Aulas para Wendy

Na solar Empreendimento entregou todo o material para os arquitetos elaborarem o projeto e devolverem ao escritório. Pegou a agenda em sua gaveta e foi até às duas secretárias.

- Muito bem, quem foi que armou para mim?

Elaine e Heloísa o olharam com deboche.

- Não faz seu trabalho direito e a culpa é nossa?

Heloísa tinha um sorriso nos lábios.

- Preste atenção, eu levo meu trabalho muito a sério e não vou dar a vocês a chance de me atrapalhar.

- Ninguém aqui te leva a sério Wendel. Você ainda está aqui até todos se familiarizarem com a empresa. O logo será dispensado.

- Mas antes, eu vou dar uma lição em vocês duas.

Para evitar o boicote das duas cobras, Wendel tomou algumas medidas de segurança e mandou instalar duas câmeras em sua sala. Outra delas foi manter as duas ocupadas. Buscou serviço de outros departamentos e distribuiu para as duas.

- Eu não vou fazer esse trabalho, não é minha função.

- Então vá reclamar com o chefe. Se não querem trabalhar, o problema não é meu, tem gente deixando currículo todos os dias.

Wendel saiu sem dar muita confiança para elas, ele duvidava que iriam reclamar com Rui.

A noite chegou em casa e a mãe já estava aguardando para o jantar.

- Boa noite mamãe!

Deu um beijo no rosto dela e sentou na cozinha.

- Boa noite filha. O jantar já está quase pronto.

- Quer ajudar?

- Não, só estava te esperando chegar para passar os bifes.

Jantaram e Wendel arrumou a cozinha.

- Mãe vou para meu quarto, quero ligar para a Bia.

- Vai lá amor, manda um beijo para ela.

- Pode deixar que mando sim.

Bianca, sua amiga de infância, atendeu no segundo toque.

- Oi Wendy, quanto tempo?

- Oi Bia, não tem tanto tempo assim. Estou em apuros Bia.

- O que aconteceu?

Bia estava realmente preocupada com uma amiga.

- Acho que o meu chefe está desconfiado de mim. E tem uns caras no trabalho que vão tentar me armar para ver se sou gay.

- A gente os enrola.

Bia caiu na gargalhada, Wendy gay, era piada das boas.

- É isso que quero, mas preciso arrumar uma namorada.

- Vou pra aí, deixa comigo.

- Jura Bia? Você pode vir?

- Claro que vou, adoro um bom teatro.

- Obrigada Bia.

De bom humor, Wendy se trocou e foi praticar Box. Já tinha uns dias que não praticava. Com a ajuda de Bia com certeza ela despistaria Júlio e Rui.

A turma saia para beber todos os dias praticamente, mas Wendel estava se esquivando em acompanhá-los, mas Júlio não demorou para provocar.

- Aí garoto está com medo de sair com a gente?

- Por que eu teria medo? É por que minha mãe não está bem esses dias. Ela tem problemas cardíacos.

Dois dias depois Bia chegou a Belo Horizonte e veio para ficar. Até arrumar um lugar para ela iria se hospedar com Wendy e a mãe por uns dias.

- Wendy, não devia estar procurando uma forma de recuperar sua identidade, em vez disso está buscando esconde-la?

Débora não gostou nem um pouco.

- Até eu resolver mãe e melhor manter como está.

- Tia agora que estou aqui vamos resolver tudo, não se preocupe.

- Só espero que não piore as coisas. Vocês duas juntas são um perigo.

- Vamos Wendy, vamos treinar.

Bianca Morato é uma morena de tirar o fôlego. Cabelos pretos, longos e lisos, boca carnuda com dentes bem alinhados e um corpo curvilíneo. Ela era linda, sorrindo era irresistível. Pernas bem torneadas, bumbum tamanho quarenta e dois e cintura fina, seios firmes e arredondados e um andar elegante.

Vai ser interessante ver a moça se passar pela namorada de Wendy, os marmanjos vão se rasgar de inveja.

No quarto Bia dá dicas para Wendy do que fazer.

- Eu vou ser sua namorada para dar uma lição nesses marmanjos.

- Sei não viu. Será que vai dar certo?

- Claro que vai! Vem, me abraço por trás.

Wendy era alta e Bia tinha um metrô e sessenta e cinco. Com nove centímetros de diferença elas formam um casal quase da mesma altura com Bia de saltos.

- Sempre que estiver de pé me abraça por trás e cola bem nas minhas costas.

- Para que?

- Todo homem faz isso. Gostamos de apoiar o armamento no bumbum da mulher. Acho que o fazem sem sentir.

- E cada uma!

- Você não teve tempo de namorar direito, então não sentiu diferença.

- Parece que perdi uma vida.

- Vai por mim, só faz que vai dar certo. Você nunca reparou os casais em público?

- Eu não.

Bia cai na gargalhada.

- Então começa a observar e copiar.

- Assim?

- Não, você vem passa a mão pela minha cintura e já para naturalmente colada em mim. Isso, agora sim, tem que tirar a casquinha com vontade.

Colocou uma cadeira e mandou Wendy sentar.

- Agora eu vou me sentar no seu lado e você me puxa para o seu colo, depois pousa a mão na minha coxa.

Ao puxar a amiga elas quase caem.

- Nossa, como você é desajeitada, de novo!

Depois de várias tentativas deu certo.

- Passa a mão pela minha cintura.

- É para passar pela cintura ou pousando nas coxas?

- Os dois Wendy, ora você passa a mão pela cintura, ora você a pousa na coxa e faz um leve carinho. tem que tirar casquinha por todo canto. Afinal somos um casal de amantes. E amantes se tocam.

- Aí que complicado!

Bianca não deixava de rir da amiga, tinha vinte e um anos e não sabia namorar.

- A tia tem razão. Você precisa se livrar dessa disfarce e aproveitar a vida.

- Agora vai me zoar?

- Estou falando sério, Wendy. Dar uns amassos e bom demais, transar então..

- Você é tão sem vergonha.

- E você também vai ficar, quando provar não vai querer parar, vai por mim.

Depois de alguns dias, Bia achou que estava pronta para desafiar os marmanjos do trabalho.

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