Camila estava bêbada ao ver Gavin rindo com sua tia preferida que por sinal não concordava com o relacionamento dele com ela e mostrava abertamente que era um insulto. E todos puderam ver isso. Eles olharam para ela com pena, como se dissessem: “Você perdeu de novo” Para uma mulher tão orgulhosa quanto ela, a situação a machucava mais do que um ferro quente. Ela havia sido trocada novamente por um estrangeiro. Para ela, o ódio por Marina era quase igual ao que sentia por Sofi. —Senhores, chegou o momento mais esperado da noite, o orgulho MacLeod deve ser manifestado. Gavin revirou os olhos. —Que chato —ele comentou. — Do que se trata? —Marina perguntou. —É um costume tradicional —respondeu Fiona—, esta noite devemos celebrar o orgulho do clã, então os mais artísticos fazem demonstrações de lealdade e orgulho. —E ninguém gosta disso —murmurou Gavin. —Só porque você não é um artista não significa que todo mundo não goste disso —repreendeu Fiona—. Eu
Graham olhou para o tornozelo de Ana e ela franziu o rosto, mas ele foi gentil ao verificar, acariciou seu pé, admirando suas unhas pintadas de vermelho e a pele brilhante de suas pernas. Ana percebeu a apreciação do homem e sorriu maliciosamente. — Você quer bolo? —Ela ofereceu-lhe usando linguagem de sinais e ele balançou a cabeça, pegou o prato e entregou-o à boca dela. Ana sorriu e deixou-se alimentar. Ana pediu-lhe o telefone com cartazes e Graham sorriu e entregou-lho. Ana copiou o número dele e devolveu. —Não sei por que não pensei nessa forma de comunicação antes. Ana digitou em seu telefone e enviou a mensagem traduzida para Graham. “A festa é chata?” Graham balançou a cabeça. “Desculpe por tirar você da festa.” Graham sorriu e escreveu: “Não queria que você ficasse sem provar o bolo”. Ana sorriu. —Senhor “Zenkiu” —Ana estreitou os olhos e escreveu no celular e mandou olhando para ele com malícia. “Você já decidiu não me ignorar.”
—Você trapaceou! Marina, impressionada, ouviu a declaração desesperada ao seu lado do novo marido, muito nervoso, e tentou acalmá-lo para que pudessem sair do cassino. —Eu quero sair, amor... — Fique quieta! Marina jamais esqueceria o rosto do marido quando ele se levantou da toalha verde, o rosto dele era da mesma cor. Ele simplesmente ignorou seus apelos e enfrentou seu oponente. —É uma armadilha! —ele gritou novamente antes de jogar as cartas na mesa. “O jogo é esse, garoto”, respondeu o adversário, acendendo um charuto, parecia muito satisfeito. —Eu não vou te pagar, você fraudou o jogo! Marina agarrou o braço do marido e gritou ao ver que um homem em quem eles não prestavam atenção sacou uma arma e apontou para a cabeça do marido. Outro homem a abraçou por trás e cobriu sua boca. O adversário levantou-se e ajeitou o paletó antes de encarar o marido. —Não funciona assim, você jogou, perdeu e vai pagar. —Não posso te pagar tanto! —Ele reco
—SOCORRO, JOSÉ MANUEL!! —Marina gritou e se debateu, mas tudo foi inútil, dois homens fortes a agarraram e a levaram para os bastidores, a mulher que organizava os bastidores se aproximou dela com uma seringa e não houve nada que Marina pudesse fazer para impedir que lhe aplicassem a injeção no braço. ela começou a se sentir tonta. Tudo estava confuso, as luzes eram mais intensas, os sons mais altos, todos os seus sentidos estavam no auge, ela não perdia a consciência, mas não podia recusar ser levada. —Nnnoo, eu não quero, me deixe ir —ele continuou dizendo, mas colaborou com seus captores mesmo não querendo. Finalmente eles a tiraram de lá e rapidamente a colocaram em um helicóptero. Marina, morrendo de medo, defendeu-se coçando em vão os braços dos homens até que aos poucos perdeu a consciência... Ao acordar novamente, Marina sentiu uma profunda letargia e não conseguia ver nada, uma venda cobria seus olhos, ela queria retirá-la e suas mãos estavam amarradas, assim
—Marina! Me perdoe! Eu realmente não sabia que iria acabar assim... Marina! Assim que Marina voltou ao Rio de Janeiro, José Manuel a esperava no aeroporto com um buquê de flores e uma cara triste. Marina não queria vê-lo. —Marina, por favor, era uma questão de vida ou morte, entenda que se estamos vivos foi graças ao seu sacrifício... —Eu quero o divórcio. —Marina! Marina não aguentava mais vê-lo, ficou muito perturbada, assim que o pai a viu voltar da lua de mel ficou furioso. —O que aquele idiota fez com você? Eu sabia, vocês são crianças, mal têm 18 anos, você não deveria ter se casado com ele. Marina não respondeu, seguiu para seu quarto e fechou a porta. Um mês depois, Marina ainda se recusava a levar uma vida normal e sempre que via o carro de José Manuel chegar à porta de sua casa corria para se trancar no quarto. José Manuel havia dito que Marina foi vítima de um sequestro e o pai de Marina e sua madrasta, que estava grávida e prestes a dar à luz
—Isso é um erro! —Marina gritou—. Deixe-me ir agora. — “Senhores, estamos em festa, atropelando o prestígio da família Duncan” —objetou José Manuel indignado aos policiais. — “Saia se não quiser ser preso por obstrução” —disse um detetive e pressionou Marina contra a limusine para algemar seus pulsos. — “Eu tenho direitos, não podem me acusar de tal crime sem provas” —defendeu-se Marina, completamente confusa. —Oficiais, me expliquem o que está acontecendo? —perguntou dom Marcelo Duncan, que estava muito chateado—. Um ataque desses à minha família e ao meu aniversário, o prefeito chegou e você está com sérios problemas. —Aqui está a ordem do juiz, tudo é legal. Marcelo pegou os papéis. —Que ridículo—Marcelo olhou o documento com provas detalhadas contra Marina, aproximou-se de Marina e olhou para ela decepcionado—Como você pôde Marina? Eu tinha fé em você. —Dom Marcelo, juro que isso é um mal-entendido, não sei por que me acusam. — “Você me traiu, você não
—O que você acha disso?! —Marina perguntou desapontada, não via sentido na detestável lógica do marido. —Se você se declarar culpada, com bom comportamento cumprirá no máximo três anos. —Nem um dia ficarei longe do meu filho por um crime que não cometi!… —Eles poderiam condená-lo a 20 anos em julgamento e eu não poderei ajudá-lo. Marina recostou-se surpresa. — Como você não vai me ajudar? —Essas são as regras éticas do banco impostas pelo meu avô. Se minha esposa estiver na prisão não poderei ser CEO. — Quer que eu me entregue mais uma vez por você?! Se eu me declarar culpado não poderei voltar ao banco, perderei minha carreira, minha integridade, tudo... José Manuel passava as mãos bagunçando o cabelo loiro, parecia muito frustrado. "E meus pais insistem para que nos divorciemos", ele murmurou sem vê-la. Marina estava cheia de raiva por tanta injustiça. —Você também quer o divórcio?! José Manuel pegou-lhe na mão e olhou-a nos olhos. —Marina, v
Na presidência do banco, José Manuel enfrentou a fúria da amante. —Quero que você deixe aquela mulher apodrecer na cadeia! —Rafaela gritou e quebrou um vaso com raiva. —Você está maluca, vai acabar com os móveis. José Manuel puxou a mulher para se sentar. —Você esquece que legalmente o pirralho dela é meu filho? —Ele indicou tentando fazer a mulher furiosa entender. — Livre-se dele também! —Tenho que provar que sou um homem desesperado para adiar a reunião do conselho de administração. Não só perdemos negócios por causa da intromissão do meu tio, como o novo CEO precisa de ser eleito e o banco está em défice.A mulher franziu a testa e cruzou os braços sobre o peito, pensou por um momento e disse. —Muito simples, você deve permanecer CEO e evitar a auditoria. —“Não me diga”, disse José Manuel sarcasticamente. Convoquei meu tio, vou chegar a um acordo com ele. —Que tipo de acordo você pode fazer com ele? —A mulher ficou ainda mais perplexa, não acreditan