Aleksandra
— Acha que eu estou brincando aqui Pasha? — Grita Natascha para o senhor Sokolov ao ficar tão vermelha que parece um tomate maduro pronto para explodir. — Uma das minhas garotas está na mira dos seus inimigos porque seu filho não pode ver o rabo de uma mulher. — Tento manter minha expressão neutra enquanto tenho certeza de que o senhor Sokolov nem sabe como rebater a todas as investidas da minha chefe.
— Sinto muito que tenha acontecido dessa forma, mas informações errôneas foram repassadas entre nossos inimigos e agora acreditam que Aleksandra é um interesse amoroso de Nikolai, o que a colocou no jogo — explica-se, o que somente deixa Natascha mais brava.
Cheguei a pedir que me deixasse ficar do lado de fora para que sua discussã
Nikolai— Senhor. — Christian entrar devagar na sala depois de permitir a sua entrada. — Nós terminamos as investigações iniciais sobre a senhorita Polakoff — Conta e peço que se adiante para me entregar o que tem em mãos, pois se posso começar a entender um pouco mais de quem ela é, por que não o faria?Principalmente quando meus irmãos não param de insistir para que eu tome providências para que ela não fique em perigo, contudo, como explico que Aleksandra não precisa e nem deseja a segurança que nossa família pode proporcionar?— Não conseguimos muita coisa além de saber que ela foi trazida para a Rússia quando era uma criança através de contrabando. Parentes, familiar
Aleksandra— Não acho que eu tenha amigos como você — digo ao ver o sujeito se sentando na minha frente colocando uma pasta sobre a mesa ignorando completamente o que foi dito. Está achando que pode apenas agir como quer aqui? Comigo?— Sinto muito, pareço com um amigo para você? Talvez deva melhorar minha cara de mau — profere ao enlaçar os dedos colocando-os sobre a pasta que pode ter tantas coisas dentro que as ideias pipocam sem parar em minha cabeça. — Não estou aqui porque me conhece senhorita Polakoff.— Acho que seus pais não lhe deram educação, então — arrazoo ao beber o meu café, irritada, por sentir que não posso ter um único minuto de paz nos últimos dias, não faz seque
Nikolai Quando abro a porta do meu escritório e vejo que Aleksandra está diante de mim sei que as coisas não devem ir bem no meu dia, mas quando seu punho acertou a minha cara em cheio notei que devia usar alguns truques para afastar as energias negativas ao meu redor, pois é bem claro que estou sendo perseguido por esse tipo de maldade. Seguro meu queixo ao me perguntar como um corpo tão esguio consegue ter tanta força acumulada para gastar desse jeito, pois faz tempo que senti um soco com tanta vontade expressa de forma nítida. — Não sei se devo dizer que é bem-vinda — profiro ao notar que suas mãos estão sujas de sangue e o riso psicótico em seu rosto faz com que eu apenas dê espaço para que entre enquanto noto que dois dos meus seguranças estão no chão sendo questionados pelo que perdeu a chance de ser atacado.
Nikolai— Por que não me conta o que houve desde o início? Posso ver que teve alguma diversão. — Analisa as próprias mãos e os resquícios de sangue em suas roupas, contudo, sequer pensou em se livrar deles ao vir atrás de mim, o que significa que a sua raiva era tanta que não se interessava pelo que achavam ao vê-la.— Começamos pelo fato de a sua equipe não ter apagado a minha presença como deveria? — indaga.Como pode iniciar a conversa acusando a minha equipe de não ter feito um bom trabalho? Como pode ter certeza de que é culpa nossa?— Como tomei minhas próprias decisões para ter certeza de que não me encontrariam imagino que a ú
Nikolai— Você está louco? — Berra antes mesmo que eu possa dizer qualquer outra coisa.— Não sabe o peso que tem o nome da minha família, somente ele...— Não é exatamente por isso que eu acabei em problemas? De quem é a culpa? — inquire ao cuspir as palavras injuriada. — Não, não me casarei com você. Nunca. Jamais. Nem que fosse o último homem na terra.— Acho que também já ouvi você dizendo isso.— Está pensando que sou idiota? Ou não confia que eu não quero matá-lo? — questiona, furiosa.— Tenho certeza de que nã
NikolaiA gargalhada dos meus irmãos faz com que eu me odeie por ter decidido contar a eles o ocorrido. Não me preocupei em manter segredo sobre grandes detalhes escondidos, já que Aleksandra deve imaginar que não casaria às escondidas e não importaria a desculpa, meus irmãos não acreditariam em qualquer coisa que dissesse.Porém, não deixo de me sentir um idiota ao ouvir suas risadas.Já o meu pai parece estar falando sobre qualquer outro assunto que não a minha ideia louca de me casar com a mulher que admitiu ter sido convidada a me matar. Não sei se por não se preocupar com o que escolherei ou se por chegar a uma conclusão semelhante a minha não demonstra preocupação. Nikolai“O inferno deve ter sido aberto sem que eu saiba”, penso ao ver o cano da arma apontado para a minha cara quando no final dela não há mais do que uma mulher recém-saída da adolescência.Dizem que você não pode levar o dedo ao gatilho até que esteja pronto para matar e ela o tem bem ali, não há um único traço de que possa mudar de ideia, está pronta para explodir o meu crânio e jamais imaginei que veria tantas mulheres tentando me matar em pouco tempo.— Quem permitiu que você subisse até aqui? — pergunta ao verificar os sujeitos atrás de mim que foram instruídos a não fazerem nada, independente do que vissem, pois não queria 57. Não acredito, parte 1
NikolaiDisse que não deveriam agir de modo algum. Qualquer coisa poderia piorar consideravelmente minha situação com Aleksandra, não posso me dar o luxo disso agora. Não quando parece ser tão querida por minha família antes mesmo de a conhecerem de verdade.Me enterraria ainda mais na merda se acontecesse, nem quero pensar nisso.Ordeno com um único olhar que voltem a ser apenas pilares bonitinhos antes que eu tenha que sacar uma arma e mostrar o porquê de minhas ordens não serem descumpridas sem que as consequências cacem suas bundas.— Acho que não são treinados para terem nervos de aço — debocha a mulher. — Por que não vão à cozinha já que precisa f