— Não tenha medo. — Roberto segurou a mão dela. — Eu vou espantar os vilões para você.Jaqueline sorriu de repente:— E se você for a pessoa ruim?A expressão de Roberto endureceu:— Você quer dizer que, nos seus pesadelos, o vilão que te persegue sou eu?Jaqueline quis provocá-lo, então assentiu:— Sim, você estava me perseguindo com uma faca, querendo me matar, e eu fiquei aterrorizada.Roberto, com o rosto fechado, se levantou.— Parece que eu não persegui com força suficiente, senão teria te matado direto."Ela ter pesadelos tudo bem, mas sonhar comigo como o vilão, querendo matá-la... No coração dela, quão mau eu devo ser? Como naquela vez que ela pensou que eu ia jogá-la da escada. Absurdo!"Ele nem ousava pensar como aparecia na mente de Jaqueline, até onde havia caído. Provavelmente depois de cair no fundo do poço, ainda precisaria cavar um buraco profundo, continuando a descer, direto para o centro da Terra.Jaqueline esfregou os olhos:— O que foi? Você ficou bravo? É só um
— Já é tão adulta e ainda tem medo de cócegas. — Murmurou Roberto baixinho. — Não é como se nunca tivéssemos nos tocado antes."Onde no corpo dela eu não toquei? Agora que estamos divorciados, ela não me permite tocá-la. Que mesquinhez."Assim que teve esse pensamento, Roberto percebeu o ridículo de sua reflexão.Eles estavam divorciados, era claro que ela não permitiria que ele a tocasse.Na verdade, ele estava sendo mesquinho.Se levantou da beira da cama, dizendo:— Então vá se lavar. O café da manhã já está pronto na cozinha.Ele já havia solicitado que preparassem tudo, caso ela acordasse com fome.Jaqueline, sem dizer muito, desceu da cama e se dirigiu ao banheiro, ficando em frente ao espelho.Ela se olhou fixamente, sua mente ainda turva, remoendo a cena do pesadelo.Após se arrumar, saiu do banheiro e notou que Roberto já não estava mais lá.Jaqueline pegou o celular e enviou uma mensagem para George: [Você já tomou café da manhã?]Na verdade, ela queria saber se ele estava be
Roberto a encarou fixamente, sem proferir uma palavra durante um longo tempo. Jaqueline, por sua vez, também permaneceu em silêncio, se virou e foi embora. Ela realmente se afastou, e Roberto não tentou retê-la. Ele percebeu que prosseguir não fazia mais sentido, afinal, eles já estavam divorciados e ele estava prestes a se casar com Ângela. Entretanto, após a partida de Jaqueline, Roberto não ligou para Ângela. Em vez disso, se sentou na cama, distraído, pegou o travesseiro que ela usou na noite anterior, o abraçou e inclinou a cabeça para sentir o perfume que ainda impregnava o tecido.Jaqueline dirigiu de volta ao seu apartamento, mas George não retornou sua mensagem. Já se passavam mais de duas horas desde que ela havia enviado a mensagem. Embora não fosse supersticiosa, ela sentia que, no vasto mundo, havia inúmeras maravilhas que realmente mereciam reverência. O sonho lhe pareceu tão real que, quanto mais pensava, mais ansiosa ficava, levando ela a decidir ligar para Georg
— Eu não sei. — Respondeu Jaqueline, com um tom um pouco ansioso. — O que aconteceu? Você está procurando por ele para algo específico?— Não é nada sério. É só que ele não está atendendo as chamadas e estou um pouco preocupada.— Entendi. — Isabelly revirou os olhos, percebendo o quanto Jaqueline realmente se importava com o irmão. — Jaqueline, então vou ligar para o meu irmão, vou ver se consigo encontrar ele e depois te dou um retorno, tudo bem?Jaqueline respondeu:— Então tá, eu fico no aguardo. Assim que você conseguir falar com ele, me avise imediatamente, pode ser por mensagem também.— Certo.Após terminarem a conversa, ambas desligaram o telefone. Isabelly então tentou ligar para George, que também não atendeu."Estranho... Será que ele está evitando atender por causa do que aconteceu esta manhã?"Isabelly começou a se preocupar também. Ela decidiu ligar para o assistente de George. Quando a chamada foi atendida, a voz do outro lado soou respeitosa:— Srta. Isabelly, o que
— Eu vou. — Jaqueline não hesitou. — Pode me enviar o endereço da empresa? Vou para lá agora, e nos encontramos na empresa.— Vamos juntas. — Disse Isabelly. — Vou dirigir até aí para te buscar. Você está grávida agora, e a segurança do bebê é o mais importante.Jaqueline se sentiu um pouco ansiosa. Aquele estado emocional também não era ideal para dirigir. Ela baixou a cabeça e passou a mão suavemente sobre a barriga, dizendo:— Tudo bem, vou te enviar meu endereço, obrigada....Em menos de meia hora, um carro esportivo vermelho parou em frente ao prédio. Isabelly, vestida com um longo vestido azul de alças, cabelos soltos e usando óculos de sol estilosos, exalava uma aura de beleza e riqueza impressionantes. Por outro lado, Jaqueline estava vestida de forma muito simples, com uma camisa branca, jeans e tênis brancos, com o cabelo preso em uma trança, parecendo uma estudante do ensino médio cheia de juventude. Mas ao lado da deslumbrante Isabelly, ela não ficava atrás. Cada uma
— Suborno? — George resmungou friamente. — Então, o que vocês fizeram?Houve um silêncio.Com um estrondo!George bateu na mesa com força e se levantou:— O prejuízo causado desta vez é tão grande que nem vendendo todos vocês conseguiríamos cobrir!Jaqueline e Isabelly estavam paradas não muito longe do escritório, ouvindo os sons de objetos sendo jogados e os rugidos de um homem.Ambas ficaram ali paradas, atônitas.— Senhoras, o Presidente George está um pouco ocupado agora. Que tal se sentarem um pouco enquanto trago um café e alguns doces para vocês?— Não precisa. — Isabelly acenou com a mão. — Continue com seu trabalho, não se preocupe comigo.A secretária sorriu e fez uma pequena reverência:— Claro, Srta. Isabelly. Se precisarem de algo, é só chamar.Depois que a secretária partiu, Isabelly entrelaçou seu braço no de Jaqueline e avançaram mais alguns passos.Jaqueline ouvia os gritos vindos de dentro e seu coração acelerava.Era claramente a voz de George, mas ela nunca o havia
Depois de bater na porta , sem esperar resposta, Isabelly a empurrou e entrou com Jaqueline. Logo que abriu a porta, um som irado reverberou pelo escritório:— Quem te deu permissão para entrar? Saia agora!O homem parecia uma fera enfurecida emergindo do chão, fazendo a terra tremer ao seu redor. Isabelly parou, paralisada pelo medo, com os olhos arregalados, apertando a mão de Jaqueline, que também segurava. Jaqueline ficou chocada, estremecida pelo grito que sacudiu sua alma e corpo.Embora fosse Isabelly quem a levou à força, Jaqueline não desejava entrar, mas a fúria do homem a impactou profundamente, como um terremoto, deixando ninguém ileso. Todos no escritório voltaram seus olhares para as duas mulheres que tinham acabado de entrar, uma era a Srta. Isabelly, e a outra era desconhecida para eles."Se até a Srta. Isabelly pode ser repreendida assim, então aquela mulher certamente enfrentará problemas."A expressão furiosa de George congelou por um momento quando seus olhos po
Quando George olhou para Jaqueline, seus olhos transbordavam uma gentileza incrível. Embora a transição de uma velocidade baixa para alta normalmente requere um breve intervalo de adaptação, a mudança na postura de George ocorreu instantaneamente, sem sequer meio segundo de hesitação. Todos ao redor prenderam a respiração. "Meu Deus, quem é essa mulher? Por que o Presidente George tem uma atitude completamente diferente com ela? Ele não é nem assim tão gentil com sua própria irmã, então que situação é essa que faz o homem, que estava rugindo como um leão, de repente mudar?" Quando George ordenou que Isabelly se calasse, Jaqueline estremeceu ligeiramente. Ela estava grávida e, por isso, mais sensível do que o usual. Ao ouvir George gritar, ela instintivamente protegeu sua barriga, temendo assustar o bebê. Percebendo o susto de Jaqueline, George rapidamente tentou se justificar: — Eu... Ele estava prestes a se explicar, mas ao se lembrar das muitas pessoas ao redor, se