Amanda:— Por que você veio heim? — Adam questionou impaciente — Não sei o que está fazendo aqui.Aquele idiota inútil. Além de se recusar a me dar informações sobre o Connor, ainda estava reclamando por me dar uma simples carona. Já não bastava ser humilhação o suficiente ir até lá espremida ao lado dele e da noivinha ridícula dele naquela caminhonete velha que cheirava a óleo de motor.— Não está na cara? — Lisa sorriu sem vontade — Ela veio dar em cima do Connor.Aquela cretina. Por que ela era assim tão aversão a ideia de eu me aproximar daquele cowboy? Não podia ser ainda por causa do que aconteceu aquela noite no ginásio, ninguém se lembrava mais disso.— Eu vim ver a sessão de fotos do Connor! — falei — Quero ver se ele está se saindo bem.— Conta outra Amanda! — Lisa resmungou — Todo mundo sabe que você não dá ponto sem nó.— Ridícula! — aquela mulher insuportável tinha mesmo que me queimar? — Eu não sei o que o Adam viu em você.— Olha só, Amanda, se você vai até lá, se comp
Alana:— Cheguem mais perto um do outro! — Collin pediu — Não sejam tímidos.— Já não basta ter que passar por uma humilhação dessas, ainda tenho que ficar me esfregando em marmanjo semi-nú! — Adam reclamou.— Acha que eu também gosto disso? — Jack questionou — Em toda a minha vida eu nunca fui tão humilhado.Ver aqueles três sem camisa e fazendo o máximo esforço para não encostar um no outro era realmente hilário.— Tudo bem, isso não está dando certo! — Collin reclamou — Vamos dar uma pausa.— O que há de errado? — questionei ao me aproximar dele.— Coloquei o seu irmão no meio porque ele tem um bom porte, e se destaca bem, mas não está funcionando! — ele disse — Ele e esse tal de Jack parecem não se suportar.— E não se suportam mesmo! — admiti baixinho — eles se odeiam.— E o que fazemos agora? — ele questionou.— Eu não sei! — respondi na defensiva — Você é o fotógrafo de milhões de dólares aqui, não vou te pagar se tiver que te ensinar o seu trabalho.— Você é cruel, Alana! — re
Alana:Meu coração disparou instantaneamente ao ouvir o que ele disse. Seus olhos se fecharam e ele sorriu olhando em direção ao teto.— Você mentiu pra mim! — Connor acusou.— Como eu menti? — questionei.— Você disse que não se lembrava de nada! — ele disse — E agiu como se não lembrasse de nada. Fez tudo isso de propósito.Sim. Eu não queria ter que aguentar o constrangimento de ter que encará-lo depois de assumir que me lembrava.Era ridículo, não é? Uma adulta que não tem coragem de assumir as consequências dos próprios atos.— Eu fui atrás de você naquele dia! — contou — Me enchi de coragem para ir até a sua casa e dizer que gostava de você há muito, muito tempo, mas você não estava mais lá.Ele gostava de mim? Ele estava falando sério ou era apenas a bebida falando mais alto?— Você acha que alguma coisa teria sido diferente se eu tivesse perseguido você? — ele questionou.— Provavelmente não! — neguei. Afinal, aquele não era o nosso tempo.— Uau! — ele sorriu sem vontade — O
Connor:Os primeiros raios de sol tinham o céu quando eu abri os olhos e encarei o teto.Senti meu braço pesar, e então olhei para o lado.Alana dormia tranquilamente aconchegada ao meu corpo.Como ela chegou ali? Por que ela estava dormindo na minha cama? Nos meus braços?Ergui um pouco meu corpo, a admirando enquanto ela dormia, as bochechas rosadas com pequenas sardas enfeitando seu rosto, os longos cílios claros, o nariz arrebitado e os lábios vermelhos que pareciam implorar para serem beijados.Me curvei sobre ela, me aproximando lentamente de seus lábios até ficar a mínimos dois centímetros de distância.— O que eu estou fazendo? — questionei me afastando dela — Eu estou ficando louco?Com cuidado, retirei o meu braço debaixo de sua cintura e me sentei sobre a cama, tentando me lembrar do que aconteceu na noite anterior.Após um pequeno esforço algumas memórias retornaram como flashes.Apenas me lembrava de beber muito, e de segurar a Alana para que ela não fosse embora, com cer
Alana:— Só não quis que nós dois ficassemos constrangidos! — contei.— Foi ainda mais constrangedor saber que você estava fingindo não se lembrar! — ele disse — Foi tão ruim assim que você queria se esquecer daquela noite?— Não! — me apressei em negar — Não foi ruim. Não foi, de verdade. — Não foi? — ele questionou confuso — Então, por que, realmente, você fingiu não se lembrar que era eu?— Porque eu não queria ter que ficar vermelha igual a uma adolescente sempre que olhasse para você! — respondi — Não queria parecer tão ridícula depois de ter tomado a atitude naquela noite!— Eu não acho ridículo! — ele disse — Na verdade é até bem fofo ver você corar.Ele estava brincando comigo? Ou estava ao mesmo sendo sincero sobre eu parecer fofa quando estava corada?— Sendo bem sincero, eu prefiro quando você cora e fica envergonhada do que quando age igual a uma megera! — ele disse — Não gosto muito da pessoa que você se tornou.— Bem sucedida e independente? — perguntei.— Cruel, fria e
Alana:— Eu devo a você um pedido de desculpas! — José falou ao me servir um copo d'água — Achei que o chefe só queria te ouvir porque você é bonitinha. Mas eu percebi que estava errado, você não é o tipo de pessoa que eu achava que fosse.O que deu nele para resolver ser tão sincero do nada?— Que tipo de pessoa você achava que eu fosse? — perguntei antes de levar o copo aos lábios e beber um gole.— Uma típica mulher de New York!! — ele disse — Metida, mimada e cheia de si.— Não sou mimada, isso eu posso jurar! — falei — Talvez metida e cheia de si, mas não o bastante para arriscar a vida de um animal indefeso apenas para parecer legal.— E como soube? — ele questionou — O que fazer, quero dizer.— Ela queria ser veterinária! — Connor respondeu ao se aproximar de nós dois — Como o pai, o doutor Vincent Wayne, e o irmão, o doutor Adam Wayne! — Está dizendo que ela é filha do doutor Wayne? — José perguntou confuso.Eu estava ainda mais confusa por saber que existia alguém com mais d
Alana:Tinha alguém agindo ainda mais estranho do que o Adam, e era aquele cowboy.Depois de acidentalmente acabarmos dormindo juntos ele parecia feliz, sorridente, dizia coisas estranhas e parecia estar mais gentil do que o normal.Não que ele não fosse gentil, mas, antes estávamos sempre em pé de guerra, e agora que ele havia revelado as suas reais intenções, ele parecia mais atencioso.O problema era que, eu não conseguia acreditar nas reais intenções de um homem a muito tempo, principalmente um homem de Erwin, o que fazia de Connor Mackenzie para mim um homem muito suspeito.Estremamente bonito, sexy e viril, porém muito suspeito.Passei quase o dia todo visitando os lugares mais bonitos de Erwin, acompanhada por Collin, que aproveitou para fazer alguns cliques.— Deveria colocar esse lugar na primeira página da revista! — Collin sugeriu admirando a vista do Nolichucky River — Tem um acampamento, rafting e tubing, além de uma bela vista. Esse lugar é incrível. Eu não entendo, o qu
Alana:Já passava das cinco da tarde quando deixei o Collin no hotel para retornar a fazenda.Mas, ao passar em frente a um supermercado pensei que talvez devesse retribuir a gentileza do Connor em aceitar fazer as fotos e ainda permitir que eu ficasse em sua casa.Deixei o carro no estacionamento e segui até o supermercado.Olhando para as prateleiras, pensei no que eu deveria cozinhar. Talvez ele não gostasse de comidas cheias de frescura.Mas haviam pratos deliciosos que poderiam ser feitos facilmente em qualquer cozinha.Comprei batatas, azeite, ovos, páprica defumada, orégano, queijo, pimenta do reino, salsinha, mostarda amarela em pó e uma peça de filé mignon.Para acompanhar o jantar, escolhi o melhor vinho que havia na prateleira, não era tão sofisticado, mas pelo menos era de uva primitivo.Após fazer o pagamento no caixa, peguei as sacolas e levei para o carro.Demorou poucos minutos até que eu chegasse a fazenda.— Já está de volta, senhorita Wayne! — José me saudou com um