Hiran Fury
Quando estou me preparando para me levantar daquela mesa de bar, uma bela mulher se senta na minha frente. Ela é linda, olhos azuis brilhosos, a pele meio rosada e os cabelos loiros lisos estão jogados de um lado só. Ela coloca na face um belo sorriso, parece estar empolgada com algo, mas esta não é a pessoa que eu esperava.
— Oi, tudo bem? — ela me cumprimenta e sorrio em resposta.
— Meu dia estava uma merda até agora, mas com sua chegada ele melhorou infinitamente — tento ser galante. Quem sabe eu consiga levar essa garota para a minha cama esta noite?
— O que aconteceu? — inquire e parece realmente interessada. É estranho conversar com uma pessoa desconhecida que se comporta como se te conhecesse há muito tempo.
Levanto a mão e peço mais uma garrafa de cerveja e mais um copo ao garçon.
— Fui dispensado do meu trabalho, hoje. — Encaro-a, ela parece intrigada com meus olhos, pois ela me olha dentro deles. Não sei o que isso significa, talvez ela seja apenas uma mulher decidida que está demonstrando o que quer.
Sorrio para ela e levo o copo de bebida até a minha boca, e me mantenho firme em seu olhar, até que ela percebe e desvia. Sorrio por ter vencido esse batalha visual.
— Me meti em uma briga — respondo a pergunta que sei que ela se fazia, mas não teve a coragem de perguntar. — Sabe como é.
— Eu não imaginei que você fosse do tipo que se metia em confusão — ela sorri meio sem jeito e leva o copo com a cerveja até a boca. — Meu dia hoje também não foi nada bom. — Emenda. — A minha mãe foi internada novamente — suspirou e mais uma vez senti que ela falava comigo como se nos conhecêssemos.
Chego a pensar em Killan. Será que meu irmão a conheceu antes de mim e agora ela está achando que está conversando com o Killan? Não, se ele tivesse conhecido uma nova garota ela teria me falado. Não temos segredos um com o outro. Trabalho, mulheres... tudo, absolutamente tudo, de bom ou de ruim, contamos um para o outro. Então não, deve ser só impressão minha. Talvez o álcool esteja subindo para a minha cabeça e me causando confusão.
— Você acredita que ela estava perfeitamente bem ontem a noite? — prossegue com seu relato, e eu não faço ideia de que doença acomete a mãe dela. — Conversamos, rimos, e de manhã ela estava com febre e sem forças. Chamei a ambulância e .... — ela suspirou e continuou contando sobre o seu dia.
A cerveja acabou e eu pedi outra, e depois mais uma, até que finalmente ela parou de falar sobre a mãe.
— Eu sinto muito — digo sendo sincero. — Seu dia foi muito pior do que o meu. Nada que um pedido de desculpas ao meu chefe não resolva a minha situação.
É claro que não disse a ela que estava esperando um outra garota que me deixou aqui plantado, fazendo papel de idiota.
— Bem, é... — ela quer dizer algo, mas parece envergonhada. Passa a mão em seu cabelo e abaixa o olhar, depois me olha sob seus cílios volumosos. — Eu estive tomando coragem para perguntar, desde o momento que cheguei aqui. Qual é mesmo o seu nome? — pergunta, passando o fio de cabelo por trás da orelha.
Se eu tinha alguma dúvida se essa mulher conheceu o meu irmão antes de mim, essa dúvida acabou de ir embora.
— Me chamo Hiran — respondo e ofereço um sorriso galante, terminando de virar o restante da cerveja direto do gargalo da garrafa. E qual é o seu, gatinha?
Ela pareceu surpresa, mas sorriu em seguida e me respondeu.
— Meu nome é Izys Ghalager.
Ela me deu seu nome completo, entre os lobos isso é sinal de pleno interesse, mas é claro que ela não sabe disso, mas o lobo dentro de mim ruge alto.
Pego em sua mão direita e a levo para a boca, deixo um beijo demorado ali e dou meu nome completo a ela. Demonstrando o mesmo interesse, mesmo que ela não entenda isso.
— Hiran Fury, a sua disposição, gatinha.
— Nome diferente — ela diz com um sorriso.
— O seu também me parece diferente. — A maioria dos nomes por aqui são diferentes para mim, mas o dela até que soa com uma certa semelhança.
— Meu pai era de um lugar bem distante daqui, e eu herdei esse sobrenome diferente dele — responde, mas estou mais interessado em ter uma noite mais intensa com esta garota.
— Eu gostei de seu nome, e gostei de você. — Estendo minha mão e toco em seus cabelos, alisando-os. — Você gostaria de ir até meu apartamento ou prefere o seu?
Dou a minha cartada final, se ela realmente estiver a fim de uma noite mais quente, vai aceitar a minha oferta.
— Meu apartamento — responde e eu sorrio. — Mas eu preciso ir no hospital buscar meu carro...
Toco os seus lábios, calando-a.
— Eu te levo amanhã de manhã para o trabalho, o que acha?
Durante a conversa, ela havia revelado que trabalha no mesmo hospital em que sua mãe está internada.
— Acho que essa pode ser uma boa ideia.
Ergo a mão para o garçon, pedindo a conta. Fico muito satisfeito com a reação dela, a garota tem mesmo atitude. Pago a nossa bebida, me levanto e seguro em sua mão, levando-a para fora do bar e em direção ao meu carro. Vejo que seus olhos percorrem os carros parados, parece que procura por algo.
— Este é meu carro — aviso, apontando para a caminhonete preta com barras frontais cromadas. Esse carro me custou uam boa grana, mas valeu a pena.
Sem dizer nada, a garota entra no veículo ao qual havia aberto a porta para que pudesse entrar. Dou a volta e me acomodo no banco do motorista, mas antes de sair, preciso ter certeza de que ela sabe o que desejo.
Seguro em sua coxa e ela parece se assustar, virando a sua face rapidamente para mim.
— Está tudo bem? — inquiro. — Podemos ir?
Ela balança a cabeça em confirmação.
Minha mão percorre sua coxa, passa por sua barriga, por seu seio e chega até seus lábios. Meu polegar contorna os lábios desenhados dela e então levo a mão para a sua nuca, segurando-a firme. Seus lábios se entreabriram e eu recebi a resposta que queria. Me aproximo dela e beijo a boca macia com fervor.
Um gemido, como se fosse um choramingo, escapa de sua garganta. O cheiro de fêmea dela, o corpo de mulher, o sabor da sua boca sedutora... tudo isso está me deixando enlouquecido. Eu quero prová-la, preciso colocá-la de pernas abertas para mim, mas não aqui.
— Me diga onde é a sua casa — minha voz sai rouca, quase um rugido, e ela estremece.
— Não é longe daqui — ela geme. — É só virar naquela rua e seguir em frente.
Ela aponta para a direção e ligo o carro, alucinado para chegar no apartamento dela e agradecendo aos céus por ser na casa de Izys, pois se fosse no meu apartamento levaria muito mais tempo.
Dirijo até lá rapidamente, entramos no edifício de poucos andares e logo estávamos diante sua porta. Os dedos dela pareciam trêmulos, se de nervoso, medo ou excitação eu não sei dizer. Talvez uma mistura de todos eles, pois o seu cheiro me mostra que ela está excitada.
Ao fechar a porta do apartamento, sinto o cheiro de outro macho. Está fraco, mas já houve outro homem aqui dentro. Não vou dizer nada, mas ela vai gemer tão gostoso essa noite que não se lembrará de nenhum outro que a tenha tomado antes de mim.
Seguro firme na sua cintura e puxo-a para mim. Seu corpo se choca ao meu e ataco seus lábios novamente. Seguro em suas coxas e ela pula no meu colo, ando com ela até um sofá, onde deposito seu corpo, delicadamente.
Os olhos desesojos dela me deixam enlouquecido. Izys nunca sentirá tanto prazer, quanto nesta noite. Ela vai gemer e gritar o meu nome, e nunca mais irá me esquecer.
Izys GhalagerHiran é um verdadeiro furacão de homem, nunca estive com alguém como ele. A princípio estranhei a cor de seus olhos, pois achei que eram negros como a noite mais escura, porém diante mim agora brilham mais azuis do que já pude imaginar.Mas é ele, eu sei que é ele. O seu porte físico inconfundível, a cor e cumprimento dos cabelos também não é muito comum. Não quis falar sobre a noite que nos conhecemos e aparentemente ele também não. Talvez pensasse ser indelicado me lembrar sobre um acontecimento tão complicado como aquele.Mas o que importa agora é que a tensão entre nós dois cresceu tanto no bar, que agora estamos aqui, no meu quarto. Minha cabeça está apoiada em seu peito forte, seu cheiro de macho invade as minha narinas e sinto meu ventre se aquecer mais uma vez.Gemo e remexo meu corpo nu, colando-me mais ao corpo úmido de suor dele. A rodada de sexo na sala de estar foi intensa, mas ao chegarmos ao quarto ele me levou nas alturas de tanto prazer. Com o traste do
Hiran FuryUm mês depois“ A campina verde e viçosa se expande até onde a vista alcança e além disso. O lugar transmite paz, é lindo e tranquilo e me faz lembrar de quando era só um filhote e corria livre pela grama verde. Então o campo não está mais vazio, há algo nele. É um filhote. Ele surge distante, correndo na minha direção. Um filhote preto com as patas e peito cinza. Estranho, não conheço um lobo assim. Meus irmãos e meu pai são pretos. Com exceção de Enry, meu irmão mais velho que é todo branco, todos da minha antiga aldeia em Terra de Luna são pretos.Havia outras aldeias e uma em especial que os lobos eram cinzentos, penso na possibilidade de ser o resultado de uma cruza entre membros das duas aldeias, mas algo dentro de mim me diz que não é isso.O filhote se aproxima, ele corre feliz na minha direção, com a língua para fora. Salta empolgado, mas algo o apanha e sinto uma dor em meu peito, mesmo sem saber o que aconteceu e quem era o filhote.A cena muda e então percebo q
Izys GhalagerO último mês não foi nada fácil. O quadro da minha mãe piorou, e agora está constantemente internada. Eu precisava de dinheiro e de continuar morando próximo ao hospital, por isso vendi o meu apartamento.Com o dinheiro da venda, custeei o tratamento e medicamento dela, mas até quando o dinheiro vai dar para cobrir essas despesas eu não sei. A casa da minha mãe, onde eu também morava antes de comprar aquele apertamento, fica distante demais para ir e vir todos os dias, por isso tenho dormido aqui mesmo no trabalho.Meu corpo está exausto e clamando por uma noite de sono melhor em uma cama macia. Precisei também deixar meu segundo trabalho, que era na clínica particular de um médico. Foram muitas mudanças e reviravoltas em tão pouco tempo, porém ainda não acabou. Há alguns dias tenho sentido tonturas e enjoos matinais, e tudo o que eu não posso agora é ficar doente.Assumi meu plantão de hoje às 7 da manhã, depois de uma noite até que razoavelmente decente de sono, mas nã
Hiran FuryNão preguei os olhos pelo restante da noite. O sonho que tive voltava várias e várias vezes mesmo com os olhos abertos e encarando o teto até o dia clarear.A possibilidade de Izys estar grávida me invade e tenho a vontade de me socar, como fui ceder ao desejo daquela maneira com uma fêmea que não é minha?Quando finalmente os primeiros raios solares atingem a terra, mudando as cores do céu, coloco-me de pé. Até que Killan se levante, eu tomo um banho rápido e enrolo a toalha ao redor da cintura.Saio do banheiro e Killan ainda dorme. Vou até aquele irresponsável e balanço-o até que desperte.— Acorda, cachorra velha e cansada — balanço meu irmão com implicância.— Por causa de você eu custei a dormir outra vez, e agora estou com sono... — resmunga, virando-se de lado e cobrindo o rosto com o travesseiro.— Quer perder o emprego? — inquiro. — Já basta o meu salário que vai vir com desconto por causa da suspensão que sofri.— Mas que merda, não posso nem dormir nessa casa! —
Killan FuryMeu irmão está pedindo para ser dispensado do trabalho, se ele ficar desempregado teremos que mais uma vez sair em busca de serviço.Não tenho o que fazer, por isso entro em meu carro e dou a partida, deixando o estacionamento do prédio para trás. Porém pouco tempo depois de chegar no trabalho, sou surpreendido com a caminhonete de Hiran chegando no pátio da empresa. Viro-me e caminho até ele.— Irmão... O que aconteceu? Você não me parece bem — afirmo, avaliando suas feições abatidas, assim que ele deixa o carro.Ao que parece Hiran não dormiu bem a noite e o encontro com a tal garota não foi nada bem.— Você não vai acreditar — comenta, aproximando-se de mim. — A garota vendeu o apartamento — revela abatido.— Vendeu? — inquiro confuso com a reação da mulher.O que levou-a a vendê-lo? Será que ela estava precisando de dinheiro?— É ... Acho que ela descobriu a gravidez e fugiu para que eu não os encontrasse.Franzo a testa para a hipótese de Hiran. Não acredito que tenha
Olá. meus lindos leitores. Vim avisar que ontem publiquei o capítulo errado, mas logo em seguida corrigi meu erro e substitupi o capítulo 8 pelo 9, mas sempre que pedimos alteração no capítulo, essa alteração entra em revisão. Sabendo disso, enviei um e-mail avisando sobre o erro que cometi e a alteração que pedi, pedindo a eles que aceitassem a revisão pedida. Não fui respondida e a alteração não foi realizada. Por isso, peço desculpas a vcs, e peço que ignorem o capítulo repetido. Estou postando o capítulo de ontem e o de hoje, boa leitura!Killan FuryMeu irmão está pedindo para ser dispensado do trabalho, se ele ficar desempregado teremos que mais uma vez sair em busca de serviço.Não tenho o que fazer, por isso entro em meu carro e dou a partida, deixando o estacionamento do prédio para trás. Porém pouco tempo depois de chegar no trabalho, sou surpreendido com a caminhonete de Hiran chegando no pátio da empresa. Viro-me e caminho até ele.— Irmão... O que aconteceu? Você não me p
Izys GhalagerHá dois dias tive certeza de que estava grávida. A Obstetra do hospital realizou o exame ultravaginal, no qual me deu a certeza de que eu estou grávida. A médica me entregou a foto da tela com um pontinho sinalizado como meu bebê.Saí daquela sala sem nem saber para onde estava indo, meus olhos focados no papelzinho dado pela médica, enquanto minha amiga Nanda, toda eufórica, do meu lado me parabenizava.Até agora minha mente ainda está girando com o que significa ter um bebê crescendo dentro de mim. Não tenha nenhuma informação sobre o pai do meu filho, apenas o seu nome: Hiran Fury. Pelo menos poderei dizer ao meu bebê o nome de seu pai, mas não faço a menor ideia de onde encontrá-lo e na verdade nem sei se quero encontrá-lo. Estou muito confusa agora, então decido me dedicar ao trabalho como forma de distrair a minha mente.Minha mãe, dona Yolanda, está melhor desde o dia anterior. Está na enfermaria, e seu organismo tem respondido ao tratamento. Pelo menos valeu a pe
Terra de LunaToryA noite estava mais agitada que de costume. A taverna recebeu muitos homens que nunca havia visto antes, alguns são humanos e outros são bruxos. O que esse monte de gente nova pode significar além de mais trabalho, não faço ideia. Mas se tem bruxos no meio, posso adiantar que não é nada de bom.— Vem cá, gostosa! — um homem velho com aspecto nojento me chama. Não posso fazer nada além de colocar um lindo sorriso no rosto e me aproximar, toda insinuante. Aliás, sou um mera prostituta.— O que o cavalheiro vai querer esta noite? — inquiro, desejando que seja apenas umas boas canecas de cerveja.— Você, docinho! — ele fala e suas mãos nojentas apertam minhas nádegas.Sorrio como se estivesse satisfeita e aponto para o balcão, onde o meu chefe se encontra.— O senhor deve falar primeiro com o meu chefe — comento, fazendo biquinho. Como se me desagradasse toda essa burocracia.Na verdade isso me salva às vezes, principalmente quando são esses velhos babões. Uma outra gar