Analisa sorri, um sorriso cínico, quase divertido. Teresa e eu trocamos olhares, nossas mentes trabalhando a mil por hora. Se são irmãs, então traçar o perfil familiar e descobrir as origens de Kira será muito mais fácil.Teresa parece hesitante, sem querer interromper o que, aparentemente, é um reencontro familiar. Mas minha mente já está processando informações rápido demais para ignorar a discrepância.Nos arquivos da Europa, quando invadimos a Vortoli e resgatamos Analisa, descobrimos que ela era uma cobaia havia pelo menos dez anos. Já Kira… segundo os registros, ela foi cobaia por apenas quatro anos.Algo não bate.Kira é mais velha que Analisa. Se os dados estiverem corretos, isso significaria que ela foi capturada quando tinha apenas seis anos.Minha cabeça entra em parafuso. O estômago revira. As informações se embaralham na minha mente como peças de um quebra-cabeça que simplesmente não se encaixam. Algo está muito errado nessa história.Teresa percebe meu olhar perdido e se
Quando Killey apareceu sozinho, meu coração já se apertou. Ao me aproximar, ele desabafou: dizia que Kira estava bem, mas algo em sua voz e no brilho evasivo dos olhos denunciava que havia mais por trás daquela afirmação. Mesmo assim, eu sabia que Kira era de fibra inquebrável—implacável e determinada, nunca se deixando abalar.— Killey, por que Kira não voltou com você? — perguntei, intrigado e com uma nota de preocupação que não conseguia disfarçar.— Ela simplesmente se lançou na floresta, lá perto do esconderijo do Dentuço — respondeu, a voz carregada de desdém, como se o episódio fosse apenas mais um detalhe irrelevante.Enquanto ouvia, minha mente fervilhava de questionamentos sobre esses dois personagens tão distintos. Killey, embora não compartilhasse da mesma perícia tática de Kira, demonstrava habilidades bélicas impressionantes. Com seu rifle de assalto, operava com uma precisão quase cirúrgica, e suas manobras no boxe tailandês revelavam uma fluidez e letalidade que transf
Kira é uma jovem alta, com 1,84 m de altura e 79 kg de músculos e ossos tão fortificados quanto aço. Ela é um Sicário, a elite assassina. Soldados, mercenários e agentes como ela são moldados para atuar como armas vivas neste universo brutal. Denominada pelo capitão Yamamoto, conhecido como "Black Death", como Onna Bugeisha (Samurai feminina), Kira sempre carrega uma monokatana, é uma espada que ao invés do aço mais tradicional, ela tem uma lamina translúcida de alta tecnologia. Extremamente afiada, porem bem mais frágil que outros tipos de materiais.Kira está no topo de um prédio, banhada pela luz da lua. Sua pele, tão alva quanto mármore, reluz sob o brilho noturno enquanto ela observa o caos urbano abaixo. Ruas movimentadas, luzes neon piscando, conversas abafadas, tiros, explosões, carros e motos cruzando avenidas intermináveis. Os carros voadores da Niesdra são os esportivos mais famosos – são veículos de impulso vetorial – e cortam o ar sobre a cidade que nunca dorme. Existem a
*Acordo sobre uma maca, todo o ambiente em volta é branco, estou seminua, apenas bandagens em alguns locais me cobrem, um dos meus olhos parece não estar bem, não enxergo através dele, toco em minha face para tentar entender, e logo sinto um tampão o vedando, bandagens em um dos meus braços e noto que ele não é de carne e sim um braço biônico, meu braço direito é todo composto por circuitos.Os ligamentos são feitos em aço e até mesmo consigo sentir a densidade dos fios que conectam minha mão também biônica juntamente com meu cotovelo modificado com uma articulação mais rígida, meu braço coberto com placas parecendo uma blindagem, parece feito de um material fosco, creio ser algo como alumínio. Estou me situando ainda quando vejo uma figura se aproximar, é um homem de pele levemente bronzeada, cabelos lisos e bem penteados, olhos cromados que brilham em tom prateado usando um terno preto, camisa branca e gravata num tom cinza grisalho.Como se uma fúria irrompesse em meu peito, eu me
LABORATÓRIO SECRETO DA PEGASUS MEDMissão - Parte IInvasãoAntes de cruzar o perímetro, Kira se vira para a equipe e dá as últimas instruções:"— Logan, entre em contato com seu pessoal e descubra o que já estão comentando sobre a ação contra os Marombas.""— Chang, fale com a Teresa e veja se alguma informação sobre um possível ataque na Zona Leste já circula nas mídias.""— G.E.S.S., invada os sistemas do laboratório. Priorize os alarmes e câmeras. Provavelmente há dois sistemas de segurança: um conectado à polícia e outro à CorpCop, a segurança privada. Como o laboratório tem uma fachada de um prédio de escritórios, o alerta pode ser acionado por qualquer um deles. Desative tudo que puder.""— Ivan, Dragon, vocês ficam no AV. Mantenham o transporte pronto para uma fuga rápida e fiquem atentos a qualquer movimentação.""— Lucy, só avance quando eu der o sinal de que o caminho está limpo."Poucos minutos depois, Chang se reporta: nenhuma informação sobre o ataque à Zona Leste foi di
O corredor extenso tem varias portas, duas se abrem e saem mais seguranças, um deles possui uma arma de calibre pesado e começa atirar gerando uma área de fogo supressivo. Outros dois seguranças saem com fuzis de assalto, dois portando submetralhadoras.O barulho alto de tiros, Kira está entre tiros da arma de Chang e as armas dos inimigos. Como combustível incendiando o espírito de batalha de Kira, o olhar frio e calculista, passos decididos se movimentando nesse campo de batalha, brandindo sua espada, o corpo leve, iniciando uma dança, a última dança que seus inimigos irão presenciar.Golpes de balanço com muita sutileza, tão rápidos e precisos que após sua movimentação findar e a espada ser embainhada os corpos aos poucos vão de encontro ao chão já sem vida e sem suas cabeças. O silêncio momentâneo sendo interrompido pelo grito de dor do garoto chamado G.E.S.S. Logo mais tiros e pequenas aranhas caem ao chão, o garoto está ferido. Por sorte o ácido usado contra ele não foi em um
Chang encara Kira e nota que um brilho vermelho ativa em seu ciberóptico. São segundos, seus olhos humanos não conseguem acompanhar, difícil dizer que ciberópticos poderiam, quem sabe...Dois androides são despedaçados, o terceiro é jogado sobre outro, enquanto o tronco de um é completamente amassado por socos intensos e concentrados, até que o tronco é atravessado pelo punho. O andróide que foi derrubado pelo corpo do outro se levanta, mira sua submetralhadora contra Kira e atira diversas vezes. Pelo menos 30 tiros são disparados em uma cadência ensurdecedora. Chang sequer consegue ver se Kira está em pé ou caída, é rápido e totalmente insano, a velocidade, a expressão de Kira indo de encontro ao andróide. Como uma fera, ela agarra a máquina e começa a puxar cabos, pistões, arrebites, peça por peça como em fúria. Ela urra. Sua respiração ofegante fazendo saliva escorrer. Chang da uns passos pra trás quando nota Kira o fintando, de forma esperta o mesmo abaixa a arma e se coloca em
O dia da posse de Alessandro foi um dia normal para Kira na BioCom, afinal ela era uma agente de segurança da Corporação, por trás dos bastidores uma agente de campo, para invasões, missões de assassinatos, resgate e etc.Kira era boa em diversas coisas. E tinha boa liderança e um bom senso estratégico. Obviamente uma inteligência acima da média, porem Kira não tinha lembranças de quem foi um dia. Tudo começou para ela naquele dia, em que conheceu Douglas Veleiro, seu criador. Mas para o que havia sido criada? Douglas por vezes a chamava de deusa, a deusa da guerra, deusa da morte, seja o que fosse, para ele, Kira era uma deusa entre simples humanos.Não se pode sentir falta de coisas que não se viveu, viu, sentiu, experimentou certo? Mas ahhhh o corpo lembra, e como lembra. Um cheiro atinge as narinas de Kira, aquilo a paralisa, sua mente entorpece e sombras passam por ela, não tem rostos, não tem expressões, nada, apenas o preto, o escuro disforme. Mas o cheiro a guia. "- Kira, fin