RAVENEle para na minha frente e começa a tirar o suéter branco por cima da cabeça.O peitoral tatuado e musculoso, o abdômen definido, se mostram diante dos meus olhos, que devoram tudo com luxúria.Com as mãos trêmulas, abro os botões da calça dele, acariciando a ereção dura que tô morrendo de vontade de ter dentro do meu corpo.O pau enorme salta pra fora, pulsando, e ele geme. Vibra de excitação sob meus dedos, escorregadio e inchado.Eu o seguro e masturbo suavemente, da base até a ponta molhada, engolindo em seco diante de uma visão tão excitante.Nem me dá tempo de mais nada, quando ele volta a devorar minha boca num beijo sufocante, me encurralando, e sinto suas mãos desesperadas levantarem meu vestido e baixarem minha calcinha, que fica jogada aos pés dos meus coturnos pretos.Ele segura minhas coxas e me ordena:— Pule em mim e abre as pernas.Eu obedeço, me apoio nos ombros dele e pulo, cavalgando sua cintura enquanto ele me segura firme pela bunda e me encosta no tronco li
CEDRICKOs bracinhos dela se enroscam no meu pescoço e ela se entrega completamente pra mim, como sempre fez.Aquela sensação estranha e familiar se espalha pelas minhas costas. Eu não tinha notado, até depois de várias vezes transando com minha Luna.Quando faço amor com a Raven, quando me libero dentro dela, sinto correntes frias descendo por toda minha coluna e depois se concentrando no meu ventre.Eamon também não sabe o que pode ser. Será que tem a ver com os poderes dela? Mas por que se manifestam assim no meu corpo?— Acha que eu fingi bem? — ela pergunta de repente, preguiçosa, deitada no meu peito.— Sim, acho que elas saíram bem convencidas de que você me odeia… principalmente na parte em que você cavalgava meu pau gritando pra eu meter mais forte — sorri, me virando com ela ainda nos meus braços, enterrado dentro do corpo dela e me sentando contra a árvore.— Mmmm Cedrick… — ela geme se contraindo, porque ainda tá montada em mim e, ao me sentar, penetrou ainda mais fundo, m
CEDRICK— Me escuta bem. Dentro da caixa dos nossos brinquedos, deixei dois sacos pesados com dinheiro e joias.— No armário tem uma bolsa grande, feita com suas roupas. Se as coisas derem errado, confie apenas no Vincent, só nele — explico às pressas.— Ele vai te buscar e vocês vão juntos. Ele vai te proteger. Não fica por mim, Raven. Se Vincent chegar até você, é porque eu já não estou mais...— Não! Você acha mesmo que eu vou ficar trancada na mansão como uma donzela enquanto você arrisca a vida? Pra que serve esse poder então? Eu te prometi que faria de você o Rei Alfa! Você não pode morrer! Não pode!— Eu não vou morrer! — a abraço com força, ouvindo os ossos dela reclamarem sob meu aperto — Eu serei o Rei Alfa e você será minha Rainha. Mas hoje, se eu não sou capaz de resolver os problemas de uma simples matilha, como vou governar todo o reino no futuro?Seguro o rosto dela entre as mãos e encaro seus olhos vermelhos e desesperados.Apesar das decisões difíceis e dilacerantes q
RAVEN— Nossos pais foram os primeiros a serem assassinados por poder. Cedrick e eu éramos tão felizes desde crianças. Minha mãe era uma loba peculiar e cuidava das crianças órfãs da nossa matilha. Foi assim que Vincent e Liam se tornaram nossos irmãos de criação.— Eu sempre amei Liam. Ele era o ar que eu respirava, todo o meu universo, e mesmo que ainda não tivéssemos dezoito anos, nos amávamos e tínhamos esperança de sermos destinados.— Mas tudo desmoronou quando nosso tio organizou a rebelião. Ele traiu e assassinou nossos pais bem na nossa frente e tomou o poder.— Cedrick, Vincent e Liam precisaram fugir ou teriam sido mortos também. Só eu permaneci na matilha, trancada com as lobas, e passei por momentos horríveis.— Meu tio me prometeu para um dos filhos dele e faríamos a cerimônia de união assim que eu completasse dezoito anos. Cheguei a pensar em suicídio, mas algo dentro de mim dizia para esperar, que eles viriam me resgatar. E um dia, recebi uma mensagem anônima que reace
NARRADORA— Senhor, o Alfa já saiu com seus guerreiros pra perseguir os rebeldes, como sempre.— Nosso senhor Marshall está nas fronteiras dos escravos, passando a mercadoria de contrabando e retirando os suprimentos — um homem vestido de preto falava com Ronan, que estava sentado atrás da escrivaninha ouvindo o relatório.— Muito bem. Que todos os homens fiquem igualmente em alerta — ordenou ele, pensativo, ao seu braço direito.— Senhor, nossos aliados estão inquietos, perguntam quando será o momento certo para atacar. Seus guerreiros cercam as fronteiras, prontos pra executar a rebelião — o homem transmitiu a mensagem dos outros envolvidos.— Vamos esperar até que Marshall consiga trazer a mercadoria em segurança e traga o resto do nosso exército. Lembre-se: nunca confie cem por cento nesses Alfas. Devemos manter todos os nossos homens prontos.— Assim como estão dispostos a trair Cedrick, podem muito bem aprontar alguma coisa contra nós também.Ronan, como um velho traidor experie
RAVENMinha cabeça está um pouco tonta e confusa.Todo o meu corpo está fraco, como se cada membro estivesse pesando uma tonelada, mas parece que estou deitada na cama. Será que eu dormi? Em que momento? Onde estou exatamente?Lembranças meio embaralhadas passam pela minha mente.Eu era uma escrava, sim… mas não sou mais. Eu tinha fugido, não é?Claro, eu pertencia a um bom Alfa que eu gostava e com quem queria formar uma família.De repente, sinto braços fortes ao redor da minha cintura, uma respiração fria contra minha nuca.Alguém me abraça por trás, mas não sei exatamente quem é, e pra ser sincera, isso me deixa um pouco assustada.Deve ser meu companheiro, né?Ele começa a me dar beijos suaves no pescoço, e suas mãos grandes acariciam minha cintura.Me puxa ainda mais contra o seu peitoral musculoso, e eu sei que ele me deseja. Tudo nele grita desejo, e eu devo satisfazê-lo, porque ele é o meu Alfa, não é?De repente, ele me vira de frente e me dá um beijo apaixonado nos lábios.
RAVENNão tenho coragem nem de tocá-lo pra ver se ainda respira.A pele dele está em carne viva e preta como carvão, nem consigo olhar direito de tanto terror que sinto.Todos os meus sentidos estão bloqueados pela dor extrema. Eu o matei, matei meu Alfa, matei meu companheiro!!— Aaaahh, aaaahhhh!! — grito como louca e choro descontroladamente, abraçando finalmente o corpo inerte dele entre meus braços, colocando sua cabeça contra o meu peito.O que foi que eu fiz?! Por que eu me confundi desse jeito?! Por quê?!Plas, plas, plas, plas!Em meio à minha agonia, eu escuto. O som de passos… e palmas.Levanto a cabeça soluçando, a visão embaçada pelas lágrimas, e a vejo saindo das sombras, ela é quem está aplaudindo. Seus olhos já não são gentis, são cínicos.O sorriso no rosto dela não tem compaixão, é cruel e sombrio.— Tenho que admitir que saiu melhor do que eu imaginava. Bravo. Que poder formidável, querida escrava… e olha que ainda nem está no seu potencial máximo. Mas vamos dar um
RAVEN— Então vem, Centuria, me mostra do que você é capaz, vamos lá! Faz tempo que tô querendo te dar uma lição!Ela me desafia com os caninos pra fora, rosnando, e algo nela mudou completamente.Já não é mais aquela loba pálida e frágil. Essa mulher tava escondendo o verdadeiro poder esse tempo todo.Mas eu não tenho medo, vou lutar até o fim.Me levanto, deixando o corpo do meu companheiro no chão, e me jogo sobre ela.Lutamos como duas lobas furiosas, naquele espaço apertado, destruímos todo o quarto, rasgamos a pele com as unhas, mordemos até sangrar.Eu queria matar como nunca antes.Lutamos na forma humana, e Amalia mostrou uma força que nunca tinha revelado.Os músculos ágeis dela escapavam das minhas garras, seus caninos afiados rasgavam minha pele sempre que eu me distraía.Ela era uma loba poderosa, mas eu era movida por uma fúria incontrolável e desejo de vingança. Eu tava esperando, ganhando tempo. Meu poder ia voltar logo e eu não ia hesitar em usá-lo contra ela.BAM!Ba