— Oi, para você também, Patrícia. – Ela estava totalmente arrependida de ter atendido aquela ligação. Claro que Max ouvira, de tão alto que ela falava. Já imaginava o olhar e a risada dele, quando o encontrasse na banheira.
— Eu estou bem, e no hotel. Olha. — Virava lentamente a câmera para o quarto — Não tem que se preocupar, só fiquei um pouco ocupada. — Lola estava sentada na cama um pouco longe do banheiro, enquanto pedia à amiga para se acalmar e explicava que estava no quarto e não podia conversar muito naquele momento.
— Imagino a sua ocupação, esse rímel borrado e a bagunça que está no seu cabelo. Deve ser muito importante, para ter tomado todo seu tempo. — Paty sabia
Lola não era o tipo que queria atenção e holofotes. Tinha o perfil discreto e cuidadoso, somente buscando o melhor para si sem validação alguma de quem nem conhecia. Ele faria de tudo para evitar que algo do tipo acontecesse. Mas para ele estava claro que queria ver lá novamente, vinha pensando desde o momento que acordou ao lado dela mais cedo, ter outra oportunidade e que não fosse somente em uma cama de hotel.Queria mostrar a ela, o mundo dele, da mesma forma. Ao mesmo tempo que ainda acariciava o rosto dela com cuidado, a ponto de se mostrar aberta e com mesmo interesse. E por um momento pensar sobre a possibilidade. – Eu topo. – Ela beijava a palma da mão que apoiava o rosto gentilmente. – Mas isso não quer dizer que já vou conhecer sua família? Ou que já estamos namorando? –– Não, isso não. – Até Max ia querer evitar aquele encontro com sua mãe e principalmente seu irmão o máximo possível. – Só definindo os próximos encontros? – A dúvida pairava sobre como deveriam chamar
Então Ellora, lhe contou como conheceu Patrícia no ginásio, como amiga, sempre a metia em loucuras, principalmente tentando tornar Lola menos nerd e mais popular, palavras delas. Mas as duas se completavam. Somado ao fato de serem de famílias brasileiras, se entendiam como ninguém e, com o tempo, a maturidade veio e tudo se tornava mais fácil. – Sempre achei que você seria uma daquelas meninas populares e amadas por toda a escola e até líder de torcida. – Max oferecia outro morango na boca dela, que sorria com toda a delicadeza e se divertia enquanto contava a própria história. – Eu fui cheerleader nos 2 últimos anos do colégio, mas só para ganhar pontos extras para a faculdade e eu adoro dançar, as acrobacias eram divertidas. Foi bem legal. Era ótima. – Ela mesma apoiava na borda da banheira com um olhar orgulhoso e até levantava o queixo para reafirmar. – Ah! Vai ter que fazer um número para mim. Por favor! – Ele já imaginava usando o uniforme de Cheerleader e sendo levantada
Na manhã seguinte, era o dia em que Max deveria ir embora e, no fundo, os dois sentiam o peso do fim da pequena aventura do final de semana. Até se esqueciam por aquelas horas da vida alheia que os esperavam.Quando Ellora abria os olhos, eram os dele que encontrava analisando cada detalhe do seu rosto e os dedos mais uma vez gentis passeavam por ele.– Acordado faz tempo? – Ela falou tão baixo, que quase parecia um segredo. — Não, só alguns minutos. Mas deixei você dormir um pouco mais. – O sorriso dele parecia pacífico, assim como os olhos.– Quer descer para tomar café? – Ela não sabia quanto tempo levou, mas a última coisa que ouvia enquanto estava por cima dele outra vez, o beijando por completo, era Max pedindo que olhasse nos olhos dele, enquanto gozava.O sorriso de satisfação dele era indescritível quando a via se desmanchando com os toques das mãos, incentivando-a a continuar se movendo e rebolando devagar até ele mesmo se entregar com os lábios colados nos dela, sussurrando novamente o nome e o quanto era gostosa.Ellora ficou longos minutos deitada no peito de Max como se não quisesse se separar, ele sentia o mesmo. Até o sexo teve um sabor de despedida.Apenas acariciava as costas lentamente, entre sussurros e risadas, até ouvir as batidas na porta, era o café da manhã sendo entregue.Comeram juntos no quCapitulo 61
A equipe escolheu o lugar para o almoço, e ninguém reclamou ou quis contestar. Só queriam aproveitar as últimas horas juntos.A região de Venice era bem movimentada e boêmia como era conhecida, mas ainda encontrava lugares secretos e tão elegantes quanto gostariam e se sentava em uma mesa perto da janela do restaurante. Em direção ao oceano imenso da costa oeste, Ellora agradecia mentalmente a escolha de Raj, havia feito um ótimo trabalho.Lá eles beberam vinho e, acompanhado do menu degustação que levava o nome da região, que para surpresa deles, era melhor do que imaginavam.Vez ou outra notava um olhar curioso de quem atendia a mesa, talvez alguém que o reconhecia, mas não se preocupam em disfarçar, Lola sabia que a equipe tinha passado todos os pontos para administração do lug
A melhor forma era tentar quebrar o clima e levar tudo para o lado mais simples, e focar no momento.– Você surpreendentemente é muito bom em geografia. – E muito atento aos detalhes também. Acabava esquecendo daquele desenho.– É o contorno do país e o triângulo vermelho marca o estado em que minha mãe nasceu. Ela é de uma região conhecida como triângulo mineiro, no estado de Minas Gerais. – O olhar de Max era do tipo de confusão, não entendia bem. E fez rir, tinha que explicar com mais detalhes.– Duvido que conheça, mas é uma região bem bonita. Existe mais no Brasil do que Rio de Janeiro?– É bem bonita, dei
Havia um misto de saudades que nem começara ainda enquanto a beijava, era cuidadoso e fazia questão de sentir a língua dela o tocar devagar. Um beijo quente e molhado, sem pressa para terminar, e um toque de despedidas. Não era só ele que estava daquela forma, sentindo saudades dela e aproveitando cada segundo que restava. Então, segurava o rosto mais uma vez e admirava o sorriso junto ao suspiro pelo fim do dia, juntos. Os lábios ainda tocavam em um leve roçar. – Me avisa quando pousar, mesmo que seja madrugada aqui. Ok? – Os olhos de Ellora brilhavam, estava um misto de emoções, que não conseguia pensar em outra coisa. Apenas deixava as próprias mãos acariciando as dele e os braços que a seguravam. Max só fez que sim com a cabeça e a beijou de novo sem dizer mais nada. Só então ele seguiu para o jato e ela para o carro que a levaria para casa. Ainda sentia os lábios molhados e quentes pelo último beijo. 3 horas na estrada para absorver os últimos 3 dias e todas as promes
Entre Lola resumir como foi sair da empresa e caminho até o hotel reforçava a estranheza de ter alguém fazendo tudo por ela, até a surpresa por ter um quarto só para ela, mas nada mudava o fato de o quanto estava nervosa e nem sabia como cumprimentá-lo e contou como foi beijá-lo de novo depois daquelas semanas. Como se tudo tivesse sumido da cabeça dela depois do abraço que ganhou. — Foi melhor que o primeiro, foi do tipo que me deu todas as respostas das minhas dúvidas sobre estar naquele lugar com ele. Só que dessa vez foi mais ousado, como se ele quisesse me mostrar de verdade quem ele era. – A lembrança fez Lola suspirar e pegou Patrícia de surpresa, que nem piscava.— Para ter uma ideia, eu cheguei a sugerir da gente nem sair, porque queria transar com ele na mesma hora. – A última frase fez a amiga rir, se divertindo com a confusão, nunca viu Lola daquele jeito. Realmente tiveram um primeiro encontro, o jantar tinha sido perfeito, em todos os sentidos. A atenção que deu a el