— Por favor, você é a mãe biológica dele, o que tem a temer? Ele é seu filho. — Jaqueline realmente não entendia, ela sentia que Nádia talvez tivesse esquecido como ser mãe.Nádia virou a cabeça e lançou um olhar para ela:— Eu quase esqueci que você agora também é mãe. — Seu olhar pousou na barriga de Jaqueline. — Você ainda não pretende contar?Jaqueline colocou as mãos na própria barriga, balançando a cabeça:— Eu falei para a vovó que vou viajar.Nádia respondeu:— Parece que você vai esconder isso até o fim.— Mãe, obrigada por ter me ajudado a esconder.Nádia sempre soube da situação, mas nunca falou para ninguém, mostrando que ela era uma pessoa de palavra.Indiferente, Nádia disse:— Já que prometi não contar, naturalmente não falaria, e eu sabia que, se eu contasse, seria ainda mais difícil para você. Mas você planeja nunca contar ao Roberto que ele tem um filho?— Vamos falar sobre o futuro no futuro. Agora, só quero ter meu filho sozinha e decidir depois. Se ele souber agora
Jaqueline de repente agarrou a manga de Nádia, chacoalhou ela com força e, desesperada, balançou a cabeça, murmurando silenciosamente com os lábios:— Pergunte a ele quando ele estará livre, você pode esperar.O canto da boca de Nádia tremeu, ela tossiu secamente e apagou o cigarro que segurava na mão:— Então, quando você estará livre? Não pode estar sempre ocupado.— Estou sempre ocupado, não tenho tempo.A recusa impiedosa fez Nádia franzir levemente as sobrancelhas, sentindo uma pontada de dor no coração ao perceber que Roberto não desejava jantar com ela, nem ver sua mãe.Antes que Jaqueline pudesse intervir, Nádia tentou mais uma vez:— Você realmente não tem tempo? Nem mesmo meia hora?— Desculpe, não.Nádia apertou o telefone em sua mão, forçou um sorriso amargo e disse:— Tudo bem, então. Você está ocupado, não vou incomodar.Quando Nádia estava prestes a desligar o telefone, Jaqueline rapidamente pegou o celular dela e falou para a pessoa do outro lado:— Roberto.Ao ouvir se
— Então está bem, agora vou passar o telefone para sua mãe, e vocês combinam um horário.Jaqueline devolveu o celular para Nádia.Nádia ainda estava se recuperando da intervenção de Jaqueline quando pegou o celular e o encostou ao ouvido.Roberto falou algo do outro lado da linha, e Nádia concordou com a cabeça:— Tudo bem, estou ciente. Então está combinado. Até logo.Após desligar, Nádia se virou para Jaqueline e disse:— Eu e ele já marcamos o horário e o local.Jaqueline suspirou aliviada, ela apenas tentou, sem realmente esperar que funcionasse.— Que bom, só espero que vocês possam ter uma boa conversa quando chegar a hora, e por favor, não briguem. Vocês já perderam tempo demais, devem valorizar cada momento juntos, afinal, vocês são mãe e filho. Eu sei que você ama muito seu filho e sei que Roberto precisa muito de você.Nádia se sentiu um pouco envergonhada:— Talvez eu realmente não saiba como ser uma mãe, estou presa demais no meu próprio mundo, vivi metade da minha vida e a
Jaqueline, por um momento, não soube o que dizer. Ela sentiu que fazia sentido, incapaz de argumentar.— Você ainda quer ver? — Perguntou Nádia.Jaqueline assentiu com a cabeça:— Quero ver, posso levar esses de volta comigo?— Não precisa, você pode ver aqui e ir embora quando terminar. Levar tudo isso seria cansativo.— Mas... — Jaqueline folheou os materiais na caixa. — É muita coisa, eu poderia passar o dia inteiro olhando e ainda não terminar. Além disso, preciso analisar, pensar, pesquisar, acho que...— Não se preocupe, você pode ficar aqui, afinal, temos tudo o que você precisa, pode usar diretamente. Ah, e tem comida na geladeira, você pode cozinhar algo para o almoço hoje ou pedir algo. Tenho que sair agora, mas quando voltar, trarei algumas roupas íntimas limpas para você.Já que Nádia havia dito isso, para facilitar, Jaqueline só pôde concordar:— Obrigada, mãe.Jaqueline olhou para aquela caixa de materiais, tremendo um pouco. Ela teria que passar a noite acordada ali.
Jaqueline sorriu e assentiu: — Tudo bem. — Com tanto material, você descobriu alguma coisa? — Perguntou Nádia. Jaqueline respondeu: — Os dados deles são muito bem elaborados, é tudo perfeito demais. Mas eu não acredito que uma empresa tão grande, que cresceu tão rapidamente, não tenha nenhum problema. Às vezes, quanto mais perfeito algo parece, mais problemas escondidos podem existir. — Ela continuou. — Além disso, as ações do Grupo Nuvem Branca estão muito valorizadas. Tenho a impressão de que ele já virou alvo de empresas que praticam venda a descoberto. Nádia sorriu levemente: — Bom, muito promissor, mas às vezes só a intuição não basta. Você precisa de provas concretas para convencer as pessoas. Jaqueline assentiu: — Entendido, vou continuar investigando. Nádia acrescentou: — Não precisa ter pressa. Faça as coisas com paciência. Qualquer trabalho bem feito requer calma. Jaqueline respondeu: — Entendi. — Mas... — Disse Nádia, com certa curiosidade. — Você e
Nádia também não tinha certeza sobre isso, ela sentia que Roberto gostava de Jaqueline, gostava muito. Mas os comportamentos de Roberto eram confusos. Ela também não queria dar esperanças vazias para Jaqueline, se estivesse errada, poderia facilmente magoá-la. Afinal, eles já estavam divorciados, então o que Roberto pensava já não importava mais.— É, também não entendo o que cegou os olhos de Roberto. Aquela Ângela, eu realmente não vejo o que ela tem de bom. A mulher que Fábio gostava no passado, pelo menos, era uma mulher talentosa.Jaqueline sorriu levemente:— Talvez Roberto tenha encontrado a pessoa certa, não importa como ela seja, ela consegue tocá-lo.Ela pensava que para gostar de alguém realmente não havia qualquer razão ou lógica, é simplesmente gostar, mesmo que possa parecer ridículo para os outros.— E você? Você gosta do Roberto? — Perguntou Nádia.O coração de Jaqueline começou a bater freneticamente. Nádia a encarou:— O que foi?— Mãe, nós já nos divorciamos, nad
Jaqueline ainda estava incansavelmente ocupada quando Nádia lhe entregou um novo notebook.Jaqueline o encheu de anotações. Ela já havia revisado metade de uma caixa de documentos e ainda restava outra metade. Ela não contou quantos faltavam, simplesmente continuou passando de um para o outro.Nesse momento, seu celular tocou com um som agudo.Sem tirar os olhos do que fazia, Jaqueline continuou a anotar, até que o celular tocou novamente.Ela franziu a testa, estendeu a mão para pegar o celular e deu uma olhada, descobrindo que Roberto tinha mandado uma mensagem.A primeira dizia: [Você já dormiu?]A segunda: [Onde você está?]Jaqueline pegou o celular e digitou: [Ainda não fui dormir.]Mas antes de enviar, ela de repente pensou em algo.Se ela dissesse a ele que não estava dormindo, ele perguntaria o que ela estava fazendo, e ela teria que responder, perdendo tempo.Ela não queria conversar com Roberto naquele momento.Já havia passado o tempo em que, ao receber uma mensagem dele, el
— Mãe, você está importunando ela novamente, não é? Eu sabia que não seria bom para ela estar com você, você transferiu todo o seu trabalho para ela? Até permitiu que ela trabalhasse a noite inteira! Por que você faz isso? Ser uma sogra malvada te deixa feliz?Diante da série de acusações de seu filho, Nádia se manteve surpreendentemente calma:— O que você quer dizer com sogra malvada? Cuidado com as palavras, ela agora é minha filha, não posso ensinar minha própria filha a trabalhar? Ela começou a examinar aquela caixa de arquivos ontem à tarde e ficou acordada a noite toda sem dormir, estou orgulhosa dela, ela realmente aguenta a pressão.— Acho que você faz isso de propósito. Estou indo aí agora, e você vai parar de incomodá-la!— Por que você vem? Para aumentar ainda mais o conflito, colocando ela em uma situação difícil entre nós dois?Roberto respondeu friamente:— Então devo deixar você continuar incomodando ela? Vou levá-la embora.Nádia, brincando com suas unhas e com um tom