Embora esta região fosse pouco explorada, ela era rodeada pelo mar, eles provavelmente já haviam alcançado a fronteira. De fato, Gustavo ouviu o som das ondas batendo nas rochas. Juliana comentou: — Isso não é bom, estamos nos distanciando das pessoas da equipe de filmagem. Os olhos de Juliana transbordavam preocupação, mas Gustavo estendeu a mão para tocar o tornozelo dela. Juliana instintivamente recuou o pé. — O que você está fazendo? Gustavo respondeu: — Me deixe ver seu pé. — Não precisa... — Não temos tempo a perder, se o assassino nos seguir até aqui, e eu não souber como está seu ferimento, estaremos em apuros. Juliana ficou em silêncio. Percebendo que ela não resistia mais, Gustavo retirou o sapato dela. Ele examinou rapidamente o tornozelo, notando um leve inchaço que necessitava de tratamento imediato. Gustavo pegou um unguento da mochila. Ao ver, Juliana, franzindo a testa, questionou: — Isso não veio da equipe de filmagem, certo? — Trouxe comig
Gustavo se aproximou de Juliana e indagou:— Com quem você foi ao cinema assistir ao filme "Relatos Selvagens"?Juliana respondeu:— Por que você ainda está pensando nisso? Eu fui com a Nicole, há algum problema?A apreensão de Juliana cresceu com a insistência de Gustavo em reviver aquele tema, mas ele prosseguiu, implacável:— Eu pedi ao Marcelo para verificar os registros de compra de ingressos de todos os cinemas de Castanda, e não há registros nem seu nem da Nicole. Você não foi ao cinema ver esse filme, por que mentiu para mim?Juliana não esperava que Gustavo chegasse ao ponto de pedir a Marcelo para investigar algo tão trivial.Ela forçou um sorriso e disse:— Gustavo, você não tem mais o que fazer? O Marcelo é um secretário sênior, e você o manda vasculhar todos os registros de compra de Castanda?— O filme "Relatos Selvagens" não teve grande bilheteria aqui, seria fácil verificar. Nossa análise de big data nos bastidores pode facilmente encontrar esses dados. Não mude de assu
— Corram. A risada maníaca do mercenário se seguiu, e os tiros vieram logo depois. Juliana, já começando a esquecer a dor no tornozelo, corria desesperadamente para fora, sem ousar parar por um momento.Gustavo disse:— Segure firme em mim, não solte!Ele puxou Juliana em direção à frente, mas ela claramente sentiu que a velocidade de Gustavo estava diminuindo.Havia luz à frente. Juliana, apressadamente, disse:— Gustavo! Estamos quase lá! Estamos chegando!De repente, um grunhido abafado fez Juliana parar. Ela olhou para trás e viu que a perna de Gustavo tinha sido atravessada por algo.— Gustavo...Juliana estava extremamente chocada. Naquele momento, o mercenário já havia os alcançado.Ela olhou para trás com força, ajudando Gustavo a se levantar, e disse friamente:— Vocês são homens enviados por George?Os dois mercenários se olharam, embora não tivessem falado, suas expressões já haviam dado a Juliana a resposta.Olhando para as armas nas mãos dos mercenários, Juliana tentou m
Ela estava de costas para o mar, movendo os lábios como se falasse algo. Em seguida, fechou os olhos e caiu para trás.As pupilas de Gustavo se contraíram rapidamente e o pânico em seu coração surgia como uma maré. Ele lutava e cambaleava para a frente, mas tudo o que via era a cena de Juliana já submersa no fundo do mar.Gustavo gritou:— Juliana...Perdendo a voz naquele breve instante, sentiu como se seu coração estivesse sendo rasgado.Os dois mercenários observaram a cena com indiferença e, desinteressados, se viraram para partir. Um deles falou friamente no rádio:— Chefe, a pessoa foi eliminada.Gustavo se ajoelhou no chão, com uma visão tingida de vermelho sangue diante de seus olhos.Ele não esqueceu as palavras que Juliana lhe havia dito com os lábios antes de pular do penhasco: "Me vingue".Gustavo olhou para os dois mercenários e disse friamente:— Diga a George que eu nunca o deixarei em paz. — O mercenário olhou para Gustavo, que falou lentamente. — Eu o matarei.Os dois
Essa voz fez a espinha de Juliana arrepiar, e instintivamente ela deu um passo para trás, mas alguém segurou seus pulsos.George estava muito próximo, seus olhos exibiam um sorriso sinistro.— Você tem medo de mim?Juliana respondeu:— Eu não tenho medo de você!Com uma força surpreendente, Juliana se libertou das mãos de George e, com um movimento brusco, lhe deu um tapa.Esse tapa liberou toda a frustração e o ressentimento que ela sentia no peito. George, esse homem descarado que a tratava como uma presa, havia transformado tudo numa caçada emocionante e tensa.Max disse:— Presidente George...A expressão de Max empalideceu.No momento em que Juliana o bateu, metade do rosto de George ficou vermelha instantaneamente, e um traço de sangue escorreu do canto de sua boca.Despreocupadamente, ele limpou o sangue do canto da boca e então olhou para ela:— Depois de tantos anos, você é a primeira pessoa que me faz sangrar.O tom de Juliana estava carregado de sarcasmo:— É mesmo? Posso fa
Naquele momento, George estava sentado na cabine do navio, com o rosto apoiado na mão, olhando atentamente para o espelho à sua frente, que refletia claramente todos os movimentos de Juliana.Max falou:— Presidente George...George perguntou:— O que você acha que ela está fazendo?— Ela... — Max também fixou o olhar no espelho e viu Juliana recostada na parede do canto, encolhida e imóvel. — Ela deve estar com medo, não é?— Medo? — George ergueu uma sobrancelha, ele já tinha visto muitas pessoas confinadas em salas escuras sentir medo, mas a reação de Juliana era diferente, o medo não se manifestava dessa maneira. — Faça algum barulho para que ela possa ouvir.— Sim, Presidente George. — Max saiu da cabine.Logo depois, se ouviram gritos e lamentos de uma mulher vindo do quarto ao lado, mas esses sons pareciam não afetar Juliana no quarto escuro.Juliana no espelho continuava imóvel.Max retornou e disse:— Presidente George, está feito.George ainda observava Juliana no espelho, fr
Juliana estava tonta e não sabia há quanto tempo havia adormecido. Quando acordou, o ambiente ao seu redor estava completamente escuro. Então, ela se lembrou que havia sido jogada naquele quarto escuro pelos homens de George. Neste momento, uma dor aguda surgiu em seu braço, Juliana ofegou e, instintivamente, tentou retirar a mão, mas uma voz masculina soou: — Não se mova! Juliana perguntou: — Quem são vocês? Neste momento, a enfermeira acendeu uma lanterna, e Juliana tentou proteger os olhos. Não havia janelas, nem luz, tornando o local ainda mais sombrio. A enfermeira disse: — Você está com febre, o chefe mandou a gente aqui para te tratar. Juliana, com a luz da lanterna, viu o plástico descartado pelo médico, que realmente era um medicamento para febre. Juliana relaxou um pouco e, com calma, perguntou: — Até quando o George vai me manter aqui? — Isso é coisa do chefe, não cabe a nós especular. Vendo que os médicos e enfermeiros não sabiam de nada, Juliana p
George disse: — E ela? George olhou ao redor, se certificando de que não havia nenhuma rota de fuga. Ao seu lado, Max disse: — Ela ainda está lá dentro, já se passaram cinco minutos e ela não saiu. — Pergunte de novo. — Claro. Max bateu novamente com força na porta do banheiro feminino e disse: — Abra a porta! — Não houve resposta. — Srta. Oliveira, o Presidente George já chegou, não tem como escapar, abra a porta! A voz de Max estava cada vez mais irritada, mas ainda assim não houve resposta do interior do banheiro. Max, confuso, olhou para George e disse: — Presidente George... Será que ela desmaiou novamente? Ao ouvir isso, George franziu a testa. A porta do banheiro estava trancada por dentro. George tirou a pistola de sua cintura, mirou na fechadura da porta e disparou. Em seguida, deu um forte chute, e o som de uma grande explosão ecoou quando a porta do banheiro foi destruída. — Vamos. — George, com uma expressão sombria, entrou com os outros, mas enc