“Lisandra”Estava tudo tão lindo! A cerimônia foi perfeita, principalmente com o Augusto me pegando completamente de surpresa ao me pedir para ser sua madrinha. Eu amo aquele garotinho, nós nos conectamos desde a primeira vez que nos vimos. Então, o seu pedido foi como um presente lindo que eu aceitei com alegria.Enquanto eu caminhava pelo corredor até o altar, a única coisa que eu via era o meu Patrício a minha espera, lindo naquele terno preto de três peças. Eu queria correr até ele! E no final da cerimônia, as coisas que ele me disse, me deixaram nas nuvens. Eu me senti tão amada pelo homem que eu amei a vida inteira e que eu pensei que nunca alcançaria, mas alcancei e agora ele era meu para sempre.No lugar arrumado para a festa, naquele campo verde logo abaixo do local da cerimônia, haviam grandes mesas de banquete, forradas de branco e lilás, ornamentadas com tiras de rosas brancas e lilases que formavam um corredor e haviam arcos que passavam sobre cada mesa, enfeitados de fol
“Patrício”Eu estava ansioso para tirar o vestido da Lisandra, então, assim que o avião decolou eu a levei para o quarto que tinha na parte de trás do avião. Eu não poderia esperar mais para começar a nossa lua de mel. Felizmente o vestido dela tinha um zíper, ao invés de uma fileira interminável de botões e quando eu o abri e o vestido caiu ao chão eu quase tive uma síncope. Ela usava um corpete de renda lilás, que mal cobria os seus seios e uma calcinha minúscula branca, com ligas lilases. Era sexy e atrevido, tão pequeno e tão bem ajustado que parecia apenas um desenho de renda em seu corpo perfeito. Eu era um homem de sorte. Eu fui ganancioso com o corpo dela durante aquela viagem e não houve um só centímetro dele que eu tenha negligenciado. Nossa lua de mel foi ainda melhor do que eu imaginei, dez dias na Espanha a mostrando todos os meus lugares favoritos naquele país.Mas nada, nem a lua de mel, nem a festa de casamento, absolutamente nada tinha sido melhor do que entrar em cas
“Lisandra”Os meses estavam passando depressa. O Patrício era o melhor e mais dedicado pai, estava sempre atento e cuidadoso. Como marido ele era mais perfeito que eu já tivesse sonhado e eu vivia a minha realidade que era muito melhor que um sonho.Mas eu via uma outra história começar. Eu via o Augusto sempre pendente da Marisol. Ele era louco por ela e sempre que podia ia lá pra casa e ficava horas olhando para a minha bebê. Minha mãe foi quem notou aquilo e chamou a minha atenção. Ela viu o cuidado e a preocupação do Augusto com a Marisol e sorriu.- Sabe, eu já vi esse filme. – Minha mãe falou.- Que filme, mãe? – Eu perguntei curiosa.- De um garotinho muito esperto que fica encantado com uma bebêzinha linda e não consegue ficar longe dela. – Minha mãe sorriu olhando para o Augusto sorrindo para a Marisol no carrinho de bebê.- Ele era assim comigo? – Eu ri.- Sim, o Patrício era exatamente assim com você. Ficava horas te olhando e sorrindo. Mas não tem novidade, ele ainda faz i
CASAL 5 – AMIGOS POR ACASO, AMOR INESPERADOCapítulo 1: Finalmente o divórcio“Rick”Eu estava sentado sozinho em um bar, bebendo depois de um dia que tinha sido um pesadelo. Era muito irônico, quando os meus amigos estavam solteiros eu me casei e quando eles estavam se casando e tendo seus filhos eu estava assinando o meu divórcio. Então eu precisava beber, mas tinha que fazer isso sozinho, pois eles estavam todos às voltas com suas mulheres e seus filhos, ou quase todos, mas o Nando, embora fosse o único ainda solteiro, não bebia.A verdade é que o fim do meu casamento significava muito mais do que duas pessoas que decidem seguir caminhos opostos, significava que eu tinha falhado e que muito provavelmente terminaria os meus dias sozinho, pois eu estava tão quebrado que provavelmente não confiaria em nenhuma outra mulher nunca mais na vida.É, esse dia não poderia ter sido pior pra mim, estar diante de um juiz e assinar aqueles papéis de divórcio foi como levar um soco no estômago e
“Ricardo”Eu pisquei várias vezes, mas a imagem continuava ali em minha frente, então eu esfreguei os olhos e a moça bonita ampliou o sorriso. Mas foi só quando ela pousou a mão em meu braço e eu senti o seu calor do seu toque que me convenci de que eu não estava alucinando.- Ricardo, não é possível que você bebeu tanto assim a ponto de duvidar do que vê. – Ela havia notado a minha confusão.- Não sei se duas doses de whisky são suficientes pra alucinar. – Eu brinquei com ela.- Se forem todas duplas, são quatro doses. Mas eu não acho que seja o suficiente para causar uma alucinação. – Então ela ficou de pé diante de mim. – Você pode me tocar e ter certeza de que eu sou real. Vai, toca em mim.- Talvez eu deva manter as minhas mãos longe de você. – Eu brinquei, mas havia um fundo de verdade nisso, ela era linda e se eu não queria tocá-la, não era porque eu não precisava ver se era real, mas por outro motivo, só que eu sabia bem que era melhor não mexer nesse vespeiro, ela era a Anabe
“Ricardo”Eu dirigi para a minha casa com a Anabel sentada ao meu lado num silêncio cortante. Aquela garota não era boba, ela sabia exatamente o que queria e como queria. Eu precisei fazer um esforço monumental para prestar atenção no trânsito e não pular em cima dela, que cruzava e descruzava as pernas fazendo aquele vestidinho curto subir ainda mais. Eu estava sentindo como se o meu corpo estivesse despertando de um longo sono e ele estava despertando com muita fome.Eu estacionei o carro na garagem e abri a porta para a Anabel descer. Ela saiu me olhando com aqueles olhos que pareciam em chamas. Eu abri a porta lateral, que dava acesso à cozinha e nós entramos. Eu indiquei o caminho para a sala e ela passou em minha frente. Eu aproveitei para observá-la caminhando, ela tinha um andar leve e elegante, mas o movimento do seu quadril realçado por aquele vestido era um verdadeiro teste de controle.Quando chegamos a sala, sem dizer uma palavra, eu me aproximei por trás dela e passei o
“Anabel”Finalmente eu tive coragem para abrir o jogo e deixar claro para o Ricardo o que eu queria. E como eu o queria. Eu estava sentada com a minha amiga numa mesa daquele bar e quando o cara dela chegou com o amigo e eu me levantei para cumprimentá-los eu vi o Rick no balcão sozinho e parecendo infeliz quase a ponto de se jogar de um prédio.Eu não pensei duas vezes e rapidamente dispensei minha amiga e os caras e fui me sentar naquele balcão ao lado dele. Fazia muito tempo que eu não o via e ele estava ainda mais lindo que antes, os cabelos bem cortados, sem barba, a pele bronzeada do sol, quase num tom dourado. Eu o reconheceria há quilômetros de distância.Eu me aproximei, tentei esconder o medo que eu senti dele me repelir. Mas pior do que estava não poderia ficar. Ele já não me procurava desde aquele almoço na casa do Patrício. Mas eu não consegui tirá-lo da cabeça. E ele não me colocou para correr, não, pelo contrário, ele me recebeu como antes, com gentileza e aquele olhar
“Ricardo”Aquela garota não facilitaria as coisas pra mim. Ela conseguiu me deixar numa situação ainda pior antes de ir embora. Enquanto o taxi se afastava, eu tentava me acalmar e fazer o meu sangue voltar para o cérebro para que eu voltasse a pensar, porque naquele momento parecia que todo o sangue do meu corpo estava concentrado apenas no meu pau e eu só pensava em pegar o carro e ir atrás dela para terminar o que começamos.Mas eu tinha cinco amigos sentados em minha sala me esperando. Cinco amigos que poderiam ter sido solidários e voltado para as suas casas para que eu tivesse um pouco de diversão que há muito eu não tinha. Eu voltei para dentro de casa me arrastando e pensando em porcos estripados, para dar tempo para o meu corpo dissipar toda aquela tensão que se concentrava abaixo da minha cintura.- Anabel Lancaster? – O Patrício me encarou. – Você não tinha decidido se afastar dela?- É, mas nos encontramos por acaso hoje e uma coisa levou a outra e vocês apareceram num mom