O gerente ficou um pouco confuso com a pergunta:— Em parte, sim. Nós e o Grupo Alves temos muitos projetos que entram em conflito. Mas, Srta. Elisa, não se preocupe, nós e o Grupo Alves...Antes que ele pudesse terminar a frase, Elisa o interrompeu com impaciência:— O resto eu já sei. Quero ficar responsável pelos projetos que competem diretamente com o Grupo Alves.As palavras de Elisa deixaram o gerente completamente atônito. Ele sabia que o Grupo Alves era um adversário formidável. Ainda mais agora, com sua mais recente parceria com o Grupo Griiff, eles haviam subido ainda mais no cenário de Nyerere. Competir com eles era algo que precisava ser feito com cautela.— Srta. Elisa, talvez você não esteja muito familiarizada com o Grupo Alves, já que não passa muito tempo aqui. Mas eles são realmente muito fortes. — O gerente tentou alertá-la, preocupado.Elisa revirou os olhos, claramente irritada:— E daí? Se eles não fossem fortes, nem teria graça competir. Eu quero esse projeto, e
Alana ficou parada em frente ao armário, sentindo-se um tanto constrangida. Ao olhar para Juan naquela condição, ela não conseguia definir exatamente o que sentia.Normalmente, ele era frio e inabalável, como um bloco de gelo. Quando estavam juntos, ele só deixava suas emoções transparecerem de forma clara durante os momentos mais íntimos. Fora isso, Juan sempre parecia sereno, controlado e extremamente equilibrado.Era a primeira vez que Alana via Juan tão vulnerável. Sem perceber, ela baixou o tom de voz:— Juan, me solta primeiro.— Não solto...Juan sentia sua cabeça cada vez mais pesada, mas ainda estava plenamente consciente do que fazia. Ele apertou os braços ao redor dela, segurando-a com mais força.Foi então que Alana percebeu que algo estava errado. Ela deixou de lado qualquer pensamento confuso em sua mente e virou-se para ele. Com uma expressão preocupada, ela colocou a mão em sua testa e exclamou:— Você está queimando! Está com febre? Já tomou algum remédio?Juan, no ent
Alana desviou o olhar, tentando disfarçar o desconforto:— Você realmente não sabe do que estou falando? Ela está morando aqui em casa e ainda tem coragem de dizer que não sabe?Homens eram todos iguais. Mesmo nessa situação, ele ainda conseguia fingir que não entendia.Juan finalmente entendeu. Alana estava falando de Elisa. Então era isso que vinha incomodando-a. Não era de se estranhar o motivo para tantas brigas e discussões. Alana estava com ciúmes.A percepção deu a Juan uma nova energia. Ele sentiu como se o cansaço e a fraqueza tivessem desaparecido, e seus olhos brilharam com intensidade.— Meu primeiro amor? Você realmente não sabe quem é?Alana ficou surpresa ao ouvir isso. Ela ergueu o olhar em direção a Juan e encontrou seus olhos brilhantes, carregados de uma emoção que ela não conseguia decifrar. Ele a olhava com um leve sorriso, como se guardasse um segredo que ela não compreendia.Alana abriu os lábios, hesitante, e perguntou:— Eu deveria saber?A expressão de incerte
Na manhã seguinte, Elisa perdeu completamente o bom humor ao ver os dois saindo juntos do quarto.Alana, ao notar a expressão de espanto de Elisa, não conseguiu conter a diversão que sentia. Com um sorriso leve, ela ainda teve a audácia de cumprimentá-la:— Bom dia. Por que essa cara? Vai engolir uma mosca com a boca aberta desse jeito?Ao ouvir isso, Elisa rapidamente tentou disfarçar sua insatisfação. Apressada, ela ajustou sua expressão e olhou para Juan, que, como esperado, a encarava com um olhar cheio de curiosidade.Sentindo-se pressionada, Elisa tentou se justificar, embora com uma visível falta de naturalidade:— Ah, cunhada, não é nada... Só que fazia dois dias que não via você. Fiquei surpresa. Achei que você estivesse chateada e não fosse voltar...Assim que essas palavras saíram da boca de Elisa, os olhos de Juan imediatamente se tornaram frios como gelo. Ele havia se esforçado tanto para apaziguar Alana, e agora Elisa vinha com esse tipo de comentário? Não era surpresa qu
Juan, por fim, chegou ao limite. Ele já estava cansado de Elisa. Havia coisas mais importantes em sua vida do que perder tempo com os dramas dela. Não fazia sentido continuar sustentando aquela situação.Depois do café da manhã, Alana foi trabalhar no Grupo Alves. Desta vez, ela dirigiu até lá. Assim que entrou na recepção, foi cumprimentada pelas recepcionistas de sempre.— Bom dia, Diretora. Ah, só para avisar, o Sr. Erick está esperando na sala de recepção.Alana assentiu com um leve sorriso:— Certo, obrigada.No entanto, ela ficou intrigada. O prazo para o projeto era de três dias, mas ainda estava no segundo dia. Ele já havia terminado?Essa possibilidade aumentou suas expectativas.Ela caminhou até a sala de recepção e, ao entrar, avistou Erick e Helena aguardando. O som dos saltos de Alana ecoou pela sala, o que fez Helena, inicialmente, parecer um pouco assustada. Mas quando viu que era Alana, seu rosto relaxou visivelmente.Erick, ao notar Alana, abriu um sorriso que foi se a
— Adultos e crianças podem relaxar e se divertir no mesmo lugar. Isso é a essência da vida, voltar ao que realmente importa. — Erick concluiu.Ao ouvir isso, os olhos de Alana brilharam:— Você está completamente certo!Erick não respondeu, mas sabia que Alana gostava de projetos com esse tipo de conceito. Esse design era simples, prático e próximo da vida real, exatamente o que ela apreciava. Por isso, ele estava confiante de que Alana aprovaria o trabalho dele.— Legal, eu vou apresentar esse projeto ao presidente. — Alana afirmou, com decisão.O olhar de Alana para Erick era cheio de admiração. Ele era um talento raro, alguém que o Grupo Alves não podia deixar escapar. Sua mãe tinha razão: deixá-lo ir para outro lugar seria um erro imperdoável.Eles continuaram conversando e trocando ideias sobre o projeto. Quanto mais falavam, mais Alana admirava a capacidade criativa de Erick.Por outro lado, Erick também se sentia incrivelmente satisfeito. Fazia muito tempo que ele não encontrava
Erick aproveitou o momento para comentar:— Esse é o jeito dela mostrar que gosta de alguém. Fica olhando fixamente, sem desviar o olhar.O sorriso de Alana se ampliou, e ela ainda acrescentou mais algumas sobremesas que sabia que crianças adoravam. Erick observava a interação das duas. A cena era tão calorosa que ele sentiu o peito se encher de uma sensação boa, quase transbordando.À tarde, os três foram ao maior shopping center da cidade. Eles sabiam exatamente o que queriam e seguiram diretamente para o terceiro andar, na área das lojas de roupas.Ao chegar, Alana ficou um pouco perdida ao ver tantas opções de roupas coloridas e bonitas.Erick, carregando a pequena Helena no colo, andava ao lado de Alana.— Alana, vamos direto à loja de roupas infantis? — Erick perguntou.— Sim, passando por essa área de roupas femininas, chegamos na seção infantil. — Alana respondeu.Ao ouvir a palavra "femininas", Erick teve uma ideia e sugeriu, com um brilho nos olhos:— Já que temos a tarde liv
Elisa desviou o olhar, fingindo não entender o que Alana queria dizer:— Do que você está falando? Não faço ideia do que você quer dizer.Alana soltou uma risada fria, sem responder. Ela apenas ficou ali, em silêncio, observando Elisa atuar. A performance daquela mulher era tão patética, tão mal ensaiada, que qualquer pessoa com o mínimo de discernimento perceberia a falsidade. Mas, como em um teatro de mau gosto, ainda havia quem caísse na encenação.Rebeca, a fiel escudeira de Elisa, colocou-se na frente dela com uma postura desafiadora e, olhando diretamente para Alana, disparou:— Não venha intimidar a Lisa! O que ela disse ou não disse é problema dela. Não tem nada a ver com você. Afinal, você não é nada além da sombra dela.Aquelas palavras cortaram fundo no coração de Alana. Seus dedos se fecharam em punho automaticamente, enquanto sua respiração ficava pesada. Até mesmo Erick percebeu a tensão no ar e virou-se para observar Alana.O rosto de Alana ficou sombrio. Ela não disse n