção. O sorriso de recepção fora substituído por algo preocupado, quase como se ela cometesse algum tipo de erro. Eu esperava que ela não contasse a Baby sobre as minhas indiscrições com ela nos trocadores ano passado, no entanto, ela estava com um semblante de culpada. Ótimo... Baby me interrogando sobre isso era tudo de que eu precisava hoje.— Onde ela está?— Aquela mulher? – Ela sorriu. – A propósito, aonde você a encontrou. Ela é um espécime estranho... Diria até que raro. – Um sorriso escapou dos lábios dela.— Ao contrário de você, que consigo achar em qualquer esquina, sim, ela é... Agora, aonde ela está? Como disse, não posso perder essa ESPECIME RARA.Todo o sorriso dela
Baby Ortiz “Com tanto que tenha comprado as lingeries” ... Legal, muito legal, Baby... A vovó sempre me falava sobre como eu era teimosa, mas eu nunca tinha notado isso tão evidente como agora. É claro que se eu fosse o cordeirinho, não estaria aqui agora. Na verdade, sabe-se lá deus aonde teriam me enfiado na vida em que eu levava.Crescer a margem de qualquer coisa que acontecia no mundo real era apenas um preparo para o que viria na minha vida depois de ter dezoito anos de idade. Decidir me arriscar e enfrentá-la todos esses anos pareceu uma ótima ideia, se não fosse o fato de que aquilo apenas valorizou o meu valor. Agora, eu sabia que ela nunca desistiria. Minha mãe não era uma mulher fácil, e definitivamente não me ensinou sobre muitas coisas no mundo, mas andar de salto? Bom, essa não era uma delas.Terminei de abotoar os sapatos e me olhei no espelho. O vestido não era perfeitamente grudado ao meu corpo, mas ainda conseguia moldar as minhas curvas, o que considerei como irrit
Baby Ortiz— Não se mova. Não se mova. – Disse a mim mesma, mas em voz alta. Eu mal podia me mexer, enquanto ele me encarava como se pudesse ver o medo percorrendo a minha alma. Meu coração estava palpitando, quase como se tivesse se esquecido de bater do jeito certo.Fazia um bom tempo que nada me olhava desse jeito, mas da última vez que aconteceu, cicatrizes marcaram a minha pele por um bom tempo. Todos me falaram que isso tiraria o meu valor como mulher no futuro, e por isso, a minha mãe usou todos os métodos que ela conhecia para acabar com isso. Desesperador. Como agora...— Você pode me ajudar aqui? – Eu tentei não desviar os olhos da grande fera.Sapatos fizeram barulho quando começaram a andar na minha direção. Minhas mãos tremiam em frente ao corpo. Eu estava apavorada. Mas quando aquele animal foi tirado de cima de mim, com os grandes e devoradores dentes, eu me atirei nos braços do meu herói. Odiava abraçar homens. Nunca fazia isso, mas eu precisava de um escudo, e se ele
Dominic LexingtonAquela porra de mulher simplesmente não entendia o que as ações causavam em mim. Para falar a verdade, eu também não conseguia entender. Já tive as mais variadas mulheres, mas isso nunca aconteceu. Eu nunca tive que esperar tanto até que alguém estivesse pronta para mim, exceto a minha primeira namorada, aos meus quatorze anos, quando ela decidiu que precisamos de um tempo mais longo para me dar sua virgindade. E porra, isso estava começando a me deixar mais frustrado que antes, quando eu estava completamente sozinho.Uma pilha de papéis estava sobre a minha mesa. Toquei no telefone, ligando para a mesa da minha secretária. Depois de tentar mais duas vezes, resolvo levantar e chamá-la eu mesmo. A maldita não estava na mesa, o que, é claro, me deixou em uma fúria quase mortal. – Onde ela está?A recepcionista do andar piscou várias vezes, como se também não soubesse. Ela estava tremendo de medo ao olhar para mim, o que só funcionou para que eu perdesse um pouco mais d
Baby Ortiz Eu subi na bancada da cozinha, e joguei um pedaço de carne de onde eu estava. Aquele animal devorou tudo em segundos, enquanto isso, eu tremia, imaginando aqueles dentes enormes me mordendo. Dois segundos depois ele ergueu aquele focinho para me cheirar. Meus braços praticamente se cruzaram de medo, e os meus pelos estavam arrepiados. – Não cachorrinho. – Meu deus, como era mesmo o nome dessa coisa? Alol, anol... – Bati o dedo contra o queixo varias vezes, tentando adivinhar mais algumas vezes. – Snow. – Falei, e toda a atenção dele estava em mim novamente. Aquele animal me olhava como se eu fosse a selvagem naquela casa.Com os pés ainda tremendo, decidi fazer algo realmente muito estupido. Aquele cachorro não tinha gostado de mim, mas isso não significava que me morderia. Eu acho... Então quando estava de frente para ele, seus passos o trouxeram para mais perto. Sua estatura enorme e peluda se afundou em mim, por que ele ficou de pé, milagrosamente se equilibrando com a
Dominic Lexington— Eu não estou assustada. – Aquela atrevida segurou o olhar para mim.Ótimo, isso tornava tudo bem mais divertido agora, e o fato dela achar que precisa me provar alguma coisa, só tornava tudo bem mais interessante, por que ela se importa com o que eu penso...Deslizei a mão que estava na nuca em direção ao pescoço. Tão apertado, mas, ao mesmo tempo leve o bastante para que ela ainda conseguisse respirar. Os olhos dela estavam cheios de desafio da mesma maneira que no início, e não importava que aquilo parecesse algum tipo de ameaça. Grudei meu corpo ao dela, porque simplesmente parecia impossível resistir sentir o calor dela em algo crescendo entre as minhas pernas, e que, a essa altura, estava começando a doer...Inclinei meu corpo até que a minha boca tocasse o lóbulo da orelha. Ela ainda mantinha os olhos tão abertos que me fiz a mesma pergunta varias vezes: ela não pisca? O que há de errado com essa mulher? Por que ela parece imune a mim? – Eu discordo... – E qu
Baby Ortiz. Eu ri de mim mesma várias vezes, porque é claro que eu não estava com ciúmes, mas o pensamento de que isso estava acontecendo surgiu na minha mente algumas vezes. Agora, eu me revirava na cama, sentindo que havia algo de estranho naquele quarto. Nenhum som saia daquele cômodo, e é obvio que eu não estava tentando bisbilhotar. Minha cabeça se recostou na porta por acidente. Eu não estava tentando escutar de proposito.Ouvi uma risada baixa, e meu coração inteiro pareceu um músculo inútil e quebrado, porque ele acelerou de uma maneira como se eu tivesse acabado de ser trocada. Mas não, isso não era ciúme. Eu causei o problema, então, nada mais justo do que eu o resolver, certo? Eu deveria estar no quarto com ele... Deveria? Eu comecei a rir como uma lunática quando me dei conta do que estava pensando. Tudo isso não fazia sentido nenhum, porque eu já machuquei homens bem mais do que fiz essa noite, e nada me limitou, nem mesmo o remorso. Então, por que eu quero entrar no qua
Baby OrtizPraticamente saltei da cama pela manhã, e o meu corpo se tornou ainda mais tenso quando passei pelo corredor e vi a porta do quarto do babaca fechada. Eu andei na direção daquele cômodo por que desejava mais do que tudo saber o que estavam fazendo ali. Minha mente pairava nas milhares de perguntas que eu pretendia fazer, e eu até estendi a minha mão em formato de punho e ameacei bater, mas antes que a minha sanidade fosse para o espaço, eu desisti. Recuei um passo, rindo de mim mesma. Eu realmente sou uma idiota... Sacudi a cabeça para o lado umas duas vezes, antes de dar mais um passo para trás.DrogaDrogaDroga...Minhas narinas foram preenchidas por um cheiro inebriante e amadeirado, mas que também era doce. Minha cabeça bateu contra algo rígido. Músculos rígidos. Hum, ele deve malhar bastante... Pisquei várias vezes, mas meus ombros tensos denunciavam que eu estava nervosa agora. Eu sempre ficava assim quando ele se aproximava muito, e tudo que eu podia fazer era corre