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Não sou sua secretária pessoal.

- Sr Castilho o que precisa?

- Por que demora tanto a atender? Quero saber como anda o contrato do terceiro setor.

- Vou verificar e te mando já já.

- Ainda não pegou a pasta?

- Não Sr. Vou pegar agora.

- Não sei para que preciso de tanta gente trabalhando se tenho que resolver tudo sozinho.

Rui bateu o telefone e Wendel se voltou para Heloísa.

- Me passa a pasta da última reunião.

- Eu vou cuidar dessa pasta. Afinal, fui eu quem estava lá.

Claro que ela queria essa pasta, afinal teria que ir a outros encontros e além de estar ao lado de Rui, tinha a vantagem de conhecer outras figuras.

- Heloísa, o Sr Castilho quer as informações agora. Não enrola.

- Eu vou lá falar com ele.

Saiu marchando e foi direto ao escritório de Rui.

- Sr Castilho o Wendel quer o contrato do terceiro setor. Mas como fui eu quem participou, não sou eu que tenho que cuidar do contrato?

- Não, sua função é preparar o contrato e passar para os assessores o ocorrido. Espero que já esteja com o contrato pronto.

- Ainda não, mas eu posso cuidar..

- Negociar contratos são com assessores, senão qual o sentido de tê-los aqui. Se apresse que já está perdendo tempo.

Heloísa saiu marchando furiosa, deu o melhor de si para pegar esse contrato e assim fazer uma média para Rui.

- Pega esse contrato e digita você mesmo.

Pegou os papéis com as anotações e deu a Wendel. Achou que ele ia recusar mas se deu mal, Wendel estava acostumado com esses contratos e os revisou e digitou com excelência e a rapidez que seu cargo exigiam.

- Sr Castilho os contratos do setor três.

Ao avaliar o contrato Rui o devolveu.

- Está faltando alguns pontos colocados pelo cliente.

- Heloísa não me passou. Vou olhar com ela.

Ao entrar na sala e questionar Heloísa, ela acabou de responder.

- Se vira. Não sou sua secretária pessoal.

Porém Rui estava logo atrás de Wendel.

- Se não passar as informações corretas, pode passar no RH. Não tenho tempo a perder com gente incompetente.

Heloísa mudou de cor, ainda tentou se justificar:

- Mas Sr Castilho, eu passei todas as anotações para ele.

- Já deveria ter passado o contrato pronto. Tem vinte minutos para me entregar corrigido ou não precisa voltar aqui amanhã.

Rui era de poucas palavras, quando terminou de falar já estava a caminho de sua sala.

- E você ainda avisou mais cedo que Deus hoje estava impossível. Só esqueceu de pegar para se mesmo.

Wendel saiu se sentindo vingado.

Apesar do estresse no trabalho, Wendel chegou em casa feliz. Depositou o cheque de dez mil naquela manhã, e agora que havia sido compensado, ele daria a mãe um dinheiro.

- Oi mãe.

- Oi amor, como foi o trabalho hoje?

- Ó de sempre. hoje eu ganhei um bônus, vou te mandar um dinheiro. Agora a Sra faz os óculos novos e compra umas roupas.

- Só preciso dos óculos filha.

- Mãe eu quero que compre umas roupas, esse dinheiro não estava no orçamento. Então não vai apertar, ganhei um aumento de salário também. Vai ajudar muito.

Wendy mandou três mil reais para a conta da mãe.

- E muito Wendy, não vou gastar isso tudo.

- E para você mãe compre o que quiser.

Débora fica com os olhos cheios de lágrimas, sua filha é tão boa para ela enquanto Wal era só desgosto.

No entanto os dias passam e Débora não fez os óculos e não comprou nada.

- Mãe quando seus óculos ficam prontos?

- Eu ainda não fiz. Não arrumei um tempo para ir a ótica.

- Amanhã no meu horário de almoço eu venho te buscar para a gente ir.

- Não Wendy, eu não vou fazer agora.

- Por que não?

- Eu dei o dinheiro para sua irmã.

- O que?

Débora não contou a Wendy que Walquíria estava a ameaçando e que ao ver que Wendy deu a ela dinheiro, ela transferiu tudo.

No final sem alternativa, ela teve que contar para Wendy.

- Não dá mãe, Wal não quer saber de trabalhar, não ajuda na casa e não é a primeira vez que ela pega nosso dinheiro.

- Mas ela está ameaçando revelar sua identidade.

- Eu vou resolver isso.

Na manhã seguinte ela pega Walquíria logo cedo.

- Devolve o dinheiro que você pegou da minha mãe.

- O dinheiro já era amor. Eu comprei um celular novo e ainda estou devendo mil e quinhentos. E você vai pagar para mim o que está faltando.

- Vai sonhando. E pode arrumar outro lugar para se encostar, aqui você não fica mais.

- Vamos ver Maria João. Eu vou acabar com você. Experimente não me dar o dinheiro.

Wendy perdeu a paciência e deu um tapa na cara de Wal.

- Esse tapa vai te custar caro.

Débora saiu da cozinha e quase desmaiou de desgosto.

- Deixa ela Wendy. Eu vou pensar em alguma coisa.

No horário de almoço no dia seguinte Wendel procurou um escritório de advocacia e explicou a situação ao advogado.

- Eu nunca peguei um caso assim. O que acontece, hoje em dia muita gente está trocando de nome e sexo. No seu caso o problema é que você usou o nome do seu irmão. Vamos ver como o juiz vai entender o seu caso.

- E quais são as chances Dr Fagner?

- Não dá para estimar. Se o juiz interpretar como falsidade ideológica, aí você vai responder ao processo e pode até ser preso.

- Aí meu Deus, em um momento de desespero eu ferrei com minha vida.

- Calma moça. Vai ser verificado todo o tempo em que você usou o nome do seu irmão. Se não cometeu nenhum crime, não causou danos ou prejuízos a outros no uso do nome, o juiz pode ser mais indulgente.

Pensou um pouco e falou para ele.

- Vou conversar com um colega advogado. Ele nunca perdeu um processo, talvez ele me dê uma luz.

Wendel sentiu um frio na espinha já adivinhando quem era.

- Qual o nome do advogado?

- Leonardo Amaral.

- Por favor não, ele é amigo do meu patrão.

- Ele com certeza seria a melhor opção. É um jovem brilhante, nunca perdeu uma causa.

- Vou pensar.

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