Os dois saíram juntos da suíte e desceram. A festa seria naquele mesmo hotel, no salão de festas, que ficava nos andares de baixo. É claro que a chegada deles não passou despercebida pelas pessoas. Depois do desfile em Atlanta, a maioria já sabia quem era René Laurent, a famosa estilista. E, ao lado de Damian Lancaster? Isso se tornou em um assunto de fofocas! As pessoas estavam observando e fazendo suas apostas e conjecturas, se aquela relação era apenas de negócios ou se havia romance. Não demorou nem duas horas para que um perfil fosse criado, inventando uma teoria sobre o casal. As pessoas estavam amando e ReAn já era algo. Naquela noite, Lauren acabou se deixando beber um pouco mais do que o normal, afinal, o quarto onde ela dormiria estava logo ali, aquela mesma construção. Não havia motivos para ter medo. Ela pegou uma taça de champanhe de um dos garçons e bebeu tranquilamente. “Acho que essa é a última. Melhor não abusar!”, ela disse a si mesma, sentindo que o seu limite p
— Ah, não! — ela gritou, mas a voz dela saiu fraca. O cheiro da colônia de Damian invadiu as narinas dela e Lauren congelou. Ela sentiu o nariz dele em seu pescoço. — Se-senhor Lancaster… — Hmm, Lauren… — ele sussurrou nos cabelos dela e Lauren estremeceu. Damian estava quente, e pelo jeito que a agarrava, ele queria levá-la para a cama. Ele estava agindo como quando queria seduzi-la, durante o casamento! Ele a virou de uma vez e Lauren fechou os olhos. A proximidade de Damian era intoxicante, o cheiro dele a estava deixando louca e, com a droga, controlar-se estava sendo quase impossível! Os olhos de Damian estavam semicerrados. Ele tinha começado a se sentir estranho na festa, foi ao banheiro, jogou uma água no rosto, porém, não passava! Ele nem mesmo tinha falado com Loui, apenas foi para o lobby. Ele tinha que sair de perto daquelas pessoas! Damian não sabia que René já tinha subido, por isso, quando ele sentou-se no sofá e nem mesmo trinta segundos depois alguém entrou na suí
Lauren olhou e Damian não abriu os olhos. Ela soltou a respiração, silenciosamente, pegou o restante das coisas dela e saiu “de fininho”. Loui não estava à vista, pelo que Lauren agradeceu, e ela foi para o quarto dela. Ao entrar e fechar a porta, ela soltou as roupas e quis gritar. Correndo, ela foi para o banheiro e pode ver como Damian a deixou completamente marcada! — Oh, mas que inferno! Eu vou ter que passar maquiagem nisso, ou andar de mangas compridas e golas altas por uns dias! Lauren torceu a boca e foi para o banho. Marissa pretendia seguir Damian e que ele a usasse para aliviar os sintomas da droga que ela tinha pagado um garçom para dar a ele. Porém, quando chegou à suíte, ouviu os sons bem típicos de uma certa atividade. A porta não estava bem fechada, pois Lauren não prestou atenção nisso. Assim, Marissa aproveitou e entrou quando ouviu o som de outra porta se fechando. Ela aproximou-se do quarto de Damian e ouviu os murmúrios e ele chamando por Lauren, o que a de
Loui bateu na porta do quarto de Damian, que já estava de toalha e o recebeu. — Por que essa cara? — Damian perguntou, usando outra toalha para secar os cabelos. — A… A senhorita Langston pediu para avisá-lo que ela está esperando pelo seu contato. Loui viu a marca e sangue no lençol e ergueu as sobrancelhas. Ele achou estranho, pois já tinha visto Marissa com outros homens. “Será que o patrão foi tão rude que a machucou?”, ele pensou. — Senhor Jarvis? — Damian chamou a atenção do assistente, que piscou algumas vezes e se deu conta de que estava parado. Ele limpou a garganta, pediu desculpas e começou a repassar a agenda de Damian. Ao final, Damian, que tinha se trocado no banheiro com a porta entreaberta, apenas para poder ouvir Loui, abotoou a camisa. — E a senhorita Laurent? — O que tem ela, senhor? — Loui perguntou. — Sabe que horas ela subiu? — Por volta das onze e meia. Ela pediu que eu o avisasse, mas aí eu não o encontrei. Quando eu cheguei… — Loui tossiu. — Achei me
Lauren sorriu sem mostrar os dentes e Damian não forçou mais conversa, focando no trabalho em frente a ele. Durante a viagem, Lauren decidiu desenhar. Ela não estava com sono e temia que acontecesse o de quando foram para Nova York: ela cair nos braços de Damian. Aquele homem era perigoso e, depois da noite cheia de calor que eles passaram juntos, ela sabia que não podia baixar a guarda. Quando a aeronave pousou, Lauren pegou as coisas dela e levantou-se antes de Damian. Ele a observou enquanto abaixava a tela do computador, lentamente. — Eu vou levá-la em casa. — Não é necessário. — Lauren disse educadamente e Damian se levantou, pegando o casaco do terno e vestindo-o. — É claro que é. — Ele caminhou até ela, que sentiu-se estranhamente tímida. Damian também percebeu isso. Ele ficou um pouco desapontado pelo fato de ela não ter cochilado, pois tinha esperanças de que ela buscaria se aninhar nele. — Eu a trouxe, eu a levo. — Eu vou ficar na casa da minha amiga, da Emma. Não prec
Damian olhou para Loui e este se encolheu. — Desculpe, senhor Lancaster, mas as câmeras aparentemente deram problema! — Problema? Pra mim isso parece muito providencial, não acha? Loui concordava, mas o que ele poderia fazer? — Por enquanto, não posso lhe fornecer mais nada sobre isso, senhor Lancaster. Damian fechou os olhos, irritadiço. Ele jogou a caneta com raiva em cima da mesa. — Continue de olho, qualquer coisa, você me avisa imediatamente, senhor Jarvis. Pode se retirar. Apesar da raiva, Damian não costumava ser grosseiro com os funcionários. Ele apenas ficava com uma energia terrivelmente pesada e um semblante de dar medo. Mas era isso. Ainda que o tom de voz dele não fosse rude, era evidente que ele não estava nem um pouco feliz. Sozinho, ele reclinou-se na cadeira e olhou para o teto. Marissa tinha conseguido colocar as mãos nele, mesmo? Depois de anos, ele sempre conseguiu evitá-la. — Se tivesse sido só a bebida… Merda! Ele não desistiria de saber o que houve, por
— Oliver, as coisas não são assim! – Lauren o repreendeu e viu o menino fazer beicinho. — Não, nada disso! Você não vai me convencer desse jeito! LAUREN: Estou com meu filho, senhor Lancaster. Ela segurou a mão de Oliver e continuou andando. Ao colocar o menino no carro, ela sentiu o celular tremendo de novo. DAMIAN: Podemos jantar. Os três. Lauren estava pronta para dizer não, no entanto, ao ver o rostinho tristonho de Oliver, ela se sentiu culpada. O menino queria um pai e Damian estava ali, chamando. Nenhum dos dois sabia da relação que eles compartilhavam, e a cada dia ela sentia o peso daquele segredo mais difícil de carregar. “E Oliver parece gostar muito de Damian, sabe-se Deus o motivo!”Aquela voz no fundo da mente dela a recriminou. Quem era ela para julgar a criança? Pelo menos Damian era amigável com a criança. E ela, que passou cinco anos sendo apenas a companheira de cama do homem, que a traiu com descaradamente — mesmo ele negando ao falar com René — e ainda quase
O homem de roupão da foto era, sem sombra de dúvidas, Damian. Depois de cinco anos casada com ele, Lauren não o confundiria com nenhum outro. Bem no canto da foto, a mão de uma mulher, junto com a legenda: PORQUE É COMIGO QUE ELE PASSA AS NOITES! NÃO ACREDITA? ESTAMOS NO ÚLTIMO ANDAR DO BELLMONT!Logo abaixo, um endereço de hotel. O celular de Lauren tremia em sua mão direita, enquanto na esquerda ela ainda segurava o resultado do exame de gravidez feito mais cedo. A sensação do peito apertado, a dificuldade de expansão dos pulmões: Lauren estava entrando em pânico. Sem pensar mais, ela pegou a chave do carro, a bolsa e saiu pela porta de casa. — Senhora! — a empregada, Joelle, gritou ao ver a patroa correndo daquele jeito. Lauren não deu ouvidos a Joelle e entrou no veículo, dando partida no mesmo e dirigindo furiosamente pelas ruas de Charlotte. Os olhos dela continuavam se nublando por conta das lágrimas, mas ela não se intimidaria e, em minutos, chegou ao Hotel Bellmont. Ela ol