Capítulo 29Ele segurou a mão dela e a puxou suavemente.— Vem, pequeno tesouro.Sem hesitar, ele a guiou até a escada, subindo ao seu lado. Patrícia se perguntou o que ele tinha em mente. Será que fariam amor novamente? Ou talvez ele apenas quisesse uma massagem para relaxar antes de dormir?Quando chegaram ao quarto, Augusto parou diante da porta e girou a maçaneta. Patrícia entrou hesitante, seu coração batendo acelerado. Mal podia acreditar que estavam ali, sozinhos, com a tensão no ar crescendo a cada segundo.— Você está muito calada. — Disse, enquanto fechava a porta e girava a chave na fechadura.Ela ergueu os olhos, surpresa com o gesto, mas permaneceu em silêncio. Observou-o se afastar, notando como ele andava sem a bengala, apenas com um leve mancar. A cada dia, ele parecia mais forte, mais recuperado.— Sente-se, pequeno tesouro. — A ordem veio com um tom aveludado, enquanto ele seguia até o closet.Ela obedeceu, erguendo levemente o vestido antes de se sentar na cama. Cru
Capítulo 30Seus dedos deslizaram até seu centro, já úmido. Seus dedos habilidosos, massagearam-na com uma lentidão torturante, provocando um arrepio que a fez arquear as costas. — Ahh… — O gemido escapou antes que pudesse conter.— Mal a toquei, querida… — Augusto rosnou, mas as palavras morreram em sua garganta quando encontrou o ponto certo: aquele nódulo inchado, pulsando sob seus dedos. Ela estremeceu, um suspiro preso nos lábios, e ele soube exatamente o que fazer. Deu a ela todo o prazer que lhe pedia. Cada movimento calculado, cada círculo firme, até que seus gemidos se tornassem mais altos, mais desesperados. Ele estava endurecido, as bolas pesadas de necessidade, mas nada importava além do corpo dela se entregando. — Isso, querida… Encha meus ouvidos. — Sua voz era áspera, dominadora.Ela tentou responder, mas o corpo traiu-a primeiro. Hipnotizado, Augusto assistiu enquanto ela se desmanchava: tremores violentos, gritos abafados pelo eco do banheiro, até que, devagar,
Capítulo 31Augusto estava na sala de estar, observando o noticiário com expressão concentrada, quando seu filho entrou, já pronto para sair.— Estou indo — avisou o rapaz, ajustando o relógio no pulso.Augusto desviou o olhar da TV e assentiu.— Certo. Vou até a empresa hoje. Quero ver com meus próprios olhos como estão as coisas.O filho o encarou por um instante, compreendendo que o pai precisava desse controle, dessa sensação de estar no comando novamente.— Claro, pai. Acho uma boa ideia.Sem prolongar a conversa, ele se despediu e saiu. Assim que ele saiu, Augusto soltou um suspiro profundo e passou a mão pelo rosto.Minutos depois, Patrícia desceu as escadas com passos leves, dirigindo-se à mesa para o desjejum. Ela sentou-se ao lado do marido, seus cabelos ainda estavam um pouco úmidos do banho.— Bom dia — saudou.Augusto ergueu os olhos para ela, estudando-a em silêncio por alguns segundos antes de responder. Ela serviu-se de café.— Bom dia.Ela soprou o café antes de dar u
Capítulo 32O restaurante tinha um ambiente sofisticado e uma música instrumental suave ao fundo. O garçom os recebeu com um sorriso cordial e os conduziu a uma mesa reservada em um canto mais privativo, garantindo um ambiente tranquilo para a refeição.Assim que se acomodaram, Augusto pegou o cardápio e olhou para Patrícia, analisando suas expressões enquanto folheava as opções.— Esse restaurante é conhecido por sua comida exótica. Prefere que eu escolha algo para você? — ele perguntou, atencioso.Patrícia sorriu e apoiou o queixo na palma da mão, olhando para ele com curiosidade.— Eu gosto de tudo. Me surpreenda.Ele assentiu, satisfeito com a resposta. Chamou o garçom e fez o pedido, escolhendo pratos que combinavam bem entre si e trazendo uma experiência gastronômica completa.Enquanto aguardavam, o garçom serviu um vinho tinto encorpado, que harmonizava perfeitamente com a refeição que estava por vir. Patrícia segurou sua taça com delicadeza, girando o líquido antes de levá-lo
Capítulo 33Augusto e Patrícia caminhavam pelo parque tranquilamente. Patrícia parou por um momento, olhando para a vasta extensão de grama verde e, com um sorriso travesso, tirou os saltos e os segurou nas mãos.— Muito melhor assim — comentou, fechando os olhos por um instante para sentir a textura suave da grama sob seus pés.Augusto a observou com um brilho de diverteimento nos olhos. Sem dizer nada, abaixou-se, retirou os sapatos e as meias, deixando os pés livres, para surpresa de Patrícia.— Você? Descalço? — ela riu, levantando uma sobrancelha.— Por que não? — respondeu ele com um meio sorriso. — Se você pode, eu também posso.Eles seguiram caminhando lado a lado, sentindo a liberdade daquela escolha simples. O parque estava tranquilo, apenas algumas pessoas sentadas em bancos, casais de mãos dadas e crianças brincando ao longe. Patrícia respirou fundo, sentindo a paz daquele momento.— Eu costumava fazer isso quando era criança — disse ela, olhando para Augusto. — Minha avó
Capítulo 34Patrícia sentiu a água morna deslizar sobre sua pele enquanto tomava banho, deixando-se relaxar após um dia cheio de surpresas. O passeio no parque, o almoço, o momento inesperado de cumplicidade com Augusto... Tudo parecia surreal, como se sua vida tivesse dado uma reviravolta que ela não conseguia explicar completamente.Saindo do banho, secou-se com calma e escolheu um vestido leve e fresco, acompanhado de sandálias confortáveis. Pronta, desceu com um sorriso nos lábios, ansiosa para encontrar o marido. Ele tinha sido tão atencioso e carinhoso durante o dia que seu coração estava transbordando de esperança e felicidade.Ao chegar ao escritório, viu a porta entreaberta e entrou sem fazer barulho, mas logo parou ao ouvir a voz firme do marido ao telefone:- Sim, voltarei a trabalhar amanhã. É claro, preciso retomar tudo pessoalmente.O sorriso de Patrícia se desfez por um instante. Embora soubesse que aquele momento chegaria, algo dentro dela sentiu um aperto. Ela se acos
Capítulo 1O silêncio no quarto era quase opressor, quebrado apenas pelo som ritmado dos aparelhos e da respiração profunda do homem deitado na cama. Rafael entrou devagar no aposento, como se temesse perturbar a paz que envolvia o ambiente. A penumbra da manhã filtrava-se pelas cortinas entreabertas, projetando sombras suaves sobre o rosto de seu pai.Com passos lentos, aproximou-se da cama e sentou-se ao lado dele. Seus olhos, sempre firmes diante do mundo, agora brilhavam com a ameaça de lágrimas. Ele estendeu a mão, entrelaçando seus dedos aos do pai, sentindo o calor ainda presente ali, a única prova de que ele estava vivo.— Acorda, pai… — murmurou, a voz embargada. — Você faz tanta falta pra mim...Por um instante, ficou ali, observando cada detalhe do rosto do pai: as olheiras profundas, o cabelo que já passava do comprimento habitual, a barba crescida que não tinha nada haver com a imagem impecável do CEO poderoso que todos conheciam. Rafael fazia questão de chamar um barbeir
Capítulo 2Após aceitar o serviço, Rafael pediu ao mordomo que mostrasse seus aposentos.Sempre discreto e eficiente, o mordomo guiou Patrícia pelos amplos corredores da mansão até um quarto confortável, localizado ao lado do Senhor Avelar.- Este será o seu quarto, senhorita Patrícia. Se precisar de algo, estarei à disposição. - Ele abriu a porta, revelando um espaço aconchegante, com móveis elegantes.Ela agradeceu com um leve aceno e entrou para se trocar. Vestindo o uniforme branco impecável, sentindo a responsabilidade se instalar de vez. Respirou fundo e saiu do quarto.Ao retornar ao quarto do paciente, analisou cada detalhe com atenção. Abriu o prontuário médico ao lado da cama e começou a revisar as medicações, os horários de administração, os cuidados diários e as rotinas. Tudo precisava ser seguido à risca.Enquanto lia as anotações anteriores, seu olhar voltou-se para o homem desacordado na cama. Senhor Avelar. Mesmo em repouso, ele exalava imponência. Sua presença era qua