Lindsey Morgan
Assim que chegamos, pedi que Ralf subisse comigo, dessa forma, ele desceria logo com as malas, Levi já tinha feito esforço demais na noite anterior, eu queria poupá-lo um pouco agora, não que eu estivesse com segundas intenções para mais tarde e o quisesse descansado, longe disso, pensei cínica.
O elevador chegou e nós entramos, mas antes que as portas se fechassem, ouvimos um... "segura aí, por favor," reconheci a voz de Ruanita imediatamente.
— Obrigada Sra. Martinelli — disse quando me viu e olhou para Ralf. — Precisei ir ao mercado, ainda bem que tinha pouca fila — só então percebi que ela estava com duas sacolas de compras nas mãos.
— Faz tempo que saiu? — perguntei, me sentindo incomodada, não sabia por quê.
— Não! Ajudei o Sr. Martinelli com as malas — el
Lindsey MorganConversamos mais um pouco e logo ele foi chamado devido a uma emergência com outro paciente.E eu vim ficar com Levi. Observo seu rosto sereno, totalmente relaxado em um sono profundo e me pergunto o que teria acontecido se Ralf não tivesse percebido o golpe de Kiara. Naquele momento eu fiquei tão ferida com o que vi, que minha vontade era sair correndo dali. Graças a Deus não foi assim. Recrimino-me, porque Levi sempre teve uma conduta digna comigo e jamais faria algo parecido. Pensando no Sr. Hans, vou até a porta e chamo por ele, quando chega perto de mim, eu falo.— Sr. Hans, obrigada por tudo o que fez por mim e Levi hoje.— Não há de que senhora.— Está desde cedo à nossa disposição, se quiser pode ir para casa. Vou ficar aqui até Levi acordar.— Se não se importa, senhora, eu gostaria de
Levi MartinelliNas primeiras horas da manhã, uma enfermeira entra no quarto com uma bandeja prateada na mão, estou na poltrona, contemplando o sono tranquilo de Lindsey, a mão repousando em sua barriga, sentindo nossa filha fazer um movimento ou outro. Peço que não a acorde, que a deixe descansar. Ela me entrega um remédio e enquanto tira o acesso do soro do meu braço, informa que dentro de uma hora aproximadamente poderei ir para casa.Em menos tempo do que o previsto, estávamos a caminho de casa e eu não via a hora de chegar e ter uma conversa séria com aquela que durante muito tempo tratei com carinho e julguei uma amiga e infelizmente me mostrou da pior maneira o quanto estava enganado.Assim que adentramos a sala, Ruanita está lá com um sorriso enorme. Retribuo, porém, logo fico sério, vim todo o caminho remoendo o que Kiara fez e irei acertar as
Levi MartinelliNovamente a campainha toca fazendo nos aprumarmos no sofá, e dessa vez Lind vai atender e sua cara de espanto é visível ao ver meus irmãos parados em frente à porta, não estou diferente dela ao ver Julianna, não sabia que ela também viria.Depois de nos cumprimentarmos, nos sentamos para conversar.— Não sabia que viriam —mia bellafala.— Com tudo o que aconteceu, acabei esquecendo-me de comentar sobre a chegada de Lorenzo, mas Julianna vir é surpresa para mim também.— Ela resolveu vir de última hora — eles trocam um olhar, percebo que tem algo mais, quando estivermos a sós, vou questioná-lo. — Chegamos esta manhã, passamos logo no hotel para deixar as malas...Logo deu a hora do almoço e após a refeição, contra a vontade de
Lindsey Martinelli— O seu problema, aliás, o nosso problema é ser muito gente boa e as pessoas se aproveitam. Precisamos aprender a dizer um sonoro NÃO de vez em quando — Julianna fala depois que eu conto tudo o que vivi esses dias com Kiara aqui. — E agora onde está louca está?— Não sei e sinceramente, não quero saber. Ela me fez muito mal. Quando me lembro daqueles sapos e que poderia ter perdido meu bebê ali.—Dio Santo, nem pense numa coisas dessas. Eu sabia que ela era louca, só não imaginava que era tanto... Se bem que para fazer àquilo com o vestido de noi...— Que vestido? Que história é essa?Fico chocada ao ouvir que o vestido que todas da família Martinelli usaram para se casar anteriormente devido à tradição, e que por conta de mais um ritual idiota, fico
Na manhã seguinte...Levi MartinelliChegamos à empresa e depois de fazer às apresentações entre Paula e Julianna, eu deixei a cargo de Lindsey orientá-las quanto à divisão da função e das tarefas a ser executadas e segui para minha sala.Antes de ativar o notebook e ver meus e-mails, peguei o celular que tinha me esquecido de ligar e depois de fazê-lo, inúmeras mensagens e chamadas perdidas surgiram na tela, dentre elas, algumas do consultório do Dr. Michaels. Trarei de retornar imediatamente. Depois de falar com sua secretária, ela transfere a ligação.— Sr. Martinelli, como vai? — cortês, ele me cumprimenta.— Muito bem, obrigado. E o senhor? — uso da mesma cortesia.— Bem também, obrigado. Liguei porque os exames de sua prima ficaram prontos. Como não conseguia cont
Levi MartinelliNa hora seguinte, passamos olhando vários modelos de carros.Mia bellaparecia uma criança superexcitada solta numa loja de brinquedos. Ela entrava nos veículos e dizia que eram a minha cara, que adoro carro esportivo. Era verdade, acabei escolhendo um Ascari KZ1 preto de tirar o fôlego. Estava feliz com a aquisição.Era hora de escolher o dela.— Agora a sua vez...— Meu amor, não precisa...— Não aceito recusa — coloquei o indicador a silenciando. — Ficarei mais tranquilo se estiver em um veículo mais seguro. E como também teremos nossa menina, uma SUV seria a melhor opção.Sem mais questionar, passamos a olhar os modelos disponíveis. Para quem não queria, ela estava bem empolgada, sorri divertido. Porém, sempre ia para os carros mais populares.—
Uma semana depois...Lindsey MartinelliSorrio sentindo pequenos chutes em meu ventre, espreguiço meu corpo sobre os lençóis perfumados e macios do nosso quarto e, totalmente desperta, recostando-me à cabeceira da cama, aliso minha barriga e lembro que exatamente hoje, faz uma semana que nos mudamos. Mesmo não tendo o transtorno de embalar e desembalar móveis e utensílios, trouxemos alguns objetos pessoais e malas e mais malas de livros e roupas, além de algumas coisinhas que eu havia comprado. Julianna e Ruanita me ajudaram em tudo, mas os pequenos detalhes, aqueles que tornam a casa um lar com nosso jeitinho, esse eu e Levi fizemos juntos.Recordo seu sorriso aberto quando no primeiro dia, ele me viu colocar em cima de um móvel, na biblioteca, uma foto sua com a mãe.Claro que também coloquei fotos dele com os irmãos e alguns primos. Sem falar danon
Levi MartinelliSatisfeito, olho para o prato demia bella, que está vazio. Ela devorou tudo o que havia nele. Hoje, depois de muito tempo, resolvi cozinhar um prato tipicamente italiano para nosso almoço. A escolha foi um ravióli demuzzarellade búfala ao sugo, acompanhado por um vinho tinto e como sobremesa um tiramisú.— Como vivemos juntos tanto tempo e eu não sabia que você era um mestre da culinária Italiana? — ela pergunta apontando o garfo para mim.— Não diria um mestre, mas sei me virar — dou um sorriso de lado. — Fico feliz que tenha gostado — pego o guardanapo de tecido e limpo um pinguinho de molho em seu queixo. — E eu só resolvi cozinhar para amansar uma fera...Ela tinha ficado chateada porque introduzi o assunto sobre uma substituta sua para quando Eva nascesse. Só que eu sug