Alana:Já passava das cinco da tarde quando deixei o Collin no hotel para retornar a fazenda.Mas, ao passar em frente a um supermercado pensei que talvez devesse retribuir a gentileza do Connor em aceitar fazer as fotos e ainda permitir que eu ficasse em sua casa.Deixei o carro no estacionamento e segui até o supermercado.Olhando para as prateleiras, pensei no que eu deveria cozinhar. Talvez ele não gostasse de comidas cheias de frescura.Mas haviam pratos deliciosos que poderiam ser feitos facilmente em qualquer cozinha.Comprei batatas, azeite, ovos, páprica defumada, orégano, queijo, pimenta do reino, salsinha, mostarda amarela em pó e uma peça de filé mignon.Para acompanhar o jantar, escolhi o melhor vinho que havia na prateleira, não era tão sofisticado, mas pelo menos era de uva primitivo.Após fazer o pagamento no caixa, peguei as sacolas e levei para o carro.Demorou poucos minutos até que eu chegasse a fazenda.— Já está de volta, senhorita Wayne! — José me saudou com um
Connor :— O que disse? — O que você está fazendo, cowboy? — ela questionou — Você não tinha o direito de fazer o meu coração disparar.O coração dela o que?— Você é bonito e forte, tem um sorriso bonito e olhos bonitos também! — ela disse — E mesmo que pareça ser apenas um caipira chucro e intrometido, você é sensível e muito mais gentil do que a maioria dos homens deste país.— Essa é uma bela forma de fazer um elogio! — sorri.— Você vai me beijar agora? — ela perguntou.— O que? — perguntei surpreso.— Você me beijou mais cedo! — ela se lembrou — E o Collin também disse que você gosta de mim.— Acho que o Collin fala demais! — resmunguei.Aquele maldito fotógrafo fofoqueiro de uma figa, se ela não tinha chance alguma com ela, queria anular as minhas também? Idiota.— Então, ele estava mentindo? — ela perguntou se levantando sobre a cama — Você não gosta?— Eu gosto! — afirmei — Mas não é um bom momento para falar sobre isso.Ela tocou suavemente meu rosto com a nota dos dedos, a
Alana:Jantar na casa dos meus pais, do nada um convite desses, sobre o pretexto de me pedir desculpas.Estava bem na cara que tinha o dedo da Amanda nessa história.Mas, se ela achava que se encolhendo embaixo das asas da mamãe protetora e defensiva iria me fazer ter medo do que quer que fosse que ela estivesse aprontando, ela estava muito enganada.Os únicos motivos que me fizeram aceitar aquele convite foi a cara de decepção do meu pai e a curiosidade de saber o por que dá digníssima Martha Wayne, pilar da sociedade de Erwin, uma "mulher de Deus", que sempre estava certa, me convidar para jantar com eles.Algo me dizia que aquela noite iria me revelar muitas surpresas.Após deixar o banheiro, procurei algo para vestir na mala e me troquei. Me sentei na cama para calçar os sapatos, e então olhei para o móvel.— Como eu cheguei até aqui ontem a noite? — perguntei baixinho.Eu não me lembrava de quase nada depois da segunda taça de vinho. Mas, algo me dizia que eu estava esquecendo d
Alana:— Como eu avancei? — questionei — Será que pode ser mais clara?— Alana, você...— Querida, tenha modos! — Martha pediu — Por favor.— Por que não a deixa falar? — Adam perguntou — Eu gostaria muito de ouvir a próxima pérola maravilhosa que sairia dos lábios da sua filha preciosa, mamãe.— Temos visita, filho, vamos ser cortezes, sim? — ela sorriu — Eu gostaria de ter convidado o Jack também, mas achei que talvez a Alana se sentisse desconfortável?— Por que eu me sentiria desconfortável? — questionei soltando os garfos — E por que você convidaria o Jack? Ele também é da família?— Ele é um bom rapaz. Vem de uma boa família, e gosta muito de você! — ela disse — Vocês dois namoraram tanto tempo e quase noivaram, quando você o deixou por uma bobagenzinha!— Bobagenzinha? — foi a vez de Adam soltar os talheres — Francamente mãe, quando vai parar com esse mal hábito de diminuir a Alana e colocar a Amanda em um pedestal?— Eu não quis dizer nada disso! — ela sorriu — Eu só quis dize
Connor:Parei a caminhonete em frente a varanda da fazenda e encarei o carro esportivo parado ao lado.O que será que ela quis dizer com " Te vejo em casa, cowboy"?E por que será que ela revelou para todos eles o que aconteceu entre nós dois?Será que aquilo tudo era apenas para provocar a irmã, ou havia mais coisa por trás de suas palavras?Talvez eu só estivesse pensando demais.Tirei a chave da ignição e deixei o carro indo em direção a casa.O relógio marcava nove e quarenta da noite, ela certamente já estaria dormindo.Abri a porta e entrei, apenas para me deparar com a visão de uma ruiva sentada no sofá enquanto bebia uma xícara de café.— Você demorou! — ela disse se levantando — Ficou ponderando se cometeu ou não um erro ao dizer que não queria nada com a Amanda? Ela colocou a xícara sobre a mesa de centro e soltou um suspiro resignado.— Sabe, eu acho que entendo você! — ela disse — A Amanda é jovem e bonita, tem um belo corpo, deve ser mesmo difícil dizer não a alguém como
Alana:Gemi alto ao sentir sua língua tocar a minha intimidade, se insinuando em meu ponto mais sensível.— Você está me deixando louco, joaninha! — ele disse.Era a mim que ele dizia isso? Quando era eu quem estava enlouquecendo com o toque dele?— Não se segure então! — declarei.Connor ergueu a cabeça, fazendo contato visual comigo.Seus olhos pareciam duas brasas de fogo acesas, prestes a me queimar.Eu já conhecia bem o seu potencial, mas, nada, absolutamente nada, havia me preparado para o que viria a seguir.Connor se ergueu sobre a cama e se despiu de sua última peça de roupa.— Ca... cacet... — gaguejei ao contemplar a visão daquele cowboy nú na minha frente — Cacetada. Mas, que porra é essa?— Ainda não, joaninha! — ele sorriu voltando a se deitar sobre meu corpo — Ainda não chegamos nessa parte.— Espera, espera, espera! — pedi o segurando pelos ombros.— O que foi? — ele quis saber.— Sempre foi assim? — questionei preocupada — Quero dizer, vai devagar, ok? — Como quiser!
Alana:— Onde se meteu esse cretino desgraçado? — ela gritou furiosa — Eu saio por um momento e ele já resolve pular a cerca.Vadia?Vagabunda?Só podia ser brincadeira.Não era possível que na primeira vez em que eu finalmente me abria para um homem, uma louca aparecia gritando por seu nome e me chamando de vagabunda.Então, eu era uma diversão para aquele maldito cowboy idiota?Aquela situação era tão ridícula que chegava a ser engraçada.Me levantei rapidamente da cama e recolhi as minhas peças de roupa espalhadas pelo chão.O sutiã e a calcinha que haviam ido parar em cima da cômoda.Retornei ao quarto onde eu dormia e enfiei as minhas roupas da mala de qualquer jeito e recolhi meus pertences enquanto a mulher seguia gritando e me ofendendo até a sétima geração lá embaixo.Me vesti, calcei meus sapatos e abri a porta só para dar de cara com o Connor com um olhar de desespero.— Alana, sobre isso... — seu olhar pousou na minha mala — Onde você está indo?— Onde? Você quer saber. —
Connor:"— Alana, onde ele está? — uma voz masculina ecôou do lado de fora — Onde está o safado?Me levantei abruptamente da cama e olhei em volta. Eu havia dormido no quarto dela.— Aparece cretino! — ele tornou a gritar — Onde você escondeu aquele canalha?Maldita hora em que eu fui para a cama com ela. Agora aquele cara estava gritando igual um louco do lado de fora, como se eu fosse um..."É. Pensando por esse lado, talvez eu ficasse mesmo furioso, e até pensasse igual a ela.Mas que merda. Por que a Ginny era tão infantil e doida assim?Por que ela sempre vinha procurar por alguma amante do Teddy justo na minha casa?Por que ela não ia procurar por ele nos lugares onde ele sempre estava. Na caminhonete a beira do parque, completamente embriagado. Ou dormindo na adega do cowboy. No ginásio onde eles começaram a namorar.Tantos lugares para ela procurar por ele depois deles brigarem e ela tinha que vir justo a minha casa? E logo depois de eu finalmente me entender com a Alana?Eu