Emma sentiu suas pernas fraquejarem. Seu corpo inteiro foi tomado por uma onda de fraqueza intensa, como se toda a energia tivesse sido sugada de dentro dela. O mundo ao seu redor girou, e a última coisa que ouviu antes de sucumbir à escuridão foi o som distante da voz de sua mãe chamando por ela.Quando abriu os olhos novamente, tudo ao seu redor era um véu de sombras e luz. Um nevoeiro denso cobria o chão, oscilando como se tivesse vida própria. Emma tentou se mover, mas sentiu suas pernas pesadas, como se estivessem presas a algo invisível. O desespero cresceu em seu peito, e ela abriu a boca, gritando por socorro.— Alguém! Por favor! — Sua voz ecoou no vazio, sem resposta.Emma abriu a boca novamente, soltando um grito mais alto, mais de
— Você está onde nunca deveria ter estado, mas onde sempre foi destinada a estar. — A voz de Varyon era suave, mas carregada de um peso que parecia atravessar sua alma.Emma franziu a testa, sentindo um calafrio tomar conta de seu corpo. O que ele queria dizer com aquilo? Ela olhou para ele, confusa, a sensação de estar perdida aumentando.— E o motivo... de eu ter nascido... — Ela hesitou, a pergunta amarga nascendo em sua garganta. — Por que eu sou... um monstro?Varyon olhou para ela com uma expressão quase enigmática. Ele se levantou lentamente do banco de pedra e deu um passo em sua direção, sua presença ainda mais imponente quando estava de pé. A cada movimento, o nevoeiro ao redor parecia recuar um pouco mais, r
— Não... — Emma murmurou, a voz tremendo. O medo tomou conta dela de forma avassaladora, enquanto as águas do rio cresciam, ameaçando transbordar. — Não posso controlar...Varyon, porém, não se moveu. Seus olhos dourados nunca deixaram os dela. Ele estava em silêncio, observando, esperando. Emma sentiu um calafrio percorrer seu corpo, e, de repente, Varyon fez um movimento sutil. Um olhar. Apenas um olhar direto e penetrante.Imediatamente, a agitação ao redor de Emma parou. A água, que antes estava prestes a se tornar uma torrente impetuosa, voltou a se acalmar, as correntes novamente suavizando. O poder que ela sentia dentro de si, que quase a dominava, desapareceu, como se um fio invisível tivesse sido cortado.Ela olhou
A familiaridade daquele espaço a deixou mais calma, mas a sensação de desconforto persistia. Ela olhou para os lados e viu seus pais, Tom e Laura, ao lado de sua cama. Ambos tinham expressões de alívio misturadas com preocupação. Jacob, seu tio, estava sentado na poltrona ao fundo, observando-a em silêncio.Laura foi a primeira a perceber que Emma estava acordando e sorriu, seus olhos refletindo o alívio de vê-la bem.— Emma, minha filha, você acordou! Estávamos tão preocupados com você. Você ficou desacordada por uma semana inteira.Uma semana. Emma demorou a processar aquelas palavras. Como poderia o tempo ter passado tão rápido? Mas, à medida que olhava em volta, a realidade começo
Depois de terminar, se olhou no espelho, e por um momento, o reflexo parecia estranho. Não era apenas o vestido, mas a sensação de ser uma mulher dividida entre o que era e o que ainda poderia ser. Ela estava decidida. Não deixaria aquilo a definir. Ela ainda podia ser quem queria ser.Antes de sair, ela pegou o celular, sentindo um nó na garganta. Quando a tela se iluminou, uma série de mensagens de Chris apareceu. Ele estava preocupado, questionando se ela estava bem, se precisava de algo. Emma olhou para aquelas mensagens, um sorriso suave, mas amargo, se formando em seus lábios. A preocupação dele estava clara em cada palavra.Ela leu rapidamente as mensagens, sentindo um aperto no peito. Finalmente, decidiu responder."Estou bem. Só preciso d
Emma acelerou pelas ruas de Paris, sentindo o vento frio cortar seu rosto. A cidade estava viva, e enquanto as luzes da Torre Eiffel refletiam no retrovisor, ela não pôde deixar de sentir que algo estava prestes a mudar. Ela não sabia exatamente o que a noite reservava, mas estava decidida a deixá-la ser o que fosse, longe da pressão de casa, dos olhares preocupados de seus pais, e das lembranças de uma semana difícil.A Lamborghini roçou as ruas estreitas até parar em frente ao endereço que estava marcado no convite. A música reverberava pelas paredes finas do apartamento de Liam, preenchendo o espaço com batidas animadas e risadas descontraídas. Era simples, longe dos luxos que Emma estava acostumada, mas havia algo de acolhedor ali. O cheiro de pizza rec&eacu
Liam revirou os olhos e tomou um gole da cerveja.— Relaxa, é só a Emma.— Só a Emma? — Outro cara riu. — Você escutou isso, Mike? “Só a Emma”. Como se fosse normal.Mike, que parecia ser o mais falante do grupo, bateu na mesa.— Isso merece uma explicação. Como vocês dois se conheceram?Emma cruzou os braços e olhou para o grupo à sua frente, percebendo os olhares curiosos e divertidos.— Bom… — ela começou, lançando um olhar de lado para Liam. — A verdade é que eu literalmente esbarr
— Precisava de um pouco de silêncio? — Emma provocou, cruzando os braços.Liam riu, encostando-se à parede.— Digamos que eu queria aproveitar a rara oportunidade de conversar com você sem um bando de idiotas interrompendo.Emma sorriu e se encostou ao pé da cama.— E sobre o que quer conversar?Liam a observou por um instante antes de responder.— Sobre você.Ela ergueu uma sobrancelha.— O que tem eu?— Você parece… diferente. — Ele ponderou, es