“Anabel”Mas que noite! O Rick realmente não era um cara comum, ele sabia o que fazia e como fazia, sabia onde tocar e o que dizer. Eu nunca havia tido tantos orgasmos numa única noite e nunca estive com um cara como ele, que parecia incansável. Meu desejo havia se realizado. Pena que, como a Cinderela, à meia noite o encanto se acabou.Eu me sentei na cama e o observei se vestir, talvez um pouco mais apressado do que o necessário. Quando ele se abaixou para pegar o paletó eu me levantei e enfiei a minha camiseta pela cabeça. Ele me avisou que seria só uma noite, mas agora que ele estava se vestindo para ir embora eu sentia o meu coração se agitar, eu queria mais. Mas como dizer isso a ele sem fazer com que ele desaparecesse?- Você pode ficar. – Me arrisquei, porque eu queria mesmo que ele passasse a noite inteira comigo.Ele vestiu o paletó e caminhou em minha direção com um sorriso que me deu vontade de agarrá-lo de novo.- Eu sei, moça bonita, mas nós combinamos. Só uma noite! – E
“Ricardo”O que a Anabel tinha de tão especial? Eu fui pra cama, e quando consegui dormir, o que demorou muito, as imagens de uma Ana suada e gemendo embaixo de mim estiveram nos meus sonhos. Acordei várias vezes sentindo como de ela estivesse ali e em todas as vezes eu fiquei frustrado e voltar a dormir pareceu impossível.Foi um esforço hercúleo sair da casa dela na noite passada. Minha vontade era de puxá-la contra o meu peito e dormir agarrado ao seu corpo insinuante, sentindo todo o seu calor e o seu cheiro bom. Mas eu não podia, eu não iria me envolver, principalmente com ela. Aliás, com nenhuma outra, nunca mais. Eu já havia tido a minha cota de decepções na vida.Eu fui pra casa, com a calcinha dela queimando no meu bolso e quando eu cheguei em casa, me dei conta de que não era uma calcinha, eram duas, eu havia colocado a calcinha de hoje no bolso quando a tirei dela e não devolvi. Ah, essas calcinhas! O que deu em mim? Eu já tinha uma, que eu deveria ter devolvido, mas não re
“Anabel”Eu dormi muito mal na noite passada. Às cinco da manhã eu já estava de pé e decidi ir para a academia, praticar exercícios sempre me acalmava. E eu estava lutando com a esteira, numa corrida pesada, quando o celular tocou e eu quase caí ao olhar a tela.- Rick! – Eu estava arfante, atendi ao primeiro toque para que ele não mudasse de idéia e estava tentando parar a esteira, que quase me derrubou.- Desculpe, acho que não é um bom momento. – Ele estava pronto para desligar a chamada, mas eu não deixaria isso acontecer.- É um ótimo momento, qualquer coisa que me tire de cima da esteira acontece em um bom momento. – Ele riu.- Esteira? – Ele perguntou como se custasse a acreditar.- Sim, eu estou na academia. Não tive uma noite de exercícios aeróbicos, então tive que vir pra academia, gastar energia na esteira. – Eu brinquei e ele riu, isso era um bom sinal.- Que desperdício! Se você tivesse me ligado, não teria ido para a academia hoje.- Teria sim. Você não teria se exercita
“Ricardo”Eu saí do escritório mais cedo, queria preparar o jantar para a Anabel, era uma forma de corrigir a mancada que eu dei de não ligar para ela no dia anterior. Nós tivemos uma noite muito boa e eu não tinha motivo nenhum para agir como um babaca com ela. Mas a quem eu queria enganar? Era mais que isso, eu também queria vê-la de novo e quem sabe ficar com ela outra vez. Pensando bem, aquilo de amigos com benefícios poderia funcionar bem para nós dois, afinal nós nos dávamos bem, éramos adultos e livres.Eu era um bom cozinheiro, já que a Taís não cozinhava nem um ovo eu aprendi a cozinhar, graças a Wanda, que trabalhava com o Patrício há muito tempo e me ensinou tudo. Eu optei por um filé ao molho madeira com arroz com brócolis e uma salada mediterrânea, eu gostava de pratos coloridos. Escolhi um vinho merlot bastante especial e deixei no decanter enquanto fui colocar a mesa. Quando ela chegasse estaria tudo pronto.A campainha soou e eu fiquei um pouco nervoso. Era ridículo is
“Ricardo”Nós terminamos o que começamos naquele sofá e foi tão sensacional quanto foi na cama dela. Que encanto essa garota havia jogado sobre mim? Eu nunca senti nada tão intenso no sexo. Era como se ela se moldasse ao meu corpo e soubesse exatamente como e o que fazer.- O que é isso? – Conjecturei ainda agarrado ao seu corpo depois de um orgasmo intenso e que me deixou com as pernas fracas.- Se não é perfeição, é algo bem próximo disso! – Ela respondeu ainda ofegante e eu ri. Mas ela tinha razão, o sexo que estávamos compartilhando era perfeito.- Você não é mais do que uma garota e eu sou um homem feito, não deveria estar me deixando levar assim tão fácil. – Eu acabei falando demais e me arrependi, talvez eu tivesse até estragado aquele momento, mas ela riu, tão descontraída, e suas mãos subiram e desceram pelas minhas costas, me deixando relaxado.- Falando assim, parece que você é um velho. – Ela riu mais uma vez e eu levantei a minha cabeça da curva do seu pescoço e a encarei
“Anabel”Eu precisava falar sobre aquele assunto com o Rick, eu sentia que era preciso ter todas as cartas na mesa. Aquilo aconteceu há muito tempo, mas aconteceu e era uma mancha que me acompanhava desde então e que fez muitas pessoas se afastarem de mim. Todos aqueles que eu julgava serem meus amigos.- Ana, eu não me importo com o passado. Cá pra nós o meu também não é lá grandes coisas. – O Rick fez uma cara amarga e eu não queria colocar o dedo na ferida, mas eu queria entender.- Por que você diz isso?- Você não sabe de tudo. – Ele respirou fundo. – Bom, você sabe que meus pais foram radicalmente contra o meu casamento com a Taís. Mas eu me casei mesmo assim. Mas a Taís não estava feliz e depois de um tempo de casados ela começou a sugerir novas experiências, ménages. Eu concordei, só queria vê-la feliz, mas uma coisa levou a outra e ela quis um casamento aberto.- Casamento aberto? – Eu olhei pra ele chocada. – Sinceramente não entendo, tendo você na cama, pra quê mais? – O Ri
Cheguei em casa depois de um dia puxado e meus pais estavam me esperando na sala. - Catarina, senta aí que precisamos conversar. – Meu pai falou e parecia bem nervoso. - Pode falar, pai, o que aconteceu? – Perguntei ao meu pai cansada, eu tinha trabalhado o dia todo, ido pra faculdade à noite e, ao chegar em casa, a única coisa que eu queria era tomar um banho e cair na cama. Mas não foi possível. - Catarina, chegou o convite de casamento da sua prima. – Minha mãe falou. - Aquela mulherzinha não é minha prima! – Falei já ficando nervosa. - Catarina, ela é a sua prima. – Minha mãe falou. – É melhor você parar com esse ataque de infantilidade. A Melissa já bateu nela e fez um escândalo aqui em casa. Agora chega! Ela é filha da minha irmã, portanto é sua prima. - Me desculpa, mãe, mas ela não é nada pra mim. – Tentei manter a calma. – Ela ficou com o meu namorado na minha cama, isso não é coisa que se faça. Eu namorava o Cláudio há quatro anos, ele foi meu primeiro namorado, e o en
Não teve jeito, minha amiga me arrastou para o baile. Logo que entramos a Mel nos arrastou para o bar e falou no meu ouvido: - A festa é open bar, então hoje você vai beber para afogar de vez a tristeza! –A Mel me entregou dois shots de tequila e com mais dois em suas mãos me falou: - Vamos virar! – viramos a tequila e o Fernando já entregava uma taça de cosmopolitan para cada uma. Melissa me arrastou para a pista de dança e até que eu estava me divertindo. Começou uma música lenta e o Nando e a Mel começaram a dançar agarradinhos, aproveitei a deixa e me encaminhei para o buffet, mas não consegui chegar, senti uma mão puxando a minha e quando olhei para trás havia um homem com uma máscara preta sorrindo pra mim, e que sorriso! Ele beijou minha mão e me puxou para perto dizendo no meu ouvido com uma voz rouca: - A mulher mais linda do salão não vai me negar uma dança, vai? - E por que não? Vamos dançar. – Sorri pra ele. Era impossível resistir aquela voz rouca sedutora e aque