Nao demorou para a campainha daquela casa tocar fazendo Juan saltar do sofá junto de sua arma, prontos para atacar quem quer que fosse, escutou o celular vibrar com uma mensagem de Milour. Era ele do outro lado da porta e achou que chegando como uma pessoa normal, um visitante levantaria menos suspeita e ele estava certo. Dando uma última olhada para o corredor onde Madeline havia sumido, foi até a porta abrindo para seu amigo. — Esse bairro é calmo. Elas moravam em um lugar legal. Eu queria morar em um lugar legal – o homem entrou reparando em tudo enquanto seguia até o sofá para montar seu equipamento.— Todo mundo quer morar em um lugar assim, mas nem todos temos essa oportunidade. – Parou ao lado do amigo lhe ajudando a arrumar tudo — Como está todo mundo?— Karen e Jade continuam muito focadas uma na outra, mas estão presas nesse trabalho porque querem matar o Gael, acredita?— Eu acho que nessa história todo mundo quer matar o Gael. Qual o plano?— As meninas vão criar uma dist
Quando Milour foi embora naquela noite, Madeline passou para seu quarto e não saiu mais. Nem mesmo na hora da janta quando Juan bateu na sua porta, e recebendo apenas um resmungo como resposta dela, decidiu que a deixaria sozinha por aquela noite. O dia sido agitado demais e não via a hora de ir embora. Quando a minha chegou, Juan desceu do sofá querendo a todo custo que tivesse uma ilustre mensagens de seu chefe lhe avisando que voltaria para casa naquela manhã, mas não tinha nada. Tomou um banho gelado antes de tornar a bater na porta de Madeline que dessa vez, abriu devagar encarando o homem em sua frente, e passou por ele. Juan encarou a parte de dentro e havia roupas espalhadas por todo lugar. Finalmente ela estava arrumando tudo?— Você precisa de alguma ajuda? – perguntou quando a viu voltar com uma sacola — Já está arrumando suas malas?— Sim. Eu quero voltar pra casa do meu irmão. Mas não antes de me encontrar com meus amigos. Eu quero me despedir. – Avisou ao outro com toda
— Juan – Seu murmuro foi ouvido de uma forma tensa, podia ver o desespero nas lágrimas que desciam por seu rosto.— Ah, então você é o cachorro chato que Christopher colocou pra cuidar da irmã? Você? – A janela já estava mais que aberta, o vento soprava para dentro com toda força.— Eu não sou nenhum cachorro e você sabe muito bem com quem está se metendo agora – Juan encarou Madeline, queria dizer a ela para ficar calma, mas não sabia bem o que fazer ou dizer no momento. Sacava a arma e atirava em todos? E se acertasse a garota? Não iria morrer de todo jeito? — Larga a garota.— Meu pai quer falar com ela – Avisou em tom de deboche. Juan estreitou o olhar e deu um passo a frente. — Seu pai quer falar com a Irmã do Christopher? Ah, seu pai é o Gael? – O homem confirmou, e assim que o fez, Madeline tentou se soltar e chutar o homem ao lado, que desviou. O outro que a segurava acabou apertando ainda mais seu pescoço, despertando a ira de Juan que avançou contra os dois.Mandar dois hom
Tudo que conseguia escutar no momento era o som do carro. Ninguém disse enquanto percorriam a cidade, ao menos era isso que Madeline pensava enquanto estava abaixada no carro com olhos fechados, os ouvidos tampados. Demorou um tempo até o carro parar. Portas se abriram, mas Madeline continuou ali, abaixada na esperança de ser totalmente ignorada pelas pessoas ao seu redor. Em sua mente vinha apenas a imagem daquele homem gritando e xingando, ao mesmo tempo em que perfurava sua carne. Aquilo foi muito bom e esperava ter terminado o serviço. — Madeline... – A porta ao seu lado abriu e a voz de Jade soou em seus ouvidos, mas ela ficou ali, petrificada. — Você precisa sair, o avião tem que decolar agora. — Avião? – Ela ergueu a cabeça notando que estavam na pista... Juan disse que estaria pronto apenas no outro dia. Levantou de uma vez e saiu do carro junto da garota que riu ajeitando seu cabelo. — Juan disse... — Vamos. Temos que sair agora daqui. Madeline assentiu e seguiu pa
Quando Christopher soube da história de sua irmã, limitou-se apenas em sorrir como se fosse uma diversão para seus ouvidos saber que sua irmã, a querida e delicada Madeline Jones, havia esfaqueado um cara, mas não um simples cara, pois era o homem que assassinou sua mãe, e foi o mesmo também que prendeu as algemas e deu tchau lhe soltando um beijo como se não tivesse acabado de fazer a pior atrocidade em sua vida.— Ela realmente fez isso? – Perguntou lentamente ao virar e encontrar Kim com os olhos arregalados olhando as fotos enviadas por seus amigos em Seant.— Você acha isso engraçado? Se esse idiota tiver morrido, acha que Gael não vai surtar outra vez e cometer uma atrocidade? E se ele tentar fazer algo contra o Wil que ficou?— Ele não vai fazer nada, e não sabemos se ela realmente o matou. E se tiver matado? Quem somos nós para julgar? O cara matou a mãe dela. Grace Jones era uma grande mulher.— Por mais que sua irmã seja vingativa, tudo sem o seu momento, e esse não era o do
Christopher andava de um lado para o outro naquele pequeno corredor do lado de fora do quarto de Madeline. Não queria sair de lá até saber se estava tudo bem com ela. Ao redor, Jade e Karen acamparam por ali, Kim ficou na escada, mas escutava tudo que acontecia na casa, e por fim, Juan ao lado a porta, calado e com a perna esticada, já devia ter parado de doer, mas continuava latejando. De repente, Christopher parou e agachou diante de Juan, o garoto apenas o encarou como se duvidasse de qualquer coisa que fosse falar antes mesmo de começar. Chris não era homem de conversa. O que queria agora?— Ainda dói a perna? – Juan negou, mas era mentira — Que merda deu na sua cabeça para sair correndo daquele jeito?— Eu sabia que Mikael não estava sozinho. E sabia também que se mais alguém entrasse na casa eu não conseguiria proteger a Madeline e a mim. Tive que arriscar. – Olhou para a perna e depois para seu chefe — Não me acertaram de verdade, foi de raspão.— Quando estavam sozinhos, q
— Tem certeza que está melhor? – Perguntou outra vez depois de colocar o prato vazio de lado — Porque se ainda quiser comer algo, eu mando fazerem tudo. – Madeline revirou os olhos dando uma risada no final, Christopher conseguia ser fofo de alguma forma que ela não sabia explicar. Bom, talvez entendesse, mas esperava que fosse apenas coisa da sua cabeça. — Para de me entupir de comida. Já disse que estou melhor. Para com isso – Pediu com carinho dando outro sorriso de arrasar o coração de Christopher — Só preciso beber água e do meu suco. Eu gosto de saber que estão todos cuidando da minha pessoa incrível.— Claro que estão todos aqui para cuidar de você. – Se aproximou mais sentando na cama, — Mas precisamos conversar, ok. Sobre o que aconteceu lá na sua casa.— Ele morreu, foi? Me diz que sim? – Implorou após uma longa golada de seu suco preferido. Aquilo era perfeito em tantas línguas. — Sinto muito que ache isso ruim, mas eu queria vingar minha mãe.— Por sorte Will ainda está n
- Não me mate de susto - Kim baixou a arma vendo o garoto apenas respirar profundamente antes de entrar na sala, agora com mais calma e parou perto da mesa. Christopher também baixou a sua e apesar de querer perguntar o que tinha acontecido, não precisou - Me conta uma notícia boa, porque eu acho que não estamos mais na procura de coisas ruins.- Não. Eu não tenho uma boa notícia, tentei entrar em contato com o Will mais cedo e sabe quem atendeu? Um idiota que não faço ideia de quem seja. Disse que qualquer que fosse o plano que estávamos tramando, eles sempre estavam um passo à frente e tem mais... A morte de Mikael, jamais irá ficar impune.- Ah meu Deus, aquele outro idiota morreu também. Ah, mas não temos mesmo nem um dia de paz nessa droga! - Kim sacou o celular.- O que você vai fazer? - Milour perguntou ao chefe que desviou o olhar - A morte dele não ficará em vão, a gente tem que fazer alguma coisa. Juan não deixará isso passar.- Não vamos deixar. Kim, eu quero que mande