Será que só ter um filho com outra vale um divórcio?
Será que só ter um filho com outra vale um divórcio?
Por: Gabriel Souza
Capítulo 0001
Encerrei a ligação e tirei uma foto da mesa decorada com capricho e do bolo de aniversário de casamento. Enviei para ele.

A resposta não demorou:

[É seu aniversário?]

[Hoje não dá para eu voltar. Celebre sozinha.]

Ri de mim mesma e joguei o bolo no lixo.

Meu aniversário? Nosso aniversário de casamento?

Roberto Santana nunca se lembrava.

Nicole, por outro lado, tinha um caderninho onde ele anotava tudo sobre ela.

Desde o ensino médio até hoje, todos os detalhes.

Peguei novamente o exame de gravidez que estava na mesa.

Minha ideia era entregá-lo como presente durante o jantar de comemoração.

Mas agora isso parecia completamente desnecessário.

Seis anos de casamento sem filhos. Três tentativas dolorosas de fertilização in vitro fracassadas.

Achei que essa também seria um fracasso, mas, para minha surpresa, dessa vez deu certo.

Só que a felicidade durou poucos minutos. Então vi o post de Nicole.

Quem sabe? Talvez ela tenha feito a fertilização no mesmo dia que eu, usando o esperma do meu marido.

E eu, uma idiota, fui a única a ser enganada, sem saber nada.

Coloquei o prato de comida na minha frente. Embora estivesse sem apetite, sabia que precisava comer um pouco por causa do bebê.

Mas assim que o cheiro da carne e dos pratos pesados chegou até mim, me curvei e comecei a vomitar violentamente.

A dor na barriga ficou cada vez mais intensa.

De repente, senti algo quente e úmido escorrer entre as pernas.

O sangue começou a manchar minha calça.

Entrei em pânico.

Será que estava tendo sinais de um aborto espontâneo?

Não importava o quanto eu estivesse decepcionada com o Roberto, aquele bebê tinha sido uma conquista difícil e eu não podia deixar que acontecesse nada com ele!

Peguei o celular rapidamente, pronta para descer e pegar o carro para o hospital.

Mas, assim que abri a porta, a dor foi tão intensa que minhas pernas fraquejaram e eu me apoiei na parede, deslizando lentamente até o chão.

Hoje de manhã, eu me senti mal e passei a maior parte do dia no hospital fazendo exames, o que me deixou exausta.

Ao voltar para casa, achava que Roberto, com certeza, chegaria logo para comemorarmos nosso aniversário de casamento. Preparei o bolo, as comidas e arrumei a casa.

Talvez fosse hipoglicemia.

Peguei o celular rapidamente para chamar o 192, mas, de repente, tudo começou a escurecer e a tontura me tomou conta, sem que eu tivesse forças para me segurar.

Foi quando ouvi a porta do vizinho abrir.

Ele olhou para mim assustado e correu para me ajudar.

— O que aconteceu? — Perguntou.

Soltei um suspiro de alívio e pedi que me levasse ao hospital.

Depois dos exames, o diagnóstico confirmou o que eu temia: eram sinais de um aborto espontâneo.

O médico, com expressão séria, prescreveu remédios e fez recomendações.

— Vocês, como casal, precisam tomar mais cuidado daqui para frente. A gravidez ainda está instável, então nada de emoções fortes e muito esforço.

Vendo o homem ao meu lado sem saber o que fazer, expliquei que ele não era meu marido.

— Meu marido está fora do país… a trabalho.

O médico assentiu com a cabeça e continuou explicando os cuidados:

— Envie essas recomendações para ele. . O futuro pai precisa começar a aprender como cuidar de uma grávida.

Eu dei um sorriso amarelo.

Eu sabia que ele sabia como cuidar, infelizmente, o cuidado estava sendo direcionado a outra mulher.
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