— Assassinato!Do lado de fora, as pessoas que originalmente assistiam curiosas começaram a gritar e correr em todas as direções, causando até um pisoteamento.Beatriz foi a primeira a reagir, agarrando a mão de Franciely, pronta para sair, quando uma voz fria soou atrás delas. — Quem se mexer, eu mato!Todos no local tremiam, sem se mover. Débora estava pálida, segurando firmemente a mão de Bruna.— Bruna, o que vamos fazer... é uma arma.— Não tenha medo, eles não ousarão nos matar. — Bruna tentou parecer calma: — Meu... meu irmão é o Daniel Dias do Grupo Dias, e... meu marido é o Afonso Silva do Grupo Silva, vocês só querem dinheiro, podemos dar o quanto quiserem, só não nos matem.— Sra. Silva, eu sei quem é, saiu nas notícias recentemente, uma pessoa muito falada. Parece que sua posição também não é baixa, ótimo, ficará como meu refém. Ligue para a sua família agora, peça que tragam o resgate, cinquenta milhões para cada um, rápido!Ambas apressadamente ligaram para suas famílias.
Aquele homem, embora furioso, teve que se conter, lançando um olhar feroz para Beatriz, como se a devorasse com os olhos. Ele rasgou um pedaço de pano e o enrolou na mão, continuando a agredir Franciely.Ao ver isso, Beatriz tentou morder novamente, mas o homem estava prevenido, agarrando firmemente seu queixo. Ele apertava com tanta força que parecia querer esmagar seu osso mandibular.Beatriz estava aterrorizada, segurando os punhos com força, mas ainda assim, devolveu o olhar com a ferocidade de um animal selvagem.— Maldita, ainda quer me mordar? Está procurando a morte?— Tente tocar nela novamente e verá!— Bia…— Solte a Bia!De onde tirou coragem, Franciely mordeu o pulso do agressor. Com a dor, ele teve que soltar Beatriz.Aproveitando a oportunidade, Beatriz abraçou Franciely com força.— Não ouse tocá-la!— Ah, que bela demonstração de irmandade. — Vinicius, com os braços cruzados, comentou sarcasticamente.— Vinicius, e se... a gente simplesmente levasse essa mulher?— Quem
Vinicius exigiu que eles entrassem com o resgate. A porta de enrolar foi aberta, eles entraram e a porta foi fechada novamente.— Débora, Beatriz... — Afonso, em desespero, chamou pelos nomes.— Débora, você está bem?— Afonso, me salve!Finalmente, seu olhar se fixou em Débora.— Irmão, estou com tanto medo, me tira daqui, eu não quero morrer.Daniel ouviu essas palavras, e seu rosto empalideceu visivelmente, as sobrancelhas franzidas, e uma fina camada de suor frio brotou em sua testa. Aquela cena era incrivelmente semelhante a algo que havia acontecido muitos anos atrás.Beatriz também quis falar, mas ao encontrar o olhar de Daniel, ela abriu a boca sem saber o que dizer.— O dinheiro está aqui, soltem a pessoa.Eles trouxeram quatro malas, pesadas, cheias de dólares. Vinicius mandou que as malas fossem trazidas até ele e, após verificar a quantia, devolveu uma das malas.— O que significa isso? — Daniel perguntou, com uma voz fria.— Realmente queremos o dinheiro, mas precisamos ma
Ele tinha responsabilidades. Ele era seu marido, mas também era o melhor irmão de Bruna.— Bia, o que você está esperando? Comece a chorar, lute por uma chance, talvez você ganhe...Com Bruna quase sem ar de tanto chorar, parecendo extremamente digna de pena, Franciely pensou que se fosse um homem, também escolheria Bruna.Porque Beatriz era muito forte, direta e orgulhosa, mesmo na adversidade, ela se manteria ereta. Uma mulher assim dificilmente despertaria a compaixão de um homem.Afonso estava sendo manipulado por Débora, mas isso também tinha a ver com a personalidade de Beatriz, parecendo frágil, mas com um coração mais teimoso do que qualquer um!Beatriz olhou para Bruna, ao seu lado, e depois para Daniel, que também parecia estar em um dilema.— Daniel... você poderia...? — Ela começou a dizer.Ela queria pedir... 'Você pode me salvar?' Mas ela não conseguiu dizer.Bruna e Daniel cresceram juntos, mesmo que Bruna tenha seus defeitos, a relação entre eles sempre foi milhares de
— Eu escolho Bruna.— Bem, então todos vocês podem ir. Exceto você.Beatriz já esperava esse resultado, mas ainda assim sentiu uma dor aguda no coração. Todos foram salvos, exceto ela, que ficou sozinha, sem saber o que a esperava.Na verdade, Bruna não precisava se submeter a isso, Daniel teria escolhido ela de qualquer maneira.Por que se arriscar assim... Brincar com a própria vida dessa maneira é ao mesmo tempo assustador e triste.— Bia... Eu não vou embora, vou ficar com você.Beatriz exalou, tentando acalmar-se. — Franciely, não fale bobagens, Daniel não vai me abandonar...Enquanto falava, Daniel, carregando Bruna, se virou e partiu, sem sequer olhar para trás. Suas palavras não tinham mais peso algum. Ela engoliu em seco, engolindo a amargura infinita.— Se pudermos salvar alguém, já é algo. Não seja tola, vá embora.— Mas e você? Como posso deixá-la sozinha...— Não tem problema, eu já passei por isso antes. Contanto que eles não me matem, eu vou dar um jeito de sobreviver.—
Nesse momento, ela ouviu o som da porta se abrindo. Ela imediatamente ficou alerta, observando nervosamente a entrada.Entrou uma pessoa, o homem careca que ela havia mordido antes.Seu coração afundou, não achando que o careca havia vindo para uma visita amigável.Ele a encarou com um olhar sombrio, seus olhos brilhando malevolamente, fazendo seu coração tremer.— O que você quer?Ela recuou passo a passo, já que não tinha recebido comida ou água deles, estava praticamente sem forças. Além disso, desde que subiu a bordo, a imersão no medo fez com que suas pernas ficassem fracas, ela não tinha como resistir.O careca sorriu friamente: — Não foi você que me mordeu? Eu estou curioso para ver quão feroz você é.— Não se atreva, Daniel não vai te deixar em paz.— E se eu te estuprar? O que você vai fazer? Depois de ser resgatada, você vai contar para o Daniel que você foi violentada? Você ousa dizer? De qualquer forma, não é a sua primeira vez, eu só vou me divertir um pouco, não tem probl
Ela mal conseguia aguentar, seu corpo doía terrivelmente, e sua consciência começava a se turvar. O careca rasgou suas roupas, excitado e ganancioso.Foi nesse momento que a porta se abriu de repente.Com um estrondo, o careca foi atingido na testa, seus olhos se arregalando, suas pupilas se dissipando lentamente antes de ele cair sobre ela. Ela rapidamente o empurrou para longe, sentindo uma alegria de criança naquele instante.— Daniel... você veio...Ela nem conseguiu terminar sua frase, congelando no lugar, sua fala tragicamente presa em sua garganta.Quem apareceu foi Vinicius, não Daniel.— O que foi? Desapontada ao me ver?Beatriz mordeu o lábio e caminhou lentamente em direção ao canto. Encolheu-se, abraçando-se firmemente. Ela já sabia a resposta, então o que mais estava esperando?Vinicius ordenou que levassem o corpo, mas o cheiro forte de sangue ainda permeava o ambiente.Vinicius se aproximou dela, estendendo a mão para verificar os ferimentos em seu rosto, mas Beatriz des
Ele assobiou para Daniel, que se aproximava. — Ei, Sr. Dias tem coragem, vindo sozinho com o resgate.— O dinheiro está aqui, solte-a. — Daniel bateu nas duas grandes malas que trazia.— Suba, depois de verificar o dinheiro, ela será liberada.— Não suba... — Beatriz disse, apressada.Daniel olhou profundamente para ela e subiu a bordo. Ao ver as feridas dela, seu coração se apertou, e ele tocou levemente sua pele. — Me desculpe, por você ter sofrido.— Você não tinha escolhido a Bruna?— Ela é minha irmã, eu tenho que protegê-la, você é minha esposa, eu também tenho que proteger! Se Bruna não fosse tratada a tempo, ela morreria, eu não tinha escolha a não ser escolhê-la. Mas eu não poderia ficar de braços cruzados se você estivesse em perigo, se eu não pudesse salvar você, eu morreria com você. — Suas palavras eram firmes e resolutas.Ao ouvir isso, o coração de Beatriz tremia intensamente. Então, ainda havia alguém neste mundo que a escolheria firmemente.Ela podia entender a escolha