Episódio 4

MARIAN

Já se passaram dois meses desde que fui morar com Olivia. Eu estava preocupada por não ter conseguido um emprego ainda. Eu conheci algumas pessoas enquanto era Sra. Davis, mas nunca me aproximei o suficiente de ninguém para ter intimidade de agora bater naquelas portas. Mas eu precisava conseguir alguma coisa, pois as minhas economias estavam no vermelho.

Eu fiquei sentada em um banco por um tempo, precisava descansar os pés e não estava me sentindo bem. Eu atribui isso a tudo o que estava vivenciando. Estava claro para mim que tudo o que havia acontecido teve um impacto severo sobre mim.

Notei que em um restaurante, localizado do outro lado da rua, havia uma placa que dizia “procurasse garçonete”. Era óbvio que era um lugar elegante, então eu decidi retornar no dia seguinte, para poder usar uma roupa mais apropriada ao local e assim ser considerada para o trabalho, pelo menos.

— Olá, Olivia. Eu cumprimentei ao chegar.

— Olá, Marian. Respondeu a gentil mulher.

Elas sentaram-se para jantar juntas e conversaram sobre o que tinham feito naquele dia.

— Então você vai se candidatar para a vaga de garçonete amanhã? Olivia perguntou.

— Sim, vou procurar algo apropriado para ir, tudo naquele lugar grita luxo. Eu respondi.

— E como você se sentiu hoje? Questionou Olivia.

— Um pouco cansada e com aquele vazio no estômago que não me deixa em paz. Eu declarei.

— Seria bom se você fosse ao médico. Disse Olivia.

— É um luxo que não posso me dar ao luxo agora, mas se eu continuar me sentindo mal, verei o que posso fazer. Eu respondi um pouco desanimada.

Olivia e eu desenvolvemos uma amizade muito boa. Tanto que eu já havia descartado a ideia de ir embora e deixá-la sozinha. Pelo contrário, o que eu queria agora era conseguir um emprego, para que nos duas pudessemos ter uma vida melhor.

...

No dia seguinte acordei cedo e me preparei para ir ao restaurante.

— Você está muito bonita, Marian. Disse a mulher mais velha ao vê-la.

— Obrigado. Ela respondeu, enquanto bebia suco de laranja, que estranhamente era a única coisa que eu tolerava pela manhã. Ao fazer isso, Olivia olhou para ela com uma expressão estranha no rosto, mas sem dizer nada.

Meia hora depois, eu estava em frente à entrada daquele restaurante elegante.

— Bom dia, Senhorita. Ela cumprimentou ao chegar.

— Bom dia, como posso ajudar? Perguntou a mulher, de forma amigável.

— Vim por causa do anúncio, para a vaga de garçonete. Eu respondi com um sorriso.

A mulher olhou para mim de forma um tanto estranha. Acho que quando me viu chegar, pensou que fosse uma cliente. Nunca imaginou que eu viria pedir um emprego.

— Por favor, siga-me. Disse a menina.

Em um pequeno, mas elegante escritório, eu fui recebida por uma mulher simpática que se apresentou como a dona do lugar. Ela me observou atentamente, enquanto me fazia algumas perguntas.

— Você parece uma garota bem-educada e com algum refinamento. Disse a mulher que a estava entrevistando.

Eu apenas sorri. Durante o tempo em que fui casada com Ethan, eu me esforcei muito para aprender, com a intenção de que nenhuma das minhas ações o envergonhasse.

— Digamos que tenha alguma verdade nisso.  Eu respondi timidamente.

— Você fala alguma língua? Perguntou a mulher, fascinada.

— Inglês e francês, não são perfeitos, mas consigo me virar. Eu respondi com orgulho.

— Bom, é isso, você está contratada. Disse a mulher com um sorriso.

Eu senti uma alegria inundar o meu peito. Eu finalmente encontrei um emprego e tudo certamente melhoraria dali em diante.

ETHAN

— A negociação foi um sucesso total. Disse Isa, sorrindo.

— Parece que sim. Eu respondi quando entramos no meu luxuoso escritório.

I— Isso merece uma comemoração, não acha? Isa disse, enquanto eu pendurava o meu casaco no cabideiro.

— Estou muito cansado, Isa. Não sinto vontade de ir a nenhum outro lugar além de casa. Eu respondi secamente.

— Isso me parece perfeito, é bem na sua casa, mais especificamente na sua cama, onde eu sinto vontade de comemorar. Disse ela sem vergonha. — Você não sente vontade? Ela acrescentou, enquanto se aproximava de mim de forma sensual e começava a tirar a blusa, revelando o seu tronco. — Embora, pensando bem, poderíamos começar a comemoração aqui e agora mesmo. Ela acrescentou, desabotoando a saia, de modo que ela caísse no chão, deixando-a seminua e de salto alto diante dos meus olhos. Eu a olhava completamente surpreso e ao mesmo tempo ansioso.

— Alguém pode entrar. Eu disse, olhando para o espetáculo de mulher que estava bem na minha frente.

— E daí? Ela respondeu, molhando os lábios com a língua, provocativamente.

Eu apenas sorri e comecei a tirar a gravata e a camisa, sob o olhar atento da mulher, que parecia uma fera faminta, prestes a pular sobre a sua presa e devorá-la.

Assim como ela queria, ela conseguiu que ele a fizesse sua naquele lugar. Eu nem me importei que os seus suspiros de prazer pudessem ser ouvidos lá fora. Enquanto eu estava possuindo essa mulher que estava aqui no meu escritório se oferecendo para mim, tudo que eu conseguia pensar, é que ela era apenas uma válvula de escape para a minha frustração.

— Vista-se. Eu disse depois de terminar. A mulher pegou suas roupas e caminhou furiosamente até o banheiro privativo que eu tinha no meu escritório.

— Droga! Eu disse, irritado e frustrado.

Aconteceu de novo, mais uma vez eu cometi o erro de mencionar Marian, enquanto o meu corpo explodia de prazer. Eu me sentia um idiota.  Não planejei isso, claro que não, mas aconteceu e não foi a primeira vez.

Eu arrumei as minhas roupas, peguei o meu casaco e sai do escritório, antes que Isa saísse do banheiro. Eu não queria ouvir as suas reprovações novamente. Eu sabia que elas eram justificadas, mas preferi evitá-la.

Eu desci para o estacionamento e entrei no meu carro, em seguida, deixei o local em alta velocidade. O meu corpo respondeu a Isa e foi a coisa certa a se fazer, já que ela era bonita e sexy. Mas, aparentemente na minha cabeça, havia outro nome gravado em fogo.

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