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Todos os capítulos do Ceo Solitário : Capítulo 21 - Capítulo 30
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21. CÉLIO
Tentei me afastar da Luna, mas foi impossível. Quando não estava olhando- a pelas câmeras, mandava Carlos segui-la e saber com quem ela andava. Soube por ele, que Eduardo e ela se encontraram algumas vezes. Aquele safado deve estar tendo um caso com a Luna e a tal Liara, pois Ivana descobriu que essa moça sempre está na companhia dele também. Mesmo assim me mantive distante, só falava com Luna o necessário, inclusive sobre a viagem que ela disse não de novo, para a minha decepção, mas fingi não me importar. Fui para a fazenda do Laerte acompanhado de Escobar, que não esconde a felicidade de estar casando a sua única filha. Assim que o carro para, desço e olho para o lugar que há muito tempo não pisava, mais precisamente após a morte da minha mãe. Tiro o chapéu para Laerte que cuidou de tudo com perfeição. Vejo que Nico e tia Lurdes estão à nossa espera, e quando me aproximo ela me abraça tão carinhosamente, matando a saudade. — Não está faltando alguém? Vanessa disse que uma
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22. LUNA
Conversei com Eduardo sobre ir para o casamento do Laerte e Vanessa com Elisa, e ele disse que eu fosse, mas voltasse antes da audiência. Não pensei duas vezes, arrumei as malas e comuniquei Vanessa sobre a minha ida. Ela ficou feliz e disse que eu não me preocupasse, que o motorista iria me esperar no aeroporto. No dia seguinte, embarquei com a minha pequena Elisa e, graças a Deus, fiz uma boa viagem. Quando cheguei, um simpático rapaz me esperava, Nico. Ele nos levou para a fazenda e no caminho admirei a natureza enquanto pensava no quanto Vanessa era abençoada por morar num lugar tão lindo. Quando cheguei na sede da fazenda, Vanessa já me esperava tão linda e grávida. Elisa sorriu para ela e nos abraçamos. Uma senhora muito simpática, chamada Lurdes, segurou a Elisa nos braços e quando olhei para o lado vi Célio e o seu irmão, Laerte. Ele estava com um chapéu e bota, o que o deixou mais bonito ainda. Simples, sem aquele terno que parece pesar sobre o seu corpo. Mas o seu olhar
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23. CÉLIO
Ao sair de casa passei o restante do dia fora, andando sem direção. Estou ainda perdido por Luna ter me escondido que tinha uma filha. Mas uma coisa era certa, não poderia fugir da presença dela, afinal estávamos hospedados na mesma casa. Voltei pela noite e ao entrar em casa todos já estavam em volta da mesa para jantar. Mais uma vez não tive como fugir, pois ninguém fora Laerte e Vanessa sabiam o que estava acontecendo entre Luna e eu. Eu me sentei longe dela, ignorando-a e após o jantar me afastei indo em direção ao jardim. Luna veio à minha procura e ao vê-la o meu coração acelerou. A nossa conversa começou com a confissão de que Elisa não era sua filha, mas ela a cria como se fosse, o que me faz ficar surpreso pela força e garra que ela tem. Entre confissões, choro, acusações, verdades, abri o meu coração para Luna e o meu primeiro eu te amo na vida saiu sem medo, porque não aguentava mais esconder esse sentimento. Mas a Luna não me ama, ela confessou isso me olhando nos o
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24. LUNA
Após a minha conversa com Célio, fiquei um pouco aliviada, como se tivesse tirado um peso das minhas costas, mesmo sabendo que ele ficou chateado por eu não o amar como ele quer. Cheguei no quarto e a tia Lurdes estava sentada perto do berço da Elisa. — Lurdes, desculpe a demora. — Não precisa se justificar, Luna, conheço o Célio e o Laerte desde meninos e vi o quanto a sua presença deixou meu menino inquieto. Sei que tem algo a resolver entre os dois, e essa conversa, acho que foi útil e necessária pela sua pressa de ir vê-lo. — Lurdes fala, como se lesse os meus pensamentos. — Sim, você não sabe o quanto! Ela me dá boa noite e sai. Olho Elisa que dorme igual um anjo e procuro uma roupa mais confortável para dormir, adormecendo em seguida. *** No dia seguinte Elisa acorda muito cedo aproveito para arrumá-la, em seguida fiz maquiagem e penteado. Vanessa disponibilizou profissionais para cuidar das mulheres da casa. Como Elisa já estava pronta, a deixei com Lurdes. — Ser
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25. CÉLIO
Cada vez que chego perto de Luna, só me dou conta que feri a pessoa errada. Está um pouco difícil controlar o desejo e o fogo que queima em mim, por essa mulher, que parece ser mais uma menina, que timidamente sempre desvia o olhar de mim. Eu a quero e não sei por onde começar, pois Luna vive um dos momentos mais delicados da sua vida. No casamento tentei me afastar, mas foi impossível. Laerte nos uniu e a chamei para dançar. Juro que não queria sentir nada por Luna, mas é inevitável. Na dança senti seu corpo colado ao meu, mas ela sempre se esquiva, fugindo de mim. Depois do infeliz do Leonardo tentar atrapalhar a festa, fui dar o apoio necessário ao meu irmão e o acompanhei até a delegacia. Na volta para casa, soube que Luna vai embora amanhã, troquei de roupa rapidinho e fui atrás dela. Ao chegar no estábulo, observei-a toda boba fazendo carinho nos cavalos e a tia Lurdes segurando Elisa, que ao me ver se aproximando se afastou para nos deixar sozinhos. Aproveitei para ped
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26. LUNA
Aos poucos vou ficando à vontade ao lado do Célio e o seu abraço naquele momento foi acolhedor. Eu me senti tão bem. Era como se ele quisesse me proteger. Acho que foi por isso que me envolvi naquele olhar e nos beijamos. Foi um beijo maravilhoso e me entreguei no calor dos seus braços. O envolvimento foi algo surreal, senti uma mistura de sentimentos ao provar o sabor do seu beijo, inclusive um frio na barriga e a pele arrepiando foi algo nunca sentido antes. Fico um pouco desnorteada e com vergonha pelo que acabou de acontecer. Célio ainda me pede perdão por ter me beijado, mas, no fundo, gostei do que aconteceu. Só não tive coragem de falar. Volto para casa e me tranco no quarto, lembrando-me do beijo. Passo água no rosto e alguém b**e à porta. — Filha, está tudo bem? — Lurdes pergunta desconfiada, abrindo a porta. — Está sim! Obrigada por cuidar da Elisa. Ela me entrega a Elisa e sai. Fico no quarto o restante da tarde até a hora do jantar, quando não tenho saída a não se
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27. CÉLIO
Fiquei bastante frustrado ao saber que Luna foi embora, sem ao menos falar comigo, o que só me confirma o quanto ela quer ficar longe de mim. Saí um pouco para ficar sozinho, longe de todos, e de verdade tento me colocar no lugar dela. Além de um ser bom administrador, estudei advocacia e sei que por Luna não ter uma vida estabilizada, ser solteira, dificulta bastante ganhar a guarda da criança. Sei que o amor nessas horas passa longe dos tribunais, pois só isso não conta. Após tanto pensar me lembrei da conversa que tive com Laerte, tempos atrás, sobre o que eu faria pela mulher que amo. E, hoje, vendo de perto o que Luna está passando, decido que por amá-la demais irei usar toda a minha influência e farei tudo o que estiver ao meu alcance para ajudá-la. Elisa não sairá do lado da Luna. Volto para casa e subo as escadas rapidamente, enquanto tia Lurdes me olha sem entender o porquê estou correndo. — Filho, que pressa é essa? — Vou embora, tia, tenho um assunto para resolve
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28. LUNA
Eu disse sim, para o pedido de casamento do Célio. Naquele instante, ninguém mais iria me ajudar nem fazer por mim, o que Célio está fazendo, mesmo sabendo que estou literalmente nas suas mãos. Os olhos dele exalam muito carinho e cuidado, até mesmo no modo dele falar comigo. A ficha só caiu mesmo que irei me casar quando entrei com ele na joalheria e o vi tão satisfeito, escolhendo e comprando as nossas alianças. Respiro fundo, sem saber como será daqui para frente. Célio é um homem, que vive sozinho e, de repente, toma para si uma responsabilidade grande, que é me assumir, com uma filha. Se Célio queria provar que me ama, hoje ele provou de todas as maneiras. Até o anel delicado de cristal, que fiquei apaixonada, ele me presenteou, mesmo eu não querendo aceitar. Célio abriu o coração ao dizer que se sente infeliz, ao me ver sofrer. Ele está me dando neste momento tudo que eu quero, colo, cuidado e proteção. Estou extasiada com tanta coisa acontecendo em tão pouco tempo.
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29. CÉLIO
Estou dando o melhor de mim, para que Luna se sinta bem do meu lado. Não só ela, mas a sua família. Fiquei feliz em ela aceitar fazer compras comigo e aproveitei para comprar uma boneca para Elisa. Assim que Luna se afastou, pedi ajuda da vendedora, pois quero o quarto da pequena Elisa perfeito em horas, já que pretendo levá-las ainda amanhã para o meu lar. A simpática vendedora me garantiu que tudo sairá como eu quero. Mesmo Luna insistindo em não querer comprar roupas para ela, também tive que ser insistente em fazê-la aceitar e enquanto estou esperando-a escolher os vestidos, Eduardo me liga, avisando que o casamento será amanhã à noite. Pela primeira vez, fico nervoso na vida. Como será algo simples, pedi a Eduardo que organizasse tudo. Sendo de mentira ou não, quero que tudo pareça real e que tenha as flores preferidas da Luna, que são tulipas, o resto deixei por conta dele. Observo Luna experimentando um vestido branco, que aos meus olhos ficou perfeito e quero muito
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30. LUNA
Após chegar na casa do Célio, vejo o quanto ele tem caprichado para me agradar. Até as flores que mais amo, ele mandou espalhar por toda a casa. Mas ao ver o quarto da Elisa, fiquei emocionada. Sempre lutei para dar a ela o melhor e dentro de horas vejo diante de mim, o quarto que sempre sonhei em montar para ela. Célio me surpreendeu, notei o quanto ele está preocupado conosco e em nos agradar. E como ele prometeu, uma equipe chega para cuidar de mim. — Quem são essas pessoas, minha filha? — minha tia pergunta. — Profissionais de beleza, hoje é o casamento — um deles responde. — É o quê? Casar hoje? Juro que se não tivesse um coração bom já teria morrido. — Ela põe a mão no coração. — Deixa de ser dramática, tia! Venha se arrumar também, pois não pretendo me casar mais nessa vida, essa será a única vez. Minha tia balança a cabeça em negativa, enquanto Ilma fica perto de mim. Já que Célio mandou os profissionais aqui, todas as mulheres irão se cuidar, inclusive Ilma,
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