Alana:Jantar na casa dos meus pais, do nada um convite desses, sobre o pretexto de me pedir desculpas.Estava bem na cara que tinha o dedo da Amanda nessa história.Mas, se ela achava que se encolhendo embaixo das asas da mamãe protetora e defensiva iria me fazer ter medo do que quer que fosse que ela estivesse aprontando, ela estava muito enganada.Os únicos motivos que me fizeram aceitar aquele convite foi a cara de decepção do meu pai e a curiosidade de saber o por que dá digníssima Martha Wayne, pilar da sociedade de Erwin, uma "mulher de Deus", que sempre estava certa, me convidar para jantar com eles.Algo me dizia que aquela noite iria me revelar muitas surpresas.Após deixar o banheiro, procurei algo para vestir na mala e me troquei. Me sentei na cama para calçar os sapatos, e então olhei para o móvel.— Como eu cheguei até aqui ontem a noite? — perguntei baixinho.Eu não me lembrava de quase nada depois da segunda taça de vinho. Mas, algo me dizia que eu estava esquecendo d
Alana:— Como eu avancei? — questionei — Será que pode ser mais clara?— Alana, você...— Querida, tenha modos! — Martha pediu — Por favor.— Por que não a deixa falar? — Adam perguntou — Eu gostaria muito de ouvir a próxima pérola maravilhosa que sairia dos lábios da sua filha preciosa, mamãe.— Temos visita, filho, vamos ser cortezes, sim? — ela sorriu — Eu gostaria de ter convidado o Jack também, mas achei que talvez a Alana se sentisse desconfortável?— Por que eu me sentiria desconfortável? — questionei soltando os garfos — E por que você convidaria o Jack? Ele também é da família?— Ele é um bom rapaz. Vem de uma boa família, e gosta muito de você! — ela disse — Vocês dois namoraram tanto tempo e quase noivaram, quando você o deixou por uma bobagenzinha!— Bobagenzinha? — foi a vez de Adam soltar os talheres — Francamente mãe, quando vai parar com esse mal hábito de diminuir a Alana e colocar a Amanda em um pedestal?— Eu não quis dizer nada disso! — ela sorriu — Eu só quis dize
Connor:Parei a caminhonete em frente a varanda da fazenda e encarei o carro esportivo parado ao lado.O que será que ela quis dizer com " Te vejo em casa, cowboy"?E por que será que ela revelou para todos eles o que aconteceu entre nós dois?Será que aquilo tudo era apenas para provocar a irmã, ou havia mais coisa por trás de suas palavras?Talvez eu só estivesse pensando demais.Tirei a chave da ignição e deixei o carro indo em direção a casa.O relógio marcava nove e quarenta da noite, ela certamente já estaria dormindo.Abri a porta e entrei, apenas para me deparar com a visão de uma ruiva sentada no sofá enquanto bebia uma xícara de café.— Você demorou! — ela disse se levantando — Ficou ponderando se cometeu ou não um erro ao dizer que não queria nada com a Amanda? Ela colocou a xícara sobre a mesa de centro e soltou um suspiro resignado.— Sabe, eu acho que entendo você! — ela disse — A Amanda é jovem e bonita, tem um belo corpo, deve ser mesmo difícil dizer não a alguém como
Alana:Gemi alto ao sentir sua língua tocar a minha intimidade, se insinuando em meu ponto mais sensível.— Você está me deixando louco, joaninha! — ele disse.Era a mim que ele dizia isso? Quando era eu quem estava enlouquecendo com o toque dele?— Não se segure então! — declarei.Connor ergueu a cabeça, fazendo contato visual comigo.Seus olhos pareciam duas brasas de fogo acesas, prestes a me queimar.Eu já conhecia bem o seu potencial, mas, nada, absolutamente nada, havia me preparado para o que viria a seguir.Connor se ergueu sobre a cama e se despiu de sua última peça de roupa.— Ca... cacet... — gaguejei ao contemplar a visão daquele cowboy nú na minha frente — Cacetada. Mas, que porra é essa?— Ainda não, joaninha! — ele sorriu voltando a se deitar sobre meu corpo — Ainda não chegamos nessa parte.— Espera, espera, espera! — pedi o segurando pelos ombros.— O que foi? — ele quis saber.— Sempre foi assim? — questionei preocupada — Quero dizer, vai devagar, ok? — Como quiser!
Alana:— Onde se meteu esse cretino desgraçado? — ela gritou furiosa — Eu saio por um momento e ele já resolve pular a cerca.Vadia?Vagabunda?Só podia ser brincadeira.Não era possível que na primeira vez em que eu finalmente me abria para um homem, uma louca aparecia gritando por seu nome e me chamando de vagabunda.Então, eu era uma diversão para aquele maldito cowboy idiota?Aquela situação era tão ridícula que chegava a ser engraçada.Me levantei rapidamente da cama e recolhi as minhas peças de roupa espalhadas pelo chão.O sutiã e a calcinha que haviam ido parar em cima da cômoda.Retornei ao quarto onde eu dormia e enfiei as minhas roupas da mala de qualquer jeito e recolhi meus pertences enquanto a mulher seguia gritando e me ofendendo até a sétima geração lá embaixo.Me vesti, calcei meus sapatos e abri a porta só para dar de cara com o Connor com um olhar de desespero.— Alana, sobre isso... — seu olhar pousou na minha mala — Onde você está indo?— Onde? Você quer saber. —
Connor:"— Alana, onde ele está? — uma voz masculina ecôou do lado de fora — Onde está o safado?Me levantei abruptamente da cama e olhei em volta. Eu havia dormido no quarto dela.— Aparece cretino! — ele tornou a gritar — Onde você escondeu aquele canalha?Maldita hora em que eu fui para a cama com ela. Agora aquele cara estava gritando igual um louco do lado de fora, como se eu fosse um..."É. Pensando por esse lado, talvez eu ficasse mesmo furioso, e até pensasse igual a ela.Mas que merda. Por que a Ginny era tão infantil e doida assim?Por que ela sempre vinha procurar por alguma amante do Teddy justo na minha casa?Por que ela não ia procurar por ele nos lugares onde ele sempre estava. Na caminhonete a beira do parque, completamente embriagado. Ou dormindo na adega do cowboy. No ginásio onde eles começaram a namorar.Tantos lugares para ela procurar por ele depois deles brigarem e ela tinha que vir justo a minha casa? E logo depois de eu finalmente me entender com a Alana?Eu
Amanda:Pelo para-brisas do carro eu vi exatamente o momento em que o Connor entregou um buquê de flores vermelhas para a Alana.Eu sabia que não deveria confiar no rostinho bonito e inocente daquele cowboy.— São rosas ou margaridas? — Jack perguntou estreitando os olhos para enxergar melhor.— Margaridas vermelhas, Jack? São tulipas seu boçal! — reclamei indignada — Mas, francamente, a espécie de flor é o importante agora? Eles estão sorrindo um para o outro.— Talvez ele esteja tentando conquistar ela, e a Alana seja gentil demais para recusar as flores dele. — Jack disse com a voz mais baixa que o normal.— Acredita mesmo nisso? — ele era mesmo um idiota inútil — Você também deu flores a ela, a Alana recebeu por educação?Ele apenas balançou a cabeça em negativa.— Você não percebe nada mesmo! — reclamei — Pela forma como agiram na minha casa e pela forma como estão agindo agora, esses dois fizeram muito mais do que trocar sorrisos.— Está sugerindo que a minha Alana e esse roceir
Connor:— A garota perfeita? — repeti — É, eu acho que sim.— Humm, que exigente! — ela sorriu de forma engraçada — Agora eu estou curiosa sobre ela. Quando a encontrar, eu quero conhecê-la. Nós apresente, por favor.Ela estava mesmo falando sério?Há menos de uma hora atrás ela estava fazendo loucuras comigo em um quarto, e agora ela falava sobre querer conhecer a garota perfeita para mim?Eu era uma piada para ela? Ou ela simplesmente não levava a sério o que havíamos feito?Talvez ela simplesmente não me levasse a sério.E se eu fosse apenas um passatempo para ela?Uma mulher de negócios bem sucedida deixava seu posto de CEO por alguns dias e se envolvia com um cowboy do interior do Tenessee para se divertir e se esquecer da monotonia da sua vida bem sucedida em New York. Isso era bastante comum e bem provável de acontecer.Mas, eu não queria isso para mim.Eu não queria ser um simples objeto de diversão para a vida chata e monótona que ela havia deixado em New York, vida para qual