"Por Noah""Nada é tão ruim que não possa piorar". Essa frase nunca fez tanto sentido para mim. Fui do céu ao inferno num piscar de olhos. Perdi meu filho e, para piorar ainda mais, estou bem perto de perder a mulher da minha vida. Mas toda escolha tem sua consequência, e agora só resta aceitar a minha. Totalmente contra a minha vontade, deixei Ava sozinha naquele hospital, controlando os meus instintos para não voltar até ela, abraçá-la forte e dizer que tudo ficará bem. Seria bem fácil fazer isso, se o causador de todo esse caos não tivesse sido eu. Mesmo ciente de que agi novamente como um babaca, infelizmente tive que lembrá-la que ainda temos um contrato nos prendendo. Eu não queria usar isso como motivo para mantê-la por perto, mas quando ela cogitou a possibilidade de me deixar, essa foi a minha única alternativa.Dirijo completamente distraído, tentando encontrar uma forma de tentar resolver tudo isso, mas não encontro nenhuma. Em poucos minutos, estaciono na garagem da minha
"Por Ava"Um mês se passou desde que o caos se instalou na minha vida. Aos poucos, fui retomando parte da minha rotina normal. Com exceção da empresa, pois Noah deixou claro que só vou voltar ao trabalho quando eu me sentir à vontade para isso. Ele também respeitou o meu pedido de se distanciar de forma física. Mas as rosas, chocolates e todas as comidas que eu amo, fizeram parte da maioria dos meus dias. E, às vezes, sua saudade parecia se intensificar, me obrigando a ignorar as batidas à porta durante a madrugada.Com o tempo disponível, me dediquei em concluir o meu projeto de graduação, na universidade. Até pensei que pudesse reagir mais rápido, mas acho que levei o tempo que foi necessário para amenizar a minha dor. E acredito que agora esteja preparada para dar o próximo passo.Após um longo banho para tentar relaxar um pouco, encaro o guarda-roupas por alguns longos minutos. Suspiro ao me dar conta de que precisarei comprar novas roupas, visto que perdi alguns quilos durante es
"Por Noah"Enquanto observo Ava se afastar, a excitação continua a pulsar dentro de mim. Esse jantar precisa ser especial, algo que vá além das palavras e toque o coração dela de uma forma única. É então que surge uma ideia: por que não trazer um pouco da magia da culinária italiana para a nossa casa?Passo alguns minutos arquitetando meus planos e quando tudo parece estar perfeito, peço para Taylor vir à minha sala. O fato da minha voz não ter sido carregada de impaciência e ironia talvez tenha despertado a curiosidade dele, pois em poucos minutos ele surge.— Estou aqui, chefe. — ele diz, num tom desconfiado, ao sentar-se à minha frente. — Quais os meus afazeres de hoje? Encontrar uma jovem sem nome?— Vá se foder, Taylor. Talvez eu tenha que contratar uma assistente para me auxiliar. A cada dia você parece prezar menos pelo seu salário.— Foi apenas para despertar um sorriso em você, meu caro. — Taylor afirma, com um sorriso debochado. — Diga de uma vez, Noah! Que animação é essa?—
"Por Ava"Passaram-se algumas semanas desde a nossa última conversa, desde que Noah decidiu dar um ponto final em tudo e se afastar. Desde então, ele tem evitado nossos encontros. Apesar da tristeza que isso me causa, algo dentro de mim sussurra que ambos precisamos desse tempo. Uma batalha interna se desenrola, e esse afastamento é quase uma necessidade.Talvez me distanciando dele, eu encontre espaço para cicatrizar e perdoá-lo de todo coração. Seria injusto fingir que não estou magoada e permitir que o ressentimento nos persiga. Assim, poucos dias após sua decisão, retornei ao meu antigo apartamento.Nos dias que seguiram à nossa separação, mantive-me obstinadamente focada nos preparativos para minha cerimônia de formatura. Foi a única maneira de não me perder nos bons - e, inevitavelmente, nos momentos difíceis - que compartilhamos.A cerimônia que marcou o encerramento do meu curso de administração, há alguns dias, foi exatamente como imaginei: repleta de emoção, celebração e mem
Algumas semanas se passaram desde que tomei a decisão de embarcar para Nova York. Os dias foram uma mistura de nervosismo e expectativa, uma contagem regressiva para o momento que pode definir não só o próximo passo da minha carreira, mas também da minha vida. E, finalmente, o dia chegou. Ao conferir meu reflexo no espelho, opto por trocar a cor do meu batom pela terceira vez. O nervosismo toma conta de mim. Afinal, por mais que eu esteja familiarizada com o trabalho administrativo, é a primeira vez que farei uma entrevista sem ter a influência de alguém. Respiro profundamente e pego minhas coisas, pronta para enfrentar esse desafio. O táxi já está à espera e o trajeto até o local da entrevista parece passar em um piscar de olhos. Após alguns breves minutos, finalmente chego ao andar onde será realizada a entrevista. A assistente me guia pela sala de reuniões. Seu sorriso caloroso parece contrastar com a tensão que sinto. Ela aponta para uma cadeira à frente da imponente mesa de mog
Após me despedir de Thomas, o restante da tarde passou num piscar de olhos, mas as dúvidas de qual rumo tomar continuam presentes em meus pensamentos. Me sento na varanda e observo as luzes da cidade que se acendem, criando um cenário de tranquilidade e contemplação. Encaro o celular, decidindo se aceito ou não o convite de Thomas. Talvez uma boa dose de normalidade seja o que eu preciso. Um encontro casual entre velhos amigos, sem expectativas profissionais ou sombras do passado. Desbloqueio o celular e envio uma mensagem para ele, que responde rapidamente. Começamos uma conversa animada sobre Nova York, e logo combinamos aonde iremos nos encontrar. Após alguns minutos a campainha toca, anunciando a chegada de Emma. Ela me abraça como se não me visse há anos, bufando quando me solta. — Nunca pensei que diria isso, mas estou exausta! — ela exclama ao se jogar no sofá. — Como vocês conseguem dar conta de trabalhar e ter uma vida social? Se não fosse a saudade que senti de você,
"Por Ava." Um ano se passou desde aquela noite. O que parecia apenas um assunto aleatório durante uma noite de diversão, tornou-se algo que decidimos colocar em prática algumas semanas depois. A ideia de fundar nossa própria empresa parecia um desafio audacioso naquela época, e hoje, olhando para trás, vejo que foi a melhor decisão que poderíamos ter tomado. Com a saúde da minha mãe completamente estabilizada e a distância definitiva de Noah, não havia motivos para voltar a Boston. Com isso, Seattle, o local escolhido por nós, tornou-se a minha segunda casa desde então. Com a ajuda incansável dos meus fiéis escudeiros, que parecem encontrar prazer na eterna implicância mútua, consegui me adaptar à minha nova vida e construir um negócio que superou todas as nossas expectativas. A ideia inicial de Thomas para o aplicativo foi um sucesso, abrindo portas e nos impulsionando no mundo dos negócios. Nos primeiros meses, mergulhamos de cabeça, trabalhando incansavelmente para desenvolver
"Por Noah" Se arrependimento pudesse ser medido em cicatrizes emocionais, as minhas já teriam completado um ano de existência. Quando tomei a difícil decisão de deixar a Ava seguir sua vida, imaginei que poderia mantê-la por perto e, com o tempo, reconquistá-la. No entanto, após aquela noite solitária, enquanto as lágrimas de tristeza se misturavam com as de arrependimento e raiva, a verdade me atingiu como um raio. Não seria justo com ela tentar tê-la de volta. Não depois de tantas lágrimas derramadas por minha culpa. Por diversas vezes, me perguntei se eu deveria ter tentado mais, lutado mais, para manter nossa vida juntos. Eu costumava me perder em pensamentos sobre o que poderia ter sido, mas ao longo do tempo, percebi que me afastar foi a escolha certa. Mesmo após a separação, quis assegurar que Ava tivesse apoio financeiro e oportunidades. O acordo de divórcio, que ela resistiu, garantiu sua parte justa. Empresas associadas à holding estavam abertas a ela, no caso de uma pos