KIRONApós a saída de Aisha, meu lycan ficou inconformado. Minha vontade era destruir tudo naquela sala, mas eu não podia agir com irracionalidade, entregando o poder a ele. Me preparei para ir atrás dela, mas fui parado por Maximus.— Saia da minha frente, Maximus, ou não responderei por mim. — Disse, muito irritado.— Kiron, eu nunca ficaria contra você e estou mais do que feliz por você ser o companheiro predestinado de minha filha. Não a conheço bem, mas conheci minha companheira, a mãe dela, e as semelhanças são incríveis. Se você tentar subjugá-la, encontrará uma adversária à altura. Dê o espaço de que ela precisa e você a terá de volta em breve, sem precisar forçá-la.— Concordo com o Maximus, Kiron. Após tudo que a rainha passou, vai ser bom ter um pouco de normalidade, como ela disse.— Seja paciente, Kiron. Confie no processo, você não come o fruto no mesmo dia que planta a semente, meu amigo.Precisei respirar fundo algumas vezes para me controlar. Eles estavam certos. Aish
Saímos da sala e fomos em direção à enfermaria improvisada naquele andar. O cheiro de antisséptico era forte, contrastando com o usual aroma de madeira e requinte que impregnava o resto do lugar.Quando entramos, Martín estava sentado na beirada da cama, parecendo bem melhor do que o dia anterior em que o vi. Seus olhos brilhavam com um misto de gratidão e apreensão.— Martín, como está se sentindo? — Perguntei, parando a uma distância respeitosa.— Melhor, graças a vocês. — Ele respondeu, levantando-se com cuidado. — Agradeço por terem cuidado da minha saúde, rei Kiron. Sei que não era obrigação de vocês.Assenti, cruzando os braços.— E eu agradeço pela sua ajuda no combate com os outros lobos. Sem você, poderia ter sido muito pior.Martín fez um gesto de concordância, mas havia algo em seu olhar que indicava satisfação, um certo alívio.— Darei seu recado a Aisha e, se ela se sentir à vontade de conversar com você, ela avisará.— Não será necessário, nós já nos falamos. Ela me ouvi
Pensar em Maximus me fez lembrar que precisava conversar seriamente com minha tia sobre mantê-lo em minha guarda pessoal. Não me importava se ela fosse contra isso, eu confiava em Maximus, ainda mais agora sabendo que ele era o pai de Aisha.— Espero que você não esteja envolvido com nenhuma qualquer. Lembre-se de que você é o rei. Não envergonhe nossa família com envolvimentos com mulheres aleatórias.— Ainda bem que a senhora frisou bem… eu sou o rei. Não preciso dar satisfação de nada em relação à minha vida, tia Miranda. A senhora tem uma data para retornar ao castelo?— Eu mal cheguei e você já quer que eu vá embora? Você tem se demonstrado muito ingrato após tudo que fiz por você e pelo reino. Renunciei ao meu luto para servir a você.— Eu nunca pedi isso à senhora. A senhora o fez por vontade própria, não queira colocar essa bagagem em minha conta, tia. Sempre deixei claro que a senhora teria as mesmas regalias caso quisesse se afastar do castelo. Isso era compreensivo após a mo
AISHAEu me mantive firme enquanto estava de joelho diante dele, levando-o fundo em minha garganta pela satisfação de vê-lo se entregar ao prazer que o estava proporcionando com minha boca, mas aqui, totalmente aberta enquanto ele me chupava, não conseguia me manter mais assim.Minha pele se arrepiava ao som dos rosnados que saiam da garganta de Kiron enquanto ele me chupava como se não fosse existir o amanhã. Seu olhar era intenso sobre mim, enquanto ele me levava para outra dimensão.Quando sua língua tocou em um ponto certo da minha intimidade, arqueie o corpo em um prazer que explodiu de dentro para fora, e gozei.— KIROOOON…Não sei quanto tempo se passou, minha alma pareceu que havia saído do corpo. No entanto, não demorei para me recuperar, puxando-o para mim, atacando sua boca, meus dedos se infiltrando pelos seus cabelos, minha língua acariciando a sua sedutoramente, enquanto eu sentia meu próprio gosto através dele.Suas mãos desceram até minha bunda e eu mordi seu lábio, se
Acordei com uma tremenda gritaria. Olhei para o lado e Kiron não estava mais lá. Me levantei um pouco desorientada e seguir para a sala para verificar o que estava acontecendo. Me deparei com a mesma senhora que jantou com Kiron na noite anterior, quase transformada na sala com Kiron entre ela e Maximus.— O que está acontecendo? — Perguntei assustada.— E para piorar, você ainda anda comendo a garçonete. — Ela disse com sarcasmo.O rugido que Kiron deu causou-me até um frio nos ossos. Ele olhou para aquela mulher com uma onda de raiva que parecia atravessar seu corpo. A mulher olhou assustada para ele, e nesse momento era Maximus que se colocava entre os dois.— Kiron… — Chamei, enquanto o corpo dele tremia prestes a se transformar.— Respeite minha companheira, Miranda. Que essa tenha sido a primeira e última vez que você a tratou com desrespeito.— Eu não sabia… — Aquela senhora tentou argumentar.— Apenas por isso deixarei passar. Já discutimos tudo que se referia a Maximus. Você
Quando resolvi sair do quarto de Kiron não encontrei nem Maximus, muito menos a tia de Kiron. Tomei meu dejejum ao lado de meu companheiro e depois seguir para a faculdade. Assim que cheguei, encontrei Maitê.— Bom dia, amiga! E aí, como foi a conversa com seu boy?— Bom dia, Maitê! Não tivemos muito tempo para conversar… — Disse e minha amiga me olhou com uma expressão engraçada, mas ao perceber algo em minha fisionomia, logo sorriu.— Entendi… o tempo foi curto para uma conversa… mas para o divertimento também? Eu, no seu lugar, teria optado pelo divertimento. — Ela voltou a me encarar. — E acho que você fez exatamente isso, sua sujeita.Sorrimos juntas.— Começo a perceber que não é fácil ser a companheira do rei lycan. — Disse. E nesse momento, Maitê parou de caminhar ao meu lado.— Calma lá… Kiron é um rei? Isso quer dizer que você é uma rainha? — Ela disse alto demais, o que me fez repreendê-la e olhar para os lados para verificar se alguém havia escutado. — Esse é um “pequeno”
Kiron deu um suspiro aliviado e se aproximou de nós, envolvendo-me em um abraço protetor e encarando Maximus com um olhar compreensivo.Eu sabia que este era somente o começo de uma longa jornada que ainda tínhamos para percorrer, mas estar ali, entre meu companheiro e meu pai, me deu uma sensação de esperança que há muito tempo eu não sentia.— Fico feliz em ver vocês dois juntos. — Ele disse. — Sei que há muito a ser esclarecido, muitos sentimentos envolvidos.Meu pai assentiu, ainda claramente emocionado. Ele deu um passo para trás, limpando os olhos rapidamente antes de falar.— Agradeço por sua compreensão, Kiron. — Ele olhou para mim novamente, como se quisesse garantir que eu realmente estava bem. — Aisha, eu… não sei nem por onde começar. Tantas coisas aconteceram, e sinto que falhei com você e sua mãe de tantas maneiras.Kiron o interrompeu gentilmente, colocando uma mão no ombro de meu pai.— Maximus, o passado é doloroso, mas o importante é o que fazemos daqui para frente.
KIRONEu estava aliviado por termos dado um passo em direção ao futuro. Ver Aisha aceitando viajar comigo era um começo, uma faísca de esperança em meio a tantas incertezas.No entanto, a ideia de ela desistir de seu trabalho naquele restaurante era algo que me aliviava. Não que não fosse um trabalho digno, mas porque eu sabia que Aisha era mais do que aquilo. Ela era a rainha da nossa raça, destinada a algo muito maior.Mas havia algo que eu ainda precisava discutir com ela, algo que não poderia mais adiar. Eu suspirei, sentindo o peso do que estava por vir. Sua transformação.Desde que a marquei, os sinais de sua lycan se tornavam mais evidentes. Aisha ainda não sabia desses acontecimentos — não havia comentado nada com ela. A primeira transformação só poderia ocorrer com uma ordem minha. Esse era o motivo pelo qual o alfa Joseph não havia conseguido transformá-la.A inquietação crescia dentro de mim. Eu sabia precisarmos falar sobre isso antes de deixarmos este lugar. Ela tinha que