Há um milhão de motivos para que eu desista de você
Mas o coração quer o que ele quer
O coração quer o que ele quer
The Heart Wants what It Wants - Selena Gomez
(...)
Ella
— Sinta-se à vontade, a cozinha é toda sua. — aponto a direção para que ele cumpra com sua palavra.
— Nossa! Estava tentando fazer churrasco ou o quê? O cheiro de queimado incendiou seu apartamento. — ele comenta com sarcasmo.
— Meu olfato está em perfeito estado, senhor observador. E respondendo à sua pergunta, eu não estava tentando fazer um churrasco, estava preparando meu jantar, mas um idiot… — ele me olha com o cenho franzido e um sorriso arteiro, me fazendo perceber que iria falar besteira.
Pigarreio, tentando não demonstrar o que estava prestes a fazer.
Como se esse cafajeste não soubesse…
— É… Como eu ia dizendo, estava preparando meu jantar, mas me distraí e acabou acontecendo esse estrago que você está vendo. — ele ri nasalmente, balançando a cabeça para os lados.
— Tudo bem, não está mais aqui quem falou. — levanta as mãos em sinal de rendição.
— Vou colocar meu casaco na lavadora, se precisar é só me chamar. — ele apenas meneia a cabeça em sinal de concordância.
Enquanto giro os calcanhares para ir até à lavanderia — que fica praticamente ao lado da cozinha, ficando separados por uma parede, tipo um quartinho — Vejo-o colocando as mãos na barra da camisa e tirando-a. Acho um abuso ele fazer isso, mas não vou negar que gostei muito.
Mesmo estando de costas para mim, babo em sua musculatura perfeita, suas costas largas.
Eu juro que vou ter um troço.
Fico tão fissurada que, sem perceber, inclino a cabeça para o lado, mordendo de leve o lábio inferior.
Consigo retornar à realidade antes que ele perceba e vou para onde o informei.
Enquanto coloco o casaco na máquina, meus pensamentos vão ao encontro do homem que está em minha cozinha, preparando um jantar para mim.
Não sei o que é mais louco da minha parte, permitir que um estranho entre em minha casa ou o fato de eu estar completamente excitada por um homem que nem conheço.
Termino minha tarefa e volto para onde o deixei.
— Devo admitir que o cheiro está ótimo — o som da minha voz o faz olhar por cima do ombro — Costuma ficar sem camisa na casa dos outros? — sento na banqueta e apoio meus braços sobre o balcão da cozinha americana.
— Não uso camisa para cozinhar em minha casa, não usarei na sua. — dá de ombros.
— Você é sempre assim?
Ele desliga o fogo e vira de frente para mim, me deixando ainda mais desconcertada por ver um homem tão gostoso em minha casa.
Esse fogo todo deve ser por causa do tempo que não transo, mamãe está certa. Preciso transar.
— Assim como exatamente? — arqueia as sobrancelhas.
— Tão cheio de si, sempre tem as respostas certas na ponta da língua…
— A maioria das pessoas dificulta demais as coisas, a vida é simples e muito curta para não dizer o que pensamos. Então, sim. Isso te incomoda? — me olha intensamente, como se me analisasse.
Estalo a língua.
— Porque me incomodaria? Nem nos conhecemos, apenas comentei o que penso, exatamente como você disse que as coisas devem ser. — lhe encaro desafiadora.
Ele sorri.
— Gostei de você. A propósito, me chamo Justin Coleman. — estende a mão em minha direção para um cumprimento.
— Ella Murray. — retribuo o gesto.
— É um prazer conhecê-la, Ella.
— Digo o mesmo, senhor Coleman.
— Apenas Justin, acabo de cozinhar para você, somos amigos agora.
Encaro seu semblante presunçoso.
— Podemos comer? — desvio meu olhar para a panela em cima do fogão.
— Onde ficam os pratos?
— Deixa que eu pego. — levanto, fazendo menção de ir até lá.
— Não se preocupe com nada, só me diz onde fica. — ele põe a mão em minha frente, impedindo-me de passar.
Assinto com a cabeça e aponto para uma das portas do armário.
Justin pega dois pratos e nos serve com uma macarronada — que está com uma cara bem apetitosa — e um filé de carne. Chego a salivar somente em olhar, mesmo de longe.
— Tem algo para beber?
— Sim, na geladeira.
Ele abre a porta da mesma e analisa por alguns segundos o que irá pegar. Ao fechá-la, traz consigo uma garrafa de vinho que abri há alguns dias.
— Se está pensando em me embebedar e fazer o que quiser comigo, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Sou forte para bebidas. — ele ri, balançando os ombros.
— Você tem senso de humor, gosto disso.
Coloca os pratos no balcão, traz dois copos e a garrafa de vinho. Veste a camisa e senta na banqueta ao meu lado.
— Bom apetite, espero que goste.
Estava com tanta fome, que enrolo o macarrão no garfo e levo à boca, saboreando-o e solto um gemido involuntário de satisfação.
— Isso está maravilhoso… — resmungo de olhos fechados.
O miado do Tom, me faz abrir os olhos.
Olho na direção do som e vejo-o na janela. Nem havia percebido que esse safado saiu. Agora voltou pelo cheiro da comida.
— Onde esteve, rapaz? — pergunto a ele, que parece me entender, pois, pula para o chão e vem até nós.
— Olá, amiguinho — Justin o cumprimenta e o sem vergonha roça a cabeça na perna dele — Quer um pouquinho? — o Tom mia.
Justin pega um pouco de carne e j**a no chão. Tom dá uma breve cheirada e come em seguida.
— Onde aprendeu a cozinhar assim? — o encaro curiosa.
— Quando se é solteiro, morando sozinho, temos que aprender a nos virar, não é mesmo?
Meneio a cabeça em concordância.
Tivemos um momento bastante agradável enquanto comemos. Falamos um pouco sobre nossos gostos culinários, a comida preferida de cada um. Sei que é insano da minha parte, porque acabo de conhecer o Justin, mas de alguma forma, pela primeira vez em tempos, me senti bem na companhia de um homem. E olha que já tentei sair com alguns caras depois do meu divórcio.
— Foi bom te conhecer, Ella. Espero que tenhamos momentos como esse mais vezes. — diz à medida que caminha para fora do meu apartamento.
— É uma hipótese, mas eu não contaria com isso. — Justin me analisa, como se pudesse enxergar a minha alma.
— A propósito, gostei do pijama. — aponta para meu corpo e só agora me dou conta de que não troquei de roupa, nem coloquei outro casaco por cima.
Arregalo os olhos, morrendo de vergonha.
Imediatamente, cruzo os braços sobre os peitos.
— Até mais ver. — ele ri e vira de costas para mim.
Fecho a porta e coloco a mão na testa.
— Porque essas coisas só acontecem comigo? Devo estar pagando meus pecados de outra vida, não há outra explicação.
Vou até a cozinha para lavar a louça suja e deixar tudo organizado antes de dormir.
Me certifico que tranquei a porta, apago as luzes e sigo para o quarto.
Quase que instantaneamente, meus olhos vão em direção à janela, de onde costumo vislumbrar a beleza estonteante do meu vizinho gostoso. E, mesmo que eu tente evitar, já não consigo mais dizer não aos instintos do meu corpo. Então, fecho a cortina, apago a luz, deixando apenas o abajur ligado. Vou até o guarda-roupa e pego meu pênis de borracha.
Um objeto marrom, grosso e com veias saltadas, exatamente como imagino ser o pau do meu vizinho. Deito sobre a cama com as pernas abertas, abaixo minha calcinha até os joelhos e fecho os olhos, deixando a minha imaginação fluir.
Ao fazer isso, minha mente reproduz a imagem do Justin com a cabeça entre minhas coxas. Ele erguendo uma de minhas pernas e beijando levemente até chegar aonde eu mais queria. Seus lábios carnudos molhados dando uma chupada forte em meus lábios vaginais e deixando sua saliva se misturar à minha lubrificação.
Nesse momento, minha respiração já está totalmente descompassada. Desço uma de minhas mãos até minha virilha, acariciando-a e passando os dedos ao redor do meu clitóris, o deixando cada vez mais sensível. Com dois dedos, passo a fazer círculos ali, me estimulando e, não suportando mais tamanho desejo que me toma, me penetro com o vibrador em formato de pênis.
Meus gemidos começam a ecoar pelo quarto e tento me controlar para não gritar, o que é quase impossível. Continuo nesse movimento de entra e sai delicioso, sentindo a vibração na parte interna do meu clitóris. Levo minha mão a um de meus seios, apertando-o, imaginando ser o Justin. Ele falando safadezas em meu ouvido, me levando à loucura.
Chego ao clímax, tendo espasmos e sentindo as paredes da minha buceta se contraindo e apertando o vibrador.
Estou ofegante.
Logo o cansaço me atinge, como ondas de alívio e satisfação, dessa forma, apago.
Tente não se afastar demaisNão permita que seus receios controlem vocêMantenha-se atento com beijos autênticosPreenchido com amorOrion's Belt - Sabrina Claudio(...) Justin — Doutor Coleman, sua próxima paciente acaba de chegar. — Amber, uma das enfermeiras do hospital, me informa, segurando a porta para não bater. — Eu não preciso ser anunciada, querida. Eu e o Justin somos amigos, não é mesmo? — a senhora baixinha, de cabelos grisalhos, segurando uma bengala para auxiliá-la a andar, entra em minha sala, quase derrubando a Amber. Sorrio em vê-la. — Está certíssima, dona Mary. Amber, prepare a sala de radiografia, por favor. — ela assente com um menear de cabeça. Sai em seguida, fechando a porta atrás de si e nos deixando a sós. — Como está a senhora? — lhe pergunto, à medida que ela senta na cadeira em frente à mesa branca. — Estou bem na medida do possível, meu filho. Senti saudade das nossas conversas. Como vai esse coração? — sorrio para ela. — Cheio de sangue e baten
Porque se eu te quero, te quero, amorNão vou recuar, não vou pedir espaçoPorque espaço é apenas uma palavraInventada por alguém que tinha medo de ficar muitoClose - Nick Jonas(...)Ella Como pode uma pessoa ser tão irritante e gostoso ao mesmo tempo? Não sei a resposta para essa pergunta, mas se eu fosse descrever o meu vizinho, seria exatamente assim. E olha que desde que comecei a delirar por ele, só trocamos umas palavrinhas duas vezes. Uma ontem à noite e outra hoje. — E você ainda insiste em gostar dele, não é mesmo, Tom? — converso com meu gato, como se ele fosse me responder, enquanto visto meu pijama após o banho. Ele mia. — O que quer? Está com fome? Vai lá pedir comida a ele, duvido que tenha uma ração tão boa quanto a que eu te dou, seu pilantra. — Tom mia novamente, dessa vez, roçando em minha perna. Mesmo querendo ficar aborrecida com ele, seria impossível, sou apaixonada nessa bola de pêlos que não faz nada além de comer, fazer cocô, xixi e pedir comida. Aliás,
Você, só penso em vocêEu não me cansei de você, eu estou tão confusoNão há ninguém para estar iludindoSó você, é tudo que pensoJaigantic - Tora(...)Justin Saí do apartamento da Ella com um enorme sorriso no rosto e, se me perguntarem a razão, não saberei responder. Desde que deixei meu passado para trás, há mais ou menos um ano e mudei de cidade para começar uma nova vida, eu a observo pela janela. Nem que eu quisesse, conseguiria evitar olhar, essa mulher é um estouro. A pele tão moreninha, que parece um chocolate humano e eu morderia todinha. Alguns músculos definidos nos lugares certos e sem exageros. Um quadril largo que a faz requebrar a bunda a cada passada que dá, enquanto anda. Seios fartos e, pelo que vi quando estava só de pijama, bem firmes. Daquele tipo que dá vontade de mamar como uma criança faminta. A bunda nem se fala… Que bunda! Ella é uma perdição para qualquer homem hétero. Quando a vi me encarando pela primeira vez pela janela de seu quarto, eu estava nu.
Me lance pra longeJogue estes joguinhosAgindo como se estivesse tudo bemHoje, hojeGo Fuck Yourself - Two Feet(...)Ella Demorei um pouco para pegar no sono, na noite anterior. Porque, por alguma razão, minha mente parecia estar em alerta. Ficava recordando várias e várias vezes a imagem do Justin salvando a mim e meu gatinho da árvore assassina. E quando caí naquele peitoral? Meu corpo se acendia somente em lembrar. Minha boca se enchia de água, pensando quando reparei no volume em sua bermuda… Um calor terrível tomou conta do meu corpo e, mesmo querendo evitar, tomando banho gelado, não consegui. Foi mais forte que eu. Quando percebi, lá estava eu, mais uma vez me tocando e pensando no meu vizinho gostoso. Mas nada disso superou a forma como ele me tratou após me salvar. Jamais pensei que meu vizinho cafajeste, que vive dando festas e enchendo a casa de mulheres, seria tão prestativo, a ponto de não me permitir nem mesmo pegar um gelo para fazer uma mísera compressa. Devo a
Quer deixar sua cidade solitáriaQuer sair e foder por aíO que ele pode fazer, o que ele pode fazerÉ a vida deleHer Life - Two Feet(...)Justin Nando e eu tínhamos acabado de chegar na boate, o som da batida da música já podia ser ouvida do lado de fora. O lugar estava completamente cheio, repleto de jogo de luzes piscando no teto e a galera parecia bem animada. Fomos direto para o bar, onde sabíamos que haveria presa fácil. Logo ao nos aproximarmos do bar, vimos duas mulheres muito delicinhas, debruçadas sobre o balcão, tentando pedir uma bebida ao barman, porém, sem sucesso. — Ei, cara! — chamei a atenção do barman, gesticulando com a mão — As garotas querem beber. Será que você pode servi-las ou é pedir muito? — perguntei com seriedade. — Claro! É pra já. O que vão querer? — Martini, acho que cairia bem para as moças. — respondi com um sorriso cínico e Nando apenas me observava calado. — Nada disso, queremos tequila. Essa noite vamos nos esbaldar. — uma delas, que parecia
Então me deixe, me deixe te deitar Me ascenda, tenha tudo hoje à noite Então me deixe, me deixe te deitar Me ascenda, tenha tudo hoje à noite Sacrifice - Black Atlass (...) Ella Depois das palavras do meu vizinho gostoso me deixar tentada — assim como eu estava fazendo com ele, quando o provoquei, dançando com o Oliver — continuei bebendo pelo que pareceram horas, já estava bastante alterada, sem ter muita noção do que acontecia ao meu redor. E tudo isso por pura raiva de mim mesma, por querer ser mais solta se tratando de homens, dar sem me importar se no dia seguinte o cara esquecesse meu nome. Enquanto perco a oportunidade de aproveitar a vida, meu ex segue por aí com a vagabunda com quem me chifrou, ou que possa estar fodendo várias, já que não tenho notícias dele há um bom tempo. — Já chega, minha rainha. Você já bebeu demais. — meio desnorteada pelo álcool em meu organismo, ouço a voz do Oliver. — Ah… Me deixa… Estou… bem. — minha voz sai embolada. — É, dá pra ver c
Sim, você continuaVocê é venenosa e eu sei que isso é verdadeTodos os meus amigos acham que você é viciosaI Feel Like I'm Drowning - Two Feet(...)Ella O som estridente do meu celular despertando me faz abrir os olhos, a cabeça lateja, como se fosse explodir a qualquer momento. Deitada de bruços e com o rosto enfiado no travesseiro, estico o braço, passando a mão pelo colchão, tentando encontrar o bendito celular. — Cala a boca, droga! — resmungo sem tirar travesseiro do rosto, e até o som da minha voz faz com que a cabeça pulse mais devido à dor. Percebo que a porcaria não está perto de mim, então, sem muita coragem, estico um pouco mais o braço, o alcançando na mesinha ao lado da minha cama onde fica o abajur. Aperto rapidamente o botão liga/desliga e solto um suspiro pesado por finalmente o barulho ter cessado. Meu corpo inteiro dói, a cabeça parece uma escola de samba do tanto que está latejando, minha boca está com um gosto horrível e amargo. Pior que isso, acredito que n
Longe de casa conheci essa garota, me chamou a atençãoEla entra com uma nuvem de tempestade, olhos como relâmpagosCabelos como o sol, as borboletas estão aumentandoNão quero sentir arrependimento, apenas imagineRomantics - Tove Lo(...)Ella Eu não vi mais o meu vizinho, os dias foram passando lentamente ou era eu que estava ansiosa demais para o tal encontro. Mas também pudera! Não saio com um homem desde que me divorciei, há mais de um ano, chega até a ser estranho fazer isso depois de tanto tempo. Um medo começou a tomar conta de mim, receio que o cara queira algo mais e eu não corresponda às expectativas dele. Hoje é o dia do meu encontro e eu deveria estar saltitante, mas não. Estou extremamente nervosa e a ponto de desistir. Nada disso, Ella. Você já foi muito longe para dar pra trás agora. Relaxa e segue o roteiro. Repreendo-me mentalmente por minha covardia. Sou uma mulher bonita, gostosa e poderosa, não preciso que um homem aprove isso ou me faça sentir o que já sei q