ALINA Yanah não esconde a felicidade de saber que eu estou grávida, ligou logo para Otton para contar a novidade. Após isso, resolvi lhe fazer um pedido. — Yanah, posso te fazer um pedido, minha irmã? — Todos que quiser, a grávida aqui é você! — Não conte a Martin e a mais ninguém da Cruz Engenharia que estou grávida, pelo menos por enquanto. — Alina, eu faço o que quiser, mas a sua barriga vai crescer. Ai, estou radiante. — Só faça o que te mando! — Peço. Yanah me acompanha de volta ao escritório, apesar de ser presenteada com um filho, eu preciso trabalhar. Otton, ao me ver, me abraça, desejando coisas boas para mim e o bebê que espero. Como é bom ser acolhida apesar da insegurança que estou com ela! — Alina, vai contar que está grávida para Malvino? — Otton pergunta — Malvino não quer me ver, não sei onde ele está, mas pretendo falar, sim, independentemente de ele querer ou não conviver com o nosso filho. — Falo, ainda em choque com tudo o que está me acontecendo.
MALVINO Fico inquieto com a cabeça cheia de interrogações em relação à saúde da Alina, para piorar a minha curiosidade, ela não quis mais Jucie na sua casa, tenho vontade de gritar que nem um louco, jurei que não iria mais seguir Alina. Não demorou muito e fui avisado pelos seguranças que Jucie chegou, mandei ele vir à minha presença. Ele, ao me ver, abaixa a cabeça. — Senhor Malvino, estou à sua disposição. — Jucie, quero que fique ao meu lado, me fazendo companhia, dando-me alguns remédios. — Sim, senhor, como quiser. — Jucie fala. — Me fala da Alina. — Peço. — A senhora Alina te ama, ela está morando na casa que o senhor a deu de presente, às vezes chorava pelo senhor, lamentando você ter optado por viver longe. Jucie fala e uma lágrima cai do meu olhar, reconheço que não mereço uma lágrima da Alina. E ele, aos poucos, vai me convencendo a sair do meu quarto escuro para o jardim, me faz até sair da cadeira de rodas e sentar à beira da piscina, molhando, assim, os meus
MALVINO Acordei e Alina não estava mais ao meu lado, não demorou e ela entrou no meu quarto com uma bandeja nas mãos, sorrindo, hoje eu quem fico sem jeito diante do seu jeito lindo. — Vamos se alimentar, daqui a pouco vamos sair, temos um compromisso muito importante. — Alina, dormi tão bem, não me cansarei de agradecer tudo o que está fazendo por mim. Posso saber para onde vamos? — Vamos à consulta com um médico, precisamos iniciar o seu tratamento, vai dar tudo certo, você verá — Alina fala, tocando no meu rosto. — Estou muito feio assim, não é? Barba e cabelo grande. — Você é lindo de qualquer jeito, nada deixa você feio. — Alina fala na tentativa de alavancar a minha autoestima, que está no chão. Comi a minha refeição, e Jucie veio me ajudar a me arrumar para irmos a esse médico, todos me acompanham a ida nesse médico, inclusive Ykaro. Ao chegar no consultório, Martin me espera, já abrindo os braços para me abraçar fortemente. Como me sinto bem por essa rede de apoio
ALINA A minha gravidez veio para unir o que estava separado, trouxe força e esperança também para o Malvino, que quase desistiu de procurar ajuda para voltar a andar, larguei tudo para acompanhá-lo no seu processo doloroso, preferi estar por perto segurando na sua mão porque via através do seu olhar a vontade que ele tinha de desistir, estou orgulhosa até aqui por ele ser um guerreiro lutador. Os meus filhos se movimentam dentro de mim, como se fossem dois acrobatas, e eu me sinto feliz e grata por poder gerar dois filhos de uma vez, sou mimada de todos os lados, Yanah e Malvino sempre que podem vão às consultas comigo. Descobrir que vou ser mamãe de um casal me deixou totalmente satisfeita por gerar dois milagres, Malvino está nas nuvens com tudo o que está acontecendo, ele sempre procura me exaltar e dizer que eu sou a sua vida. Nunca pensei que comemoraria tanto uma vitória como foi no dia que Malvino sentiu novamente as suas pernas, já tinha muita fé que milagres existem, e a
ALINA Não consigo descrever a emoção que é segurar os meus dois filhos nos braços após o parto, eles são lindos. Malvino fica ao meu lado, os paparicando, encantado, Otton veio me trazer flores e estamos todos felizes e bobos, estou tendo uma rede apoio maravilhosa. Malvino queria ficar comigo à noite no hospital, mas pedi que ele fosse descansar e continuar sua fisioterapia no dia seguinte enquanto não tenho alta, Yanah, mesmo grávida, não me abandonou, ela me ajuda a cuidar dos meus pequenos. Amamentar os dois bebês de uma vez foi lindo. Yanah me olhou contente. — Que mãezona você é, Alina, estou admirada e plena por participar desse momento em que vemos a real beleza da vida. Te amo, Alina, amo esses bebês. — Também te amo e não me canso de falar isso, você também será uma ótima mãe, hoje eu conheci o verdadeiro amor que são esses dois presentes que Malvino me deu, agora sou uma mulher completa e feliz. — Falo. No dia seguinte, fui acordada cedo para amamentar os meus
MALVINO Não tinha como não pedir Alina em casamento se não fosse de joelhos, devo a minha vida a ela, tudo é por ela. Preciso dela ao meu lado para sempre. Curtimos o nosso jantar ao redor de amigos, e agora, curado, posso cuidar melhor dos meus babys, e essa é a verdadeira festa onde do meu lado só tem os melhores amigos. — Malvino, você teve ajuda de alguém para fazer essa surpresa? Acho que eu sei de quem foi… — Alina pergunta para Yanah, que vem chegando. — Tudo com a ajuda da Yanah. — A respondo. — Alina, esse homem te ama demais. Cuida bem dessa joia rara, Malvino. — Yanah fala, emocionada. — Farei tudo o que estiver ao meu alcance para honrar essa mulher. — Falo. Quando todos foram embora, Alina e eu nos retiramos, ela foi visitar o quarto dos gêmeos, e eu fiquei conversando um pouco com Jucie, o agradeci também por ele vir atrás da Alina, a levando onde eu estava, não me cansarei de agradecer a existência deles na minha vida. Quando subi para o nosso qua
YANAH Após o meu casamento com Otton, vi a vida por outro ângulo, sou completamente apaixonada pelo meu marido, às vezes fico o admirando de longe, vendo o mesmo trabalhando em casa. Pergunto-me às vezes como duas almas tão diferentes dão tão certo, o encaixe foi assim, perfeito. Késsia chega e me vê admirando o meu marido, ficando ao meu lado. — Admirando o maridão, Yanah? — Késsia pergunta. — Não tem como não admirar, ele é um gato, Otton se tornou um homem paciente devido a mim. — Falo, sorrindo. — Amo vocês dois. Como é lindo sentir esse amor e admiração toda! — Késsia fala. — E você, quando irá dar uma chance a Martin? O homem te deseja com os olhos, todo príncipe. — Yanah! Já percebi tudo isso, mas não estou preparada. Não me sinto confortável. — Késsia fala, pondo um ponto final nesse assunto. A minha sogra tem me aceitado do jeito que eu sou, ela me chama para mostrar as fotos do Otton e Késsia quando eles eram bebês e o quanto ela sonha em ser avó, pois a
MARTIN Trabalho com o Malvino há bastante tempo e ficar à frente de trazer novos estagiários foi até um enorme prazer, pois conheci Yanah e Késsia, fiquei admirado com as duas. Amo mulheres que despertam admiração em mim, mas com Késsia foi além disso, a sua timidez e vergonha é um ímã que me puxou, que despertou curiosidade de conhecê-la melhor, e fui em busca disso. Mas Késsia tem uma repulsa contra mim, e descobri através da Yanah que ela sofre um luto eterno de alguém que já se foi. Tentei me aproximar dela de todas as formas, sempre sem ultrapassar um sinal. Quando ia saindo para almoçar, passei no seu escritório. — Késsia, aceita almoçar comigo? Eu ia sair sozinho e resolvi passar aqui. — Martin, eu preciso conversar com você, quero aproveitar que estou com coragem. — Estou ouvindo, Késsia, pode falar. — Falo, e o coração b**e acelerado. — Não perca seu tempo comigo, Martin, eu sou uma garota com traumas, problemas psicológicos, eu sei que por trás de todos esses conv