Rosana achou engraçado ver como os jovens falavam sobre relacionamentos, e tentou consolar Isabelly: — O Cláudio sabe como administrar a vida, não se preocupe. Com o preço dos imóveis na Cidade M, ele, como homem, precisa mesmo economizar. Isabelly suspirou e disse: — Mas eu ainda fico com inveja de quem está namorando. Eles podem ir ao cinema, comer em tantos lugares gostosos. No nosso caso, ele só me leva para parques de graça, onde não preciso pagar ingresso. Nem um chá com leite ele quer comprar para mim. Rosana não sabia mais o que dizer para consolar Isabelly. Embora houvesse outros tipos de problemas entre ela e Manuel, ela nunca tinha vivido uma situação como a de Isabelly, com esse tipo de dificuldade no relacionamento. Então, não sabia como ajudá-la. Para tentar animar um pouco Isabelly, Rosana decidiu pedir doces e chá com leite para o escritório naquela manhã, como uma forma de compensar a tristeza de Isabelly. Enquanto isso, Rosana já estava sentada em sua
— O quê? — Cláudio estava bastante confuso, olhando para Manuel com um ar perdido. — Não, Sr. Manuel, eu definitivamente não reclamei do meu salário para nenhum colega."Não sei quem foi o idiota que espalhou isso, como alguém pode falar desse jeito na frente do Manuel? O pior é que eu realmente não reclamei do meu salário..."Enquanto Cláudio se preocupava com a situação, Manuel disse:— Está bem, pode sair.Foi quando Cláudio finalmente soltou um suspiro de alívio. Ele quase achava que iria ter um infarto.Especialmente quando Manuel o olhou com aqueles olhos cortantes e irritados, Cláudio sentiu que seu coração poderia realmente parar....Ao final do expediente, Rosana esticou os braços, se espreguiçando. Apesar de estar um pouco cansada, se sentia satisfeita com o dia de trabalho.No entanto, quando chegou em casa, Rosana parou no lugar, em choque.Pois no sofá, estava sentada uma Sra. Maria, com um rosto sério.O coração de Rosana deu um salto. Na memória de Rosana, a Sra. Mari
Mesmo que a Sra. Maria soubesse no fundo do coração, ela ainda assim disse, irritada, para Rosana:— Então, você está me acusando?Rosana não respondeu. Dizer que Rosana não guardava rancor da Sra. Maria seria uma mentira. Se não fosse a defesa incondicional que a Sra. Maria fez de Joyce, Joyce não teria se tornado tão arrogante. No entanto, agora, as coisas já estavam no passado. Como Rosana havia decidido ficar com Manuel, ela sabia que não poderia nutrir ressentimentos contra a mãe dele. Caso contrário, como ela poderia conviver com a Sra. Maria no futuro?Por isso, Rosana não revelou a mágoa que sentia, e com calma perguntou:— A senhora me conhece? Se não me conhece, por que me odeia tanto? É por eu não ter um background como o da família Pereira, ou por outro motivo? A senhora tem que me dizer o motivo do seu desgosto, para que eu possa tentar mudar.A Sra. Maria ficou ligeiramente surpresa. Ela não esperava que, após tanto tempo com Manuel, Rosana tivesse se tornado tão habilid
Rosana olhou surpresa para a Sra. Maria. "Ela vai morar aqui também?" De repente, Rosana se sentiu um pouco sem palavras. A Sra. Maria levantou ligeiramente a sobrancelha e, com um tom desafiador, respondeu: — O que foi? Não me quer por aqui? Você quer se casar com o Manuel, mas não aceita a mãe dele? Rosana se apressou a responder: — Não, não é isso. Só achei um pouco repentino. Mas, já que a senhora está me dando essa oportunidade, vou mostrar minha determinação. Eu realmente amo o Manuel. Nesse momento, passos puderam ser ouvidos do lado de fora. Quando Manuel entrou na sala, viu sua mãe e Rosana cara a cara, e sua mente imediatamente ficou tensa. — Mãe? O que você está fazendo aqui? — Manuel correu até ela e, com um tom grave, perguntou. — O que você disse à Rosana? Manuel tinha medo de que, num impulso, a Sra. Maria tivesse revelado todo o passado, contando a Rosana sobre a falência da família Coronado e o encarceramento de Diego. Se isso acontecesse, ele e Rosa
Enquanto Manuel ainda pensava em como afastar a mãe, ouviu Rosana dizer:— Você fica com a tia Maria, eu vou arrumar o quarto dela. Mais tarde, eu faço o jantar.Rosana estava prestes a se levantar quando foi interrompida por Manuel, que segurou sua mão.Em frente à mãe, Manuel disse para Rosana:— Você é minha mulher, não é empregada. Não precisa fazer isso.Sra. Maria se sentiu, naquele momento, humilhada por Manuel.Rosana franziu a testa e perguntou:— O que você quis dizer com isso? Manuel, você está tentando fazer Rosana me humilhar na minha frente?Manuel, sem expressar qualquer emoção, respondeu:— Mãe, se você quiser ficar um tempo conosco, será muito bem-vinda. Quanto às suas necessidades, você pode falar com a Keila. Se achar que a Keila não é do seu agrado, pode trazer a sua empregada. Mas, se veio até aqui só para atormentar a Rosana, ela está doente e não pode mais suportar esse tipo de pressão.— Você! Você está dizendo que estou atormentando ela? — Sra. Maria disse, lev
Um calor suave percorreu o coração de Rosana. Ela se levantou na ponta dos pés, abraçou o pescoço de Manuel e disse: — Eu quero. Se a sua mãe puder me aceitar, eu estou disposta a tentar. Quanto mais Rosana falava assim, mais Manuel sentia o coração apertado. Antes, Rosana não era assim. Ela nunca se sacrificaria, sempre tão orgulhosa e desenvolta. Todas as mudanças em Rosana começaram depois que ela conheceu Manuel... Manuel não sabia o que dizer. Ele a abraçou com força e disse: — Rosa, a partir de agora, você só precisa ser você mesma. — Mas eu quero ficar com você para sempre, sempre. — Rosana sorriu amargamente, mas em seus olhos brilhava a esperança. — Só quando sua mãe me aceitar, você não precisará mais se sentir dividido. Então, vá logo, passe um tempo com ela. Eu fico aqui e faço o jantar. Manuel pensou que talvez Rosana realmente conseguisse tocar o coração da Sra. Maria. Ele também já odiara Diego, e odiara Rosana junto com ele. Mas agora, Manuel só quer
A Sra. Maria permaneceu em silêncio, com uma postura altiva, olhando pela janela. Rosana, então, falou suavemente: — Então, descanse mais cedo, eu vou sair agora. — Espere! — A Sra. Maria a chamou, interrompendo ela. Rosana se virou e olhou para a mãe de Manuel, perguntando: — A senhora precisa de algo mais? A Sra. Maria a observou com um olhar penetrante e perguntou: — O que você realmente quer, Rosana? Não finja, eu sei que você me odeia, assim como eu te odeio. O que está fazendo agora é apenas para se exibir para o Manuel. Acha que pode me enganar assim? No fim, tudo se resume a isso: eu sou a mãe do Manuel, não é? Rosana deu um sorriso suave e respondeu: — Sim, é verdade. Se a senhora não fosse mãe do Manuel, com a minha personalidade, eu jamais toleraria sua presença assim. Sra. Maria estreitou os olhos, dando uma risada amarga. — Ah, então você finalmente admitiu? Rosana, eu sabia que você não era tão boa assim. Já sou velha e experiente, essas suas artiman
Rosana suspirou e disse: — Estou pensando no futuro, como vou me relacionar com a sua mãe? O que eu devo fazer para que ela me aceite?Manuel beijou os lábios de Rosana, e com um olhar profundo, olhou para ela e disse: — Se ela vai te aceitar ou não, já não importa mais. Eu te aceito, eu te quero, isso é o suficiente! Após essas palavras, Manuel não deu mais espaço para que Rosana continuasse a duvidar de si mesma. Com um beijo apaixonado, ele calou as palavras que estavam prestes a sair da boca dela. Sob a luz tênue da lâmpada no quarto, dois corpos jovens se entrelaçaram, enquanto as sombras na parede se moviam para cima e para baixo. ... No dia seguinte, ainda antes do amanhecer, a porta do quarto foi batida. Rosana, exausta pela noite anterior com Manuel, se cobriu com o lençol. Manuel olhou para o relógio; ainda era apenas cinco horas da manhã. — Quem é? — Perguntou ele, visivelmente irritado. — É a Keila? Para surpresa deles, a voz de Sra. Maria ecoou do outro