— Esta casa... realmente vai acabar assim?Eloy não entendia, tudo estava bem antes de virem para a Capital, por que tudo mudou depois de uma viagem?Sua irmã trabalhou duro, mas é verdade que ela também é cruel.Esta casa, não foi ela quem desuniu?— Você decide, agora volte comigo.Fabiana estava decidida, após essa experiência, ela viu a verdadeira natureza de Hugo.Ela ainda tinha um pouco de consciência, disposta a se arrepender, e sabia que a família Rocha havia falhado com Beatriz.Mas a atitude machista de Hugo a deixava enojada, era tão difícil admitir que a filha era melhor? Não é um estranho!A família Rocha chegou furiosa e saiu derrotada.A avó também cumpriu sua palavra, decidindo reconhecer Beatriz como sua neta adotiva. E isso seria feito diretamente no nome do tio, então daqui para frente eles deveriam chamar de padrinho e madrinha, e não tio e tia.Quando a notícia se espalhou, causou um grande alvoroço.Afonso também soube, querendo impedir, ele não queria ser irmão
— Bia, você está aí?Daniel voltou às pressas, tendo ouvido da empregada que Beatriz tinha ido para o quarto mais cedo, pensou que ela já estivesse dormindo, mas a luz ainda estava acesa e ela não estava à vista.A porta do banheiro estava fechada, ele bateu, preocupado que ela pudesse ter desmaiado lá dentro.Beatriz tentou falar, mas não conseguiu emitir nenhum som.Ela estava realmente fraca.— Bia? — A voz de Daniel soou ainda mais preocupada. — Se você não sair, eu vou entrar, Bia?Daniel esperou um minuto antes de entrar e viu Beatriz no banho, completamente encharcada e em um estado lastimável.— Bia…Daniel viu sua aparência esgotada e pensou que o conflito com a família Rocha ainda a estava afetando, deixando-a imersa em tristeza.Ela provavelmente precisava de sua companhia agora, ele percebeu pelo telefone, ele não voltou como prometido, sua voz estava cheia de decepção.Foi sua culpa, se ele prometeu jantar com ela, não deveria ter sido retido por outras coisas.— Desculpe
Daniel franzia a testa, se perguntando por que precisava chamar Beatriz.Porém, ele seguiu o conselho do médico e chamou Beatriz.— Sua esposa é muito bonita.— Sim, é linda.Daniel disse isso com orgulho evidente em sua postura.Beatriz lançou-lhe um olhar fulminante.— Doutor, qual é o problema? É algo sério?Quando soube que o médico tinha pedido especificamente para vê-la, ela ficou extremamente nervosa, temendo que Daniel estivesse com algum problema de saúde.— Há alguma incompatibilidade na vida íntima de vocês? Veja só o estado dele. Não há problema algum com ele, é apenas um jovem no auge da sua vitalidade, precisando de um alívio. Quer que eu examine você também?Ao ouvir isso, as bochechas de Beatriz ruborizaram, e Daniel também corou silenciosamente.O especialista em Medicina Tradicional realmente não os via como estranhos!— Você não precisa de tratamento, apenas vá para casa e resolva com sua esposa. Você não está doente, está forte como um touro. Próximo!O médico nem s
— Saia!A testa de Daniel já começava a formar gotas de suor do tamanho de grãos de feijão. Ele segurou o pulso dela firmemente, tentando trancá-la para fora.Mas Beatriz se recusava a ir.— Vá embora!Daniel rosnou desesperadamente. Ele apenas havia segurado o pulso dela, mas o toque frio e macio já o estava fazendo perder o controle.— Eu… eu não sei quem me drogou, mas agora é perigoso você ficar perto de mim. Deixe-me sozinho por um momento… se não der, me nocauteie, rápido, me nocauteie…Daniel podia sentir que o efeito da droga era extraordinário, avassalador, como se fosse submergi-lo.Ele não conseguiria manter a razão por muito mais tempo.Ele pegou a luminária da mesa e a entregou a ela.— Me acerte! — ele gritou desesperadamente.Beatriz estava confusa, sem saber o que fazer.Ela não poderia realmente ferir Daniel.— Vá para o quarto, eu vou lá depois.Beatriz saiu apressadamente do escritório. Ela queria que os empregados saíssem, para que não ouvissem o que não deveriam.
— Bia... eu... eu ainda posso aguentar...A voz de Daniel era baixa, cheia de desconforto e angústia.Ele ainda estava se segurando...O coração de Beatriz apertou-se como um nó.— Pode ser a última chance, talvez não haja outra.— Você poderia ir embora, por favor...— Idiota, estou dizendo para você me possuir logo.Beatriz estava bastante irritada.— Mas tenho medo de que você fique brava...No momento, Daniel estava tão magoado como uma criança, temendo que se ele fizesse algo errado, Beatriz jamais o perdoaria.Ele preferia se segurar, mesmo que seu corpo sofresse, a tomar uma atitude precipitada.— Eu não estou brava... rápido... eu quero você, Daniel, eu também quero muito você.Ela o acalmava como se estivesse lidando com uma criança, ainda tentando tranquilizar suas emoções e até respondendo com um suave mordiscar no lóbulo da orelha dele.Ao ouvir isso, Daniel a beijou com fervor.Beatriz inicialmente pensou que, considerando que Daniel era experiente, tudo ocorreria sem prob
Sua mente estava confusa, e antes que Daniel pudesse responder, algumas memórias inexplicáveis começaram a ressurgir em sua cabeça.— Agora é tarde demais para procurar um médico...— Por favor... eu te imploro, me ajude, eu não aguento mais.Ela ficou paralisada no lugar.Era ela, com lágrimas nos olhos, implorando repetidamente a Daniel para ajudá-la a resolver.Ele não havia realmente a violado, mas usou outro método, mantendo sua pureza intacta.Hoje foi a primeira vez que realmente aconteceu!— Como isso pode ser... como isso pode ser... as memórias na minha cabeça não são assim. Por que estão confusas?Ela de repente se lembrou do que o médico havia dito antes, que o cérebro humano tem um mecanismo de proteção e, quando está em extremo medo ou evitando algo, às vezes esquece ou distorce as memórias.Além disso, o medicamento naquele dia foi particularmente forte, não apenas aumentando o desejo ao extremo, mas também podendo causar alucinações.Por isso ela se lembrava da voz de D
— Isso já seria uma violação e humilhação, eu sempre achei que estávamos falando da mesma coisa.Beatriz quase desmaiou, era um grande mal-entendido.— Esqueça, o mal-entendido foi esclarecido, vamos deixar isso para trás.— Bia, você também está se esforçando para se aproximar de mim, não é? Você preparou aquele remédio para si mesma?— Não vou contar.— Bia, posso te abraçar?Daniel a abraçava, mesmo sabendo que isso a deixava inquieta, mas ainda assim queria mantê-la junto a ele.Para uma mulher, beijos e abraços têm um valor emocional significativo, especialmente após momentos íntimos.O peito dele era amplo, forte e quente. Ela estava firmemente envolvida em seus braços, sentindo que ele realmente precisava dela, uma sensação verdadeiramente maravilhosa.Beatriz acabou adormecendo novamente, e quando despertou, já era noite.Daniel não estava mais ao seu lado.Ela estava prestes a se vestir quando Daniel entrou pela porta.— Bia, vamos jantar.Afinal, ele tinha ido preparar a refe
Débora havia subornado o motorista. Se ela conseguisse o que queria naquela noite, Afonso, por conta de sua dignidade, não faria nada contra o motorista.O motorista havia recebido uma boa quantia, e a tentação do dinheiro era irresistível.— Eu trouxe o Sr. Silva. Amanhã, quando o Sr. Silva acordar, espero que a senhora fale bem de mim.— Pode deixar.O motorista saiu, deixando os dois sozinhos na casa.Débora, habilidosamente, começou a desabotoar a camisa de Afonso.Afonso percebeu, abrindo os olhos sonolentos e olhando fixamente para a pessoa à sua frente.— Bia...? — ele murmurou, chamando o nome dela, o que deixou Débora furiosa.Ela quis parar ali mesmo, afinal, também tinha seu orgulho.Mas a oportunidade era preciosa, e perder aquela noite significaria esperar por muito mais tempo.Agora, mais do que nunca, ela precisava conquistar o coração de Afonso.— Bia, é você? — Afonso levantou-se rapidamente, segurando firmemente os ombros dela.— Sou eu... Afonso, sou eu...Débora m