Mas Pedro não pensou muito sobre isso; achou que Isabela talvez tivesse voltado para a família Gomes. Quando entrou no banheiro, de repente se lembrou que, normalmente, quando Isabela ia para a família Gomes, sempre levava Ana junto. Hoje, no entanto, algo raro aconteceu: ela não trouxe a filha. Será que ela realmente não foi para a família Gomes? Ou talvez algo tenha acontecido com a família Gomes. Aquelas palavras de Bruno, ditas à tarde, quando Pedro saiu da empresa, passaram pela sua mente, e ele teve certeza disso. Ele parou por um momento, mas não fez questão de investigar mais a fundo.Na manhã seguinte, enquanto tomava o café da manhã, Pedro falou com Ana:— A matrícula está feita. Amanhã de manhã você vai à escola se apresentar.— Já sei. — Ana fez uma careta. — Papai, você pode me levar até a escola amanhã?— Não sei se vou estar disponível.— Tá bom... — Ana pensou por um segundo, seus olhos brilharam, e ela disse, animada. — Então, vou ligar para a tia Sofia agora, ela
Isabela ouviu tudo e quase não conseguiu conter o riso. Sofia e Pedro só se conheceram depois do casamento dela com Pedro. Sofia sabia da relação deles, e Isabela não acreditava que David não soubesse que Pedro era o marido de sua outra filha! Ele com certeza sabia. Mesmo assim, continuava sem vergonha, tentando juntar Sofia e Pedro. Era evidente que, no fundo, David a desprezava profundamente, como filha. Pedro aceitou a situação sem hesitar. Após mais algumas palavras trocadas, Isabela observou Pedro esperando David entrar no carro e, quando o veículo se afastou, ela finalmente entrou no seu próprio carro e partiu. Com o status e a posição de Pedro, a única pessoa que poderia ser tratada com tanto respeito normalmente seria algum dos membros mais velhos da família Santos. Mas, claramente, Pedro respeitava David. E isso, porque ele era o pai de Sofia. Enquanto pensava nisso, ela se lembrou das poucas vezes em que Pedro conheceu sua avó e seus tios. Ele sempre dem
Teresa sentiu um certo desconforto, achando que Isabela não era suficientemente assertiva, que se entregava demais ao Pedro e cedia demais às suas vontades. Isso fez com que perdesse várias oportunidades, e como resultado, o relacionamento deles não avançava há tantos anos. Mas, como Isabela havia falado, ela não a pressionaria.O jantar começou oficialmente, com todos conversando enquanto comiam. O ambiente estava agradável.Isabela, no entanto, raramente falava e se manteve quieta, com a cabeça baixa, focada em sua refeição.Já fazia mais de dez minutos que Pedro havia chegado, e até aquele momento, os dois não haviam trocado uma única palavra. Na verdade, nem sequer haviam se comunicado durante todo o tempo.Isso era algo comum entre eles.Todos já estavam acostumados, então ninguém percebeu nada de estranho.Quando Ana quis pedir algo para comer, antigamente era Isabela quem se ocupava dela, mas agora ela já estava acostumada a pedir a Pedro.No entanto, quando ela olhou para a me
Era a voz de Amanda. Isabela olhou na direção do som. Era Amanda e Pedro. Ela parou por um instante. Pedro estava fumando, sem responder. A distância era grande, e como Pedro estava de costas, Isabela não conseguia ver a expressão em seu rosto. Amanda disse: — Na verdade, eu consigo te entender. Eu vi a Sofia algumas vezes, ouvi dizer que ela tem apenas 25 anos, já se formou como doutora na melhor universidade do mundo, e parece que ela também consegue lidar muito bem com os negócios da família. Além disso, ela é bonita, tem personalidade. A sua excelência e brilho são coisas que a grande maioria das mulheres não tem. Ela realmente tem o que te atrair. Mas o problema é que a origem dela não é das mais nobres, Pedro, você tem certeza disso? Você... Pedro respondeu: — Eu sei exatamente o tipo de mulher que eu quero. Mas Amanda franziu a testa. Embora ela não gostasse de Isabela, também não via Sofia com bons olhos. Queria dizer algo, mas ao ver a expressão de desagrad
Ao pensar na corrida de carros desta noite, e em poder ver novamente tia Sofia vestindo suas roupas tão estilosas, Ana se animou novamente. Depois de se trocar, ela pegou o celular e deu uma olhada. Logo, suas sobrancelhas se franziram.Normalmente, quando ela mandava mensagem para tia Sofia, recebia uma resposta bem rápido. Mas hoje, ela já havia terminado de se arrumar e Sofia ainda não havia respondido. Será que tia Sofia estava brava com ela?Pensando nisso, Ana se apressou e enviou uma mensagem para Sofia: [Tia Sofia, o que aconteceu? Você está brava? Tia Sofia, você sabe que eu não gosto que minha mãe me leve para a escola, você sabe que eu prefiro ir com você! Não fique brava, por favor!]Ela esperou por um bom tempo, mas Sofia não respondeu. Quando Isabela terminou de organizar as coisas, veio até ela e disse:— Ana? Já está pronta? Vamos descer para o café da manhã. Ainda sem a resposta de Sofia, Ana ficou inquieta. Quando Isabela a chamou mais uma vez, ela responde
Nina tinha uma aparência doce e fofa, e seu visual combinava perfeitamente com sua idade; qualquer pessoa que a visse não podia deixar de sentir vontade de abraçá-la e mimá-la. Nina não era feia nem repulsiva. Ela também cresceu sendo sempre elogiada. Mas essa foi a primeira vez em que alguém lhe disse algo assim. Imediatamente, Nina ficou tão triste que começou a chorar, e não parava de se agarrar a Isabela. Isabela a abraçou rapidamente e tentou confortá-la: — Não é isso, Nina, você não é nada disso, pelo contrário, é linda e encantadora. Não é assim que você se vê também? Ao ouvir isso, Nina se acalmou um pouco, mas antes que pudesse dizer algo, Ana, ao ver Isabela ainda abraçando Nina e elogiando sua beleza, logo teve os olhos cheios de lágrimas. — Eu não gosto mais de você, não quero mais que você seja minha mãe! E, dizendo isso, Ana tentou sair correndo. Isabela rapidamente a segurou. Que ela xingasse Nina, Isabela não esperava. Embora estivesse irritada,
Ela nunca foi uma criança tímida. Tampouco se importava com o que as outras crianças pensavam dela. De repente, sentiu uma pontada de saudade de Isabela, e, sem querer, segurou ela um pouco mais forte. — Mamãe... — Hm. — Isabela também a abraçou. — O que foi? — Eu quero... Já fazia tanto tempo que ela não comia os pratos preparados por Isabela, e, de repente, sentiu uma imensa saudade. Mas, no momento em que estava prestes a falar, se lembrou do compromisso de ir ver o jogo de Sofia à noite. Ela piscou, soltou Isabela e, com um sorriso, disse: — Não é nada. A comida da mamãe, sempre que quisesse, poderia comer a qualquer hora. Já o jogo da tia Sofia não era algo que acontecesse todos os dias. Por isso, sem hesitar, escolheu Sofia. — Tudo bem, então, entre logo, para não fazer a professora esperar. — Hm. Ana, agora mais tranquila, finalmente deixou Isabela, mas, antes de entrar na sala, não resistiu e olhou para trás, dizendo: — Mamãe, lembra de me ligar na
Ana finalmente se animou um pouco, e contou tudo o que mais gostava de comer.Pedro estava ali ao lado, apenas ouvindo.Assim que Ana terminou, Sofia elogiou a roupa que ela estava usando.— Ana, a roupa que você está usando está tão bonita, ficou perfeita em você.— Sério?Sofia sorriu e disse:— Claro que é verdade! Ana, como foi o seu dia na escola? Você se deu bem com as outras crianças?Elas conversaram com muita alegria, enquanto Pedro, quieto, quase não falava. Ele só estava saboreando a comida lentamente, com a faca e o garfo nas mãos.O garçom, que não sabia de nada, olhou para eles e pensou que eram uma família. Lançou um olhar admirado para Sofia.Nesse momento, Ana viu que Isabela estava tentando fazer uma videochamada com ela.Era um telefonema que ela mesma havia pedido para Isabela fazer pela manhã.Mas agora, estava tão animada conversando com Sofia que não queria interromper a conversa.Hoje de manhã, quando viu Isabela abraçando outras crianças, ela não ficou feliz.N