97: Cicatrizes na Areia

MIA

Las Vegas se desvanecia no retrovisor, suas luzes vibrantes reduzindo-se a meros vestígios contra o horizonte dourado. Os arranha-céus imponentes agora não passavam de sombras distantes, engolidas pelo deserto infinito. Tudo o que restava era a estrada – longa, solitária, cortando a terra árida como uma cicatriz profunda.

O sol castigava o asfalto, fazendo-o brilhar com ondas trêmulas de calor. De ambos os lados, cactos altos e esguios erguiam-se como sentinelas, suas flores avermelhadas desafiando a aridez. Arbustos secos, pedras avermelhadas e fragmentos de areia movidos pelo vento compunham a paisagem implacável, enquanto, ao longe, montanhas azuladas desenhavam silhuetas contra o céu sem nuvens.

Desviei o olhar para Vittorio. Seu rosto era uma máscara de impassibilidade, mas o maxilar cerrado denunciava a tensão que lhe percorria os pensamentos. As mãos firmes no volante, os olhos fixos na estrada à frente. Um homem acostumado ao controle, mas cuja mente, agora, vagava por lug
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