OTTON Após o almoço volto para a empresa e vou diretamente para o meu escritório. Vejo que preciso viajar até a cidade de Seattle resolver alguns problemas do meu escritório de lá, aproveito e marco uma viagem para ir descansar uns dias a mais – estou precisando. Chamo Alina no meu escritório para agendar a minha viagem e organizar a minha agenda conforme os dias em que passarei longe daqui e aproveitarei darei folga a ela também. Os olhos da Alina brilham quando lhe dou a notícia. Pela tarde participo de duas audiências e mais duas reuniões remotas com os demais advogados. Libero Alina para ir para casa e fico no escritório até nove horas da noite. Após a reunião saímos para beber e nos distrair. Sentamos numa grande mesa, os garçons começam a nos servir. Algumas mulheres se aproximam e os meus amigos fizeram a festa, prefiro ficar sozinho e bebendo tranquilo. Confesso que após o meu envolvimento com Yanah fiquei meio na defensiva, lembro dela gemendo no meu ouvido e confessando
YANAH Enquanto Késsia compra os seus vestidos, ela me manda escolher umas roupas para mim, inclusive biquínis. Mesmo eu não querendo aceitar ela insiste, eu lógico aceitei e escolhi dois biquínis lindos e sexy. Enquanto escolho os vestidos, Késsia me dá praticamente uma consultoria de moda sobre qual vestido fica melhor no meu corpo, presto atenção em tudo o que ela me ensina. Enquanto andamos pelo shopping Késsia olha para mim. — Vamos jantar comigo lá em casa, Yanah? — Késsia pergunta. — Desculpa, Késsia, mas não vou. Sua mãe parece que não gostou muito de mim no baile aquele dia, Otton também não, é melhor evitar a minha presença lá. — A minha mãe viajou, só estamos em casa eu e papai. Vamos, diz que sim, Otton não anda lá em casa, por favor Yanah. — Está bem, criança mimada, só vou porque está falando que a sua mãe não está. — Cruzo os braços. Fomos para a sua casa. Enquanto Késsia dirige falo para ela o quanto tenho vontade de aprender a dirigir e a mesma diz que
OTTON Ao deixar Yanah na companhia de Késsia, nervoso porque ela tem esse dom de despertar em mim a fúria, vou diretamente para a cozinha beber água. Tento me acalmar e vou procurar o meu pai no seu escritório. — Pai, posso entrar? — Abro levemente na porta. — Pode, meu filho, pensei que não viria. Sente-se, Otton. — Pai, podemos ir jantar fora? Não quero ficar aqui. — Como quiser, Otton. Está tudo bem? Estou te achando nervoso. — Estou ótimo. — Falo sério. Meu pai e eu saímos para jantar no restaurante o qual sempre frequentamos no passado. — Otton, aqui continua lindo do mesmo jeito, tenho saudades de quando vocês eram crianças, cuidava de vocês enquanto a sua mãe almoçava. — Mamãe era sem paciência e você todo paciente, tenho orgulho de você como meu pai, amo a minha família. Fazemos o nosso pedido e o meu pai está me observando, como se quisesse adivinhar o que estou pensando ou que está se passando nesse coração. — Porque me olha assim, pai? — Pergu
YANAH Arrumei as roupas que ganhei da Késsia e lembro que tenho que estudar, tenho um propósito a ser cumprido que é estagiar na Cruz engenharia, quero fazer parte do time de arquitetos dessa grande empresa que só tem os melhores, sonho alto demais. Passo a noite toda estudando e sempre olhando para a chave do apartamento do Otton. A vontade de ir amanhã é maior, mas preciso controlar essa carência dos infernos, o meu corpo treme perto dele. Uma coisa é certa, eu preciso me afastar do Otton, se não irei me apaixonar. A pele arrepia demais, o frio na barriga já aparece só em vê-lo se aproximar e isso não é um bom sinal, mas sim um alerta. Espanto os pensamentos em Otton para longe e estudo tanto que adormeço sobre os livros. Acordo porque Alina me chama. No dia seguinte, acordo tarde por não ter aula pela manhã e nem trabalho comunitário, mas em compensação à tarde tenho um trabalho para apresentar na faculdade. Tomo o café preparado por Alina. Hoje ela fez tudo sozinha, inclu
OTTON Estou completamente frustrado por Yanah não vir ao meu encontro, dirijo o mais rápido que posso até a casa dela. No caminho desejo pôr as mãos nela e lhe castigar para Yanah nunca mais ousar desobedecer a uma ordem minha. Passei por cima do meu orgulho para estar aqui e ao chegar em frente à casa ligo para o seu celular. Ela insiste em não me atender, já estou perdendo a minha paciência porque ela nasceu com o dom de me enlouquecer, isso é a especialidade dela,. Observo através do retrovisor que Alina vem chegando e Yanah enfim resolve me atender. Aviso que estou do lado de fora e ela mente descaradamente que Alina está em casa para não vir até a mim, desligo o celular bufando de ódio já pensando que ela tem outro ou está saindo com algum outro homem, isso eu não aceito. Ligo o carro dando uma volta no quarteirão e paro um pouco afastado da sua simples casa. Vejo quando Yanah sai na porta e acelero fundo até chegar onde ela está. Eu só tinha uma coisa: pressa para estar a sós
YANAH Contemplo cada toque, cada beijo do Otton. Ficamos cegos e loucos de prazer, eu só quero ser consumida por esse homem e me entreguei inteiramente. Após o sexo faço carinho nos cabelos do Otton com vontade de falar o que estou sentindo nesse momento, mas não posso me passar por uma iludida, afinal tudo é só sexo e tenho consciência disso. Aproveito que estamos tomando banho e acaricio o seu rosto, porque sou apaixonada pela sua beleza e não sei quando iremos nos ver de novo. A cada vez que transamos me dou conta que estou ferrada nas mãos desse homem gostoso e confirmei isso quando aceitei passar a noite com Otton nesse apartamento a convite dele – o que me surpreendeu, o que talvez seja uma despedida nossa. Ao chegar à cozinha, Otton abre a geladeira e não se tem nada para comer. Dou a sugestão de comprar uma pizza e ele aceita, faço o pedido e acabo lembrando que tenho que avisar Alina que vou dormir fora. A mesma uma hora dessas deve estar dormindo, porque ela não me re
OTTON Yanah tem se tornado quase o meu calmante, ela me irrita com o seu jeitão devasso de ser, mas quando sou beijado por ela tudo vai se acalmando. Até conversamos civilizadamente e passamos juntos uma noite incrível, com uma entrega louca de ambos, a tive nos meus braços sem medo, e sem pensar no amanhã até porque o amanhã não me pertence. Pela madrugada me aconchego no seu corpo quente e nu deitado sobre a minha cama. Todo a vontade, cheirando os seus cabelos, penso o quanto ela está marcando a minha vida. O mundo quase desabando para ela e a mesma aqui comigo sem interesse, sem máscaras, sendo ela mesma. Pela manhã temos que ir cada um para o seu canto. Ao deixá-la em casa eu quero mais do seu beijo, a beijo como se fôssemos namorados, mas durante o caminho de volta – agora para a minha casa – mando mensagem para Késsia. Preciso falar com ela urgente e de preferência antes da sua ida para a faculdade. Estou tão cansado que aproveito que ainda é cedo e vou dormir mais um
OTTON Minha mãe olha tudo ao seu redor atentamente, como se quisesse adivinhar os meus pensamentos, e ela na sua tentativa de descobrir mais coisas sobre a minha viagem fica para almoçar. — Mãe, meu pai e Késsia vêm almoçar aqui também? — Pergunto. — Seu pai vem, Késsia já não posso confirmar. Vive agora com aquela amizade dela, não sou a favor dessa amizade porque essa garota, a tal Yanah, é pobre. Não tem nada a oferecer a ninguém. — Por favor, pare agora! Não admito preconceito na minha casa, muito menos na minha frente. Isso não vou aceitar. — Falo alto. — Otton, ela é uma garota de periferia, só Deus sabe como essa moça foi criada. — Todos nós somos iguais, independente do dinheiro que temos. Tópico encerrado. — Falo me exaltando com a minha mãe. Ainda bem que o meu pai vem para almoçar com a gente, porque não tenho paciência com a minha mãe. Quando ele chega, o levo para a sala de jogos e vamos jogar sinuca. — Pai, segui os seus conselhos e estou saindo com Yanah,