Capítulo 2
— O quê? — Perguntou Isabelly, visivelmente perturbada, olhando surpresa para Otávio. — Isso não aconteceu quando Janaína foi te procurar, vocês...

— Janaína nunca veio me procurar! — Interrompeu Otávio, apontando para a barriga dela. — Esse aí é um filho ilegítimo.

Isabelly começou a chorar desconsoladamente:

— Meu Deus, que confusão é essa?!

Ela tremia inteira enquanto caminhava em minha direção:

— Vadia! Você, sua vadia! Meu filho foi tão bom para você, cuidei de você com tanto carinho quando soube que estava grávida... E você ousa ter um filho de outro homem?! Vagabunda! Eu sempre soube que você não prestava. Meu filho é um graduado de elite de uma universidade de prestígio, eu nunca concordei, mas ele tinha você no coração, ele te queria mesmo depois de você ter causado a morte dos seus pais. Ele foi tão bom para você! Como você pôde fazer isso?!

Isabelly apontou para mim e gritou, e, no final, se sentou de repente e começou a chorar alto:

— Meu Deus, como nossa família pôde acabar com uma nora dessas?!

As pessoas ao redor começaram a se afastar de mim.

— Como pode existir uma pessoa assim, trair e ainda ter o filho de outro homem cuidado pela sogra?

— Traidores deveriam morrer!

— Essa pobre senhora, enganada por essa vadia!

Otávio tentou ajudar Isabelly a se levantar enquanto ela chorava:

— Filho, me deixe morrer, foi minha culpa não ter ficado de olho nela. Eu ainda cuidei dela durante toda a gravidez, sem saber realmente o que estava fazendo.

— Quem é o desgraçado?! — Pressionava Otávio.

Eu observava a cena de Isabelly como se fosse um espetáculo, mas fiquei irritada quando Otávio me perguntou daquela forma:

— Quem você está chamando de desgraçado?

Então, Otávio me deu um tapa no rosto e segurou meu cabelo, apertando meu pescoço.

Eu mal conseguia respirar e tentava soltar suas mãos. Desde que engravidei, minha força havia diminuído e não conseguia superá-lo.

Tentei chutá-lo, mas minhas pernas foram firmemente agarradas por Isabelly.

A dor e a asfixia me forçaram a fechar os olhos, sentindo uma dor aguda na barriga.

— Quem é o desgraçado?! Se você não falar, eu vou fazer você abortar esse filho ilegítimo agora mesmo!

Eu abri minha boca, mas não consegui dizer nada. Otávio finalmente me soltou e eu recuei alguns passos, tentando me apoiar em alguém que rapidamente se esquivou com desgosto.

Eu segurei minha barriga com as duas mãos e falei com voz fraca:

— Otávio, você enlouqueceu? Estou grávida de oito meses agora, se você me bater, estará tirando uma vida! Assassinato tem consequências, você teria coragem de ser preso por isso?

Eu conhecia bem aquele tipo de homem sem capacidade, como Otávio.

— Janaína, você me traiu e ainda tem a audácia de me ameaçar?

— Essa mulher é realmente sem vergonha! Traiu e ainda fala como se estivesse certa.

— Os pais dela não morreram? Gente sem educação é assim mesmo, e o filho que ela está esperando não será melhor do que ela.

Eu cerrei os dentes com força:

— Otávio, nós nunca registramos nosso casamento nem fizemos cerimônia, quem disse que eu sou sua esposa? Sem casamento, com que direito você me acusa de traição? Eu escolho de quem quero engravidar e para quem quero dar um filho, isso é minha liberdade!

Gritei de uma só vez, e aos poucos as vozes ao redor foram se acalmando.

Isabelly se levantou e começou a pular de raiva:

— Sua vadia! Todo mundo sabe que vocês dois são um casal! Se isso não é traição, o que mais seria? Foi você mesma quem disse que o registro de casamento custava só 140 reais e que não queria fazer!

Olhei friamente para Isabelly, que estava exaltada:

— Sim, e eu também disse que, se vocês me dessem um casamento de cem mil reais, eu registraria. Foram vocês que disseram que não dariam!

— Você é uma interesseira! — Gritou Isabelly, rangendo os dentes, apontando o dedo para o meu rosto. — Que família gasta cem mil reais para casar? Além do mais, foi você quem ficou atrás do Otávio! Se tem que haver um casamento, o dinheiro deveria sair do seu bolso. Você tem uma empresa, não consegue pagar cem mil reais? Pedir esse dinheiro para mim é o mesmo que querer me matar!

Enquanto falava, Isabelly começou a segurar o peito e caiu no chão, aparentando muita dor.

— Mãe? Mãe, você está bem? — Chamou Otávio, mas nem olhou para ela, caminhando direto em minha direção.

Assim que ele se aproximou, senti uma pontada de dor na barriga.

Ele agarrou meu cabelo com uma das mãos e me encarou com ódio:

— Sua vadia! Eu fui embora para ganhar dinheiro e me casar com você! Mas você não conseguiu esperar e correu para os braços de outro homem, me traiu e ainda enganou minha mãe! Agora quer matá-la de desgosto?
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