CedrickEntro no meu quarto e vejo o pequeno corpo coberto com os lençóis.Sinto que a morte está espreitando a Raven em cada canto, que se eu me distrair por um segundo, no seguinte vou encontrá-la ferida ou, pior ainda, não vou conseguir salvá-la de novo.Sei que ela certamente se meteu nisso pra ajudar Amalia, porque a compaixão está no sangue dela, mas também é imprudente e aventureira, e isso um dia vai acabar levando ela pra uma jornada sem volta.Afasto cuidadosamente os lençóis e descubro o corpinho trêmulo de Sena, sua pequena loba Ômega.Ela teve que se transformar pra conseguir se curar mais rápido.A pego nos braços com cuidado pra não machucar seus ferimentos, e vejo que ela abre os olhinhos e lambe minha mão.— Como você tá, pequena? — finalmente está consciente e suspiro aliviado, examinando seus ferimentos, depois de dar várias doses do meu sangue e aplicar medicamentos.“Ela está fraca e a Raven ainda não acordou” — Eamon me diz angustiado.— Que lobinha valente é a m
Raven— Eu fiz isso… pela minha mãe — confessa depois de ficar alguns segundos em silêncio, e percebo a luta interna que ela está enfrentando.Eu entendo, porque há segredos muito perigosos e ela deve estar com medo.— Minha mãe está muito doente, vive internada no hospital. Ela também é uma escrava como eu, e eu precisava dos remédios pra salvar a vida dela.— Remédios? Mas pelo que sei, o Alfa abastece muito bem o hospital das escravas. Inclusive, já ouvi ele ordenar à logística que mantenha tudo o que for necessário — digo, sem entender.— Raven, eu… na verdade, tem muita coisa que não é como o Alfa pensa.— Não duvido que as intenções dele sejam boas, mas a ala das escravas é como se fosse um mundo separado do resto da matilha. E esse espaço de terror não é controlado pelo Alfa Walker.— Você tem medo, não é? Medo de me contar tudo e acabar sendo prejudicada — sei que ela ainda está cheia de cautela.— Me diz o que você quer em troca de me ajudar. Agora sou a Luna da matilha e, co
Raven— Temos espiões dentro da matilha, já percebi isso, só que ainda não consegui pegar o rabo desse rato — ele diz entre os dentes, e fico aliviada por saber que, ao menos, ele reconhece que há um problema real.— Cedrick, tem coisas que eu preciso conversar com você, coisas que envolvem aqueles homens — começo a dizer, um pouco nervosa.Nossa relação se estreitou nesse tempo, mas ainda tenho minhas dúvidas se ele vai acreditar em mim ou não.Estou me metendo em assuntos sérios da matilha dele.— O que foi? Você reconheceu algum deles? — ele se afasta do abraço e me encara com seriedade.Então conto tudo. As coisas que vi e ouvi enquanto era uma escrava, o depoimento da Diana, que pode saber ainda mais segredos, e minhas próprias suspeitas.— Você tem certeza de tudo isso que tá me dizendo, Raven? São acusações muito graves.— A ala das escravas está sob o controle de vários Anciãos — ele diz andando pelo escritório.Ele se levantou enquanto eu falava, e o observei andando de um la
Raven— Tudo isso eu já sei, me diga direto: quem são esses homens e como as escravas entram em contato com eles? — Cedrick a interrompe, porque ela estava repetindo o que já conversamos.— Eles não são da matilha. Eu quase não saio da área das escravas, mas já ouvi outras comentarem em segredo... esses homens são dos rebeldes, são trapaceiros exilados.— Eles não têm mulheres no grupo, então em troca de comida e suprimentos, vêm e transam com as escravas. Exceto por um deles que eu reconheci... — ela para e me olha. Eu aceno com a cabeça, dando-lhe coragem.— O... o filho do Ancião Ronan, o guerreiro Marshall — disse num sussurro — Só vi ele uma vez, também não acho que vá com frequência, ou então toma muito cuidado pra não ser descoberto.— Quem faz o contato?— A chefe das escravas. Você pode fazer o pedido diretamente a ela, pedir o que precisar. Faz a sua parte com esses homens e, em troca... eles te dão as coisas.Ou seja, os suprimentos que tiram delas, depois são devolvidos, m
Raven— Você mentiu pra mim, maldit0, mentiu! Ele confiava em você, confiava, e você levou ele pra morte!! — ela começou a socar o peito de Cedrick com seus punhos fracos, enquanto ele só tentava não machucá-la.Eu me sentia péssima, sem poder fazer nada pra ajudá-lo, parada num canto, vendo o Beta entrar com uma caixa de madeira na mão.Rapidamente, com habilidade, ele preparou um líquido numa seringa e aplicaram à força em Amalia, porque ela estava fora de si, completamente descontrolada.Cedrick a pegou no colo quando ela desabou por causa do sedativo forte e a deitou na cama.Cobriu ela com cuidado e afastou os fios de cabelo suados da testa.Com delicadeza, limpou o rosto pálido e molhado de lágrimas, e eu me pergunto o que pode ter acontecido com Amalia pra que ela tenha esses ataques em que parece confundir o passado com o presente."Ela perdeu seu companheiro e parece que tinham se reencontrado recentemente.""No início, o laço é instável, e se ela foi marcada e ele morreu pou
RavenNão quero abusar dele também, ele já me deu demais, então paro de chupá-lo e drená-lo e passo a língua pelas feridas, ajudando a curar e estancar o sangue.Me afasto um pouco e olho sedutora nos olhos lupinos dele, levo os dedos à boca e limpo o rastro no meu queixo, depois os chupo e me lambuzo com a língua.Gemidos e tudo incluído, nesse ato de vadia que estou protagonizando.— Raven, vamos parar por aqui. Hoje… eu não vou conseguir brincar com você, Luna. Hoje eu não tenho paciência pra preliminares, entendeu? — a voz dele rouca, meio humana e meio lobo, me adverte.— Eu não quero brincar, Alfa. Ninguém falou de preliminares...— Você não tá nas melhores condições, mal acabou de se recuperar, você… — mas coloco os dedos na boca dele e o faço calar.— Eu preciso de você e estou bem, meu corpo está perfeito, graças aos seus cuidados. A gente tinha um trato, Alfa, um trato que você não cumpriu com sua Luna — me inclino a centímetros do rosto lindo dele, empinando minha bunda, e
Raven— Ce… Cedrick, o que é isso? – pergunto excitada, mas um pouco assustada diante do desconhecido.Ele parou por alguns segundos e consegui respirar, principalmente por causa da sensação estranha que tenho lá atrás.O que o Cedrick está fazendo mexendo nesse lugar tão sujo?— Isso? Foi feito pelo melhor artesão do reino, com o melhor jade que existe. Não te parece uma peça deliciosa?Ele aproxima do meu rosto e parece como… uma pequena pera verde com… com…? Uma cauda no final!— Uma cauda? – agora sim olho pra ele, completamente perdida.— Sabe, mandei fazer isso há muito tempo. Agora que estou pegando de novo, tenho certeza de que foi feito só pra você – responde acariciando suavemente a cauda artificial, e eu entendo o motivo daquilo.É da mesma cor dourada da pelagem da Sena!Cedrick está tramando alguma coisa e algumas peças começam a se encaixar: a pequena pera de jade, ele mexendo no meu cu, que tá todo melado, e obviamente o lugar onde vai essa cauda!Será que ele tá pensan
RavenNo final, não sei que parafuso se soltou na minha cabeça, mas a língua dele no meu clitóris, os dedos na minha boceta e aquele jade me fodendo o cu acabaram me fazendo rebolar contra a cara do Alfa.As pontas dos meus pés afundadas no colchão enquanto me impulsionava pra cima.— Mmmm – arqueei as costas, completamente excitada. Tantas sensações estavam me enlouquecendo.— Cedrick… eu gosto… mmm… mais…Agarrei a mão dele e empurrei os dedos rápido, me penetrando com mais força e mais fundo, eu precisava gozar desesperadamente, mas justo no melhor momento, meu Alfa cruel parou.— Cedrick, não para agora… ahhh… continua me tocando!…— Esqueceu que isso aqui era um castigo? Você só goza quando eu permitir, Luna, e do jeito que eu quiser.Fico ofegante na cama, excitada como nunca e sinto que vou morrer torrada no meu próprio calor.Vou pensar muito bem da próxima vez antes de bancar a rebelde com o Alfa... ou talvez não... porque os castigos do Cedrick me enlouquecem, pra que menti