NARRADORA— Há uma notícia muito triste que lhes comunicarei mais tarde. — Pouquíssimos sabiam da morte de Amalia; todos pensavam que ela apenas estava descansando em seu quarto, do qual quase nunca saía.— Lady Amalia distribuía todos os meses, entre as lobas da matilha, uma infusão medicinal para ajudá-las a conceber. — Todas as lobas assentiram com a cabeça; ninguém jamais deixava de tomá-la.— Infelizmente, Lady Amalia queria fazer o bem, mas estava sendo enganada por uma pessoa de confiança, que misturava Arruba com as demais ervas medicinais e fazia com que passasse despercebida no organismo, envenenando seus úteros pouco a pouco.— Essa pessoa era sua chefe das donzelas na mansão e, além disso, foi quem — ao ser descoberta por Lady Amalia durante a rebelião — a assassinou a sangue frio.Raven anunciou, e o corpo de Amalia foi trazido à frente. O lençol foi retirado apenas de seu rosto e a indignação geral foi ainda maior que antes.Amalia Walker era considerada a mente por trás
CEDRICK— Tragam o chicote!— NÃO! O Alfa me prometeu! Me prometeu que deixaria meu filho viver! Ele me deu sua palavra!!!Ronan ruge por baixo do palco, ajoelhado, tentando se soltar das amarras, mas é contido pelo guerreiro ao seu lado.— Eu prometi, sim. Prometi que daria apenas um castigo ao seu filho. Nunca falei em poupar a vida dele. Se vai sobreviver ou não, isso já depende da capacidade dele. — respondo com sarcasmo, antes de deixá-lo se debatendo e me xingando, para me virar e encarar o guerreiro Marshall.— Agora já não te vejo tão valente e confiante... lembro que você aproveitou bem quando me castigou da última vez, não foi? Foi incrível subjugar o Alfa, né? Se sentiu poderoso?Sorrio sombriamente enquanto os olhos dele, cheios de terror, e seu rosto pálido me encaram da posição ajoelhada.— A-a-alfa… tudo isso é um engano… por favor, perdoe nossas vidas… meu pai… meu pai te ajudou a chegar onde está…— Seu pai só me deu uma chance de lutar pelo meu posto, e ele só fez is
CEDRICKSem nem pensar, meu corpo se lança entre minha Luna e as presas mortais de Ronan.— Cedrick, NÃO!! — ouço seus gritos e o clamor da matilha.A dor entre meu ombro e meu pescoço é insuportável, e sinto o sangue escorrendo rapidamente pela ferida onde as presas afiadas de Ronan se cravaram sem misericórdia.Mesmo assim, o seguro pelo pescoço com toda a força dos meus dois braços e o mantenho preso, mesmo que isso me custe a vida, porque se eu ceder, vou perder minha companheira, minha Raven.— Não vou te deixar passar, maldit0! Ninguém toca na minha mulher! — rosno ferozmente, me debatendo com ele, que tenta me arrastar pelo chão feito um louco, tentando chegar até Raven.Firmo minhas pernas com força contra a madeira, meus músculos esticados ao máximo, e não deixo que ele avance.— Vincent, proteja sua Luna, proteja sua Luna!Seguro meu Beta quando ele tenta me ajudar.Essa luta é minha. É algo que eu vou resolver sozinho, aqui e agora.*****RAVENNão sei em que momento tudo v
RAVEN— Cedrick! — corri até as escadas e imediatamente o ajudei com meu corpo pequeno, tentando dar estabilidade a seus passos.— Espera, Luna... estou coberto de sangue, não se suje. — ele tenta me impedir, mas não me importo. Eu o abraço e me enfio sob seu braço livre, para que me use como apoio.— Não importa. Sou pequena, mas sou forte. Não tenho medo, posso te segurar. — levanto o rosto e o encaro, tentando sorrir, embora imagine que minha tentativa tenha parecido mais um choro do que qualquer outra coisa.Estou angustiada, porque sei que grande parte desse sangue é da ferida que ele mesmo pressiona com um pano contra o pescoço.— Se tem alguém que pode me sustentar aqui, é você, minha fêmea. — ele baixa a cabeça e beija meu cabelo, sussurrando palavras que aquecem minha alma. — Você está bem? Não se machucou?— Estou bem. Vamos, vamos para a mansão cuidar desse ferimento horrível. O Beta está cuidando de tudo aqui, não se preocupe.Escoltados pelos guerreiros, voltamos à mansão
RAVEN— Mas se vamos iniciar uma guerra, precisamos de mais pessoas, essa é a realidade. Enquanto você estiver ao meu lado e em segurança, tudo vai dar certo, tá? Só fica comigo.Ele me pede isso, e é tudo o que eu mais desejo: poder fazer parte da vida dele, aconteça o que acontecer.— Sempre vou estar ao seu lado, prometi te dar o trono de Rei Alfa e vou cumprir.Ele aproxima seu rosto lindo do meu e nossos lábios se encontram num beijo suave e delicioso.Sua mão sobe para acariciar minha bochecha e meu pescoço.Me apoio em seus ombros largos e deixo que ele invada minha boca com a língua, que me explore e me tome do jeito que quiser.Gemo quando ele chupa meu lábio inferior e seus caninos afiados me mordiscam, sensuais e provocantes.Abaixo, contra minha coxa, sinto o desejo dele despertando, e entre minhas pernas meu centro se umedece.O cheiro masculino de floresta nevada selvagem me deixa fora de mim, e pensamentos excitantes passam pela minha mente.— Luna, você tá me deixando
RAVENQuando estive na sala de reuniões, diante do Conselho, foi algo intimidador.Todos eram Alfas e guerreiros poderosos, os mesmos que eu tinha visto de longe durante o julgamento dos traidores e que lembrava da recepção no festival.— Alfas e Guerreiros aliados, apresento oficialmente minha Luna, Raven Centuria, embora para os demais ela seja Raven Walker — a voz imponente de Cedrick soou ao meu lado.— Sejam bem-vindos de volta à nossa matilha e obrigado pela ajuda durante os momentos caóticos que vivemos recentemente.Olho para eles com toda a força que meu Alfa me dá, de frente e sem medo, apesar das auras poderosas.Eu sei que agora estão esperando para ver se Cedrick mentiu ou não sobre meus poderes.— Sou descendente do Clã das Centurias e este é o meu poder — levanto a mão e me concentro.Já não sofro como antes, quando quase me afoguei com o próprio vapor.Uma linda chama vermelha, laranja e amarela sai cobrindo minha mão e meu braço até o cotovelo.Sem me ver no espelho,
RAVENCorro até ele e, com a agilidade do meu corpo pequeno, começo a socá-lo, mas ele desvia e bloqueia tudo.Tenta me agarrar e me prender com uma chave, mas em vez de escapar, como ele me ensinou, deixo que me prenda contra o corpo dele, ficando com minhas costas coladas ao seu peito forte.Me mexo “tentando” me soltar, quando na verdade só estou esfregando toda a minha bunda na braguilha dele.— Luna, não brinca comigo — ele sussurra perigosamente no meu ouvido, e sinto a respiração pesada dele no meu pescoço.— Só estou treinando, Alfa — respondo ofegante também, mas continuo provocando.Me movimento e bloqueio de um jeito que as mãos dele sempre roçam em um dos meus seios ou na minha bunda, caio “acidentalmente” em cima dele e já sinto, a cada toque, como um volume duro começa a crescer dentro da calça.BAM!Caímos os dois no chão de quatro, e me encontro imobilizada, com o rosto colado no tatame.Todo o corpo poderoso de Cedrick, agitado e excitado, está em cima das minhas cost
RAVENEscorro a água fria do meu cabelo e do meu corpo.Estou no chuveiro privado do Cedrick, então aqui nenhum dos outros machos guerreiros da matilha entra.Estou frustrada e excitada, minha bunda arde e está vermelha, mas fazer o quê… fui eu mesma quem provocou isso.Suspiro pensando que, da próxima vez que esse lobo tarado quiser fazer alguma coisa, vou me negar completamente, ele vai ter que implorar de joelhos.“Que iludida você é”, a voz da minha consciência, chamada Sena, me diz com sarcasmo.Nem respondo a essa loba atrevida e saio descalça do chuveiro pra pegar a toalha que tinha deixado à mão.Onde ela estava?O gancho na parede estava vazio e, ao olhar sobre a prateleira onde eu tinha deixado minha roupa, também não tinha nada — nem a suja, nem a limpa.Comecei a me assustar. Alguém tinha entrado aqui e eu estava cantando no chuveiro sem perceber.“Sena, você sente o cheiro do Alfa nesse quarto, por que não me avisou se o Cedrick entrou?”“Não me culpa, tudo isso começou p