GASTONTrabalhar com os Seven sempre foi uma tortura. Mafiosos cheios de regras. Não faça nada contra inocentes. Essa é que mais me irrita. Quem são eles para definir quem é inocente ou não? Só não cai fora nesses cinco anos por causa do status. O nome Seven abre portas... e abre pernas. Quantas mulheres comi por ser segurança de Adam Seven. Algumas deslumbradas, outras com fome de chegar até um Seven e outras porque forcei mesmo, ninguém me diz não.Foi esse status que me fez dizer não quando um boliviano me procurou em nome de um tal Pajaro, para me oferecer um cargo bem melhor na família dele em troca de informações sobre os Seven. Eu disse não, obrigado, mas guardei o cartão que ofereceram para o caso de eu mudar de ideia.Quando volto para a mansão, vou na sala de segurança passar o tempo até receber ordens do chefe. Foi a melhor coisa que fiz. Uma gostosa estava na sala da mansão apenas de calcinha e sutiã.— Para de olhar, cara. É fria. Mulher do chefe. — Um sem noção se coloca
Adam SevenDepois do banho até tento dormir, mas estou muito ansioso para colocar as mãos em Gaston. Acabo saindo da cama e me vestindo com os trajes escuros que costumo usar nessas ocasiões.Subo na moto e sigo para as coordenadas informadas. O local tem trechos que não aceita carro.Quando chego, encontro dois seguranças conversando e um Gaston no chão com mãos e pernas amarradas.— Chefe! — um deles cumprimenta. O outro apenas acena.— Podem ir. Dou conta aqui.— Não quer que a gente cave? — Dan questiona.Nego com um gesto.Eles não demoram a obedecer.Vou até Gaston e corto as cordas dos seus pés e depois das mãos.— Quer que eu fuja para atirar nas minhas costas? — ele rosna.— De onde saiu tanta coragem? — sorrio de lado. — Me desafiando, assediando a minha mulher dentro da nossa casa. Está com pressa pra morrer?— Eu sei quem El Pajaro é — diz de repente.Se ele pensa que isso vai mudar alguma coisa, está enganado.Me aproximo do carro e pego a pá e a enxada.— Cave. — Entrego
Bela DuboisMeu Deus! Puxo o travesseiro sobre minha cabeça depois que Adam vai embora rindo. Ouvi claramente sua risada.Aquele tal beijo... me arrepio toda só de lembrar. Foi tão bom. Mas ele estava com a boca minha boce...Ai que vergonha!Passo algum tempo tentando criar coragem para sair do quarto.Chego a uma conclusão: Eu nunca mais vou ter coragem de olhar na cara dele. Só vou sair desse quarto quando tiver certeza de que ele saiu de casa. Deus, ele estava com a boca na minha...Meus pensamentos são interrompidos por novas batidas na porta, dessa vez mais suaves.Nunca que vou sair e tomar café com ele como se nada tivesse acontecido.— Já disse que não vou — falo alto.— Sou eu, Bela.Senhora Pilar?Levanto rapidamente e corro até a porta, encontrando a senhora rechonchuda que encontrei aqui no primeiro dia.— Oi! — ela diz sorridente.Sem sequer pensar em me controlar, me jogo em um abraço nessa senhora.— É bom que esteja de volta — digo quando me afasto.— Pois é. Fiquei s
Adam SevenAlguém bate na porta do escritório, onde acabo de combinar voltar para a pousada hoje. Justamente quando Henry sai do hospital, outra coisa acontece. Eu nem falei para Bela que o marido da sua amiga foi baleado e quase morreu. Muita coisa acontecendo, só tragédia. Nem tenho tempo de me aproximar da baixinha. É melhor que ela não saiba ainda.Estou puto com a merda do El Pajaro. Não encontro esse merda em lugar nenhum. Mas não é o bastante para me arrepender de matar aquele inútil do Gaston.— Entre.Bela surge. Assim que me vê fica vermelha. Aposto que está lembrando de algo.— Se não estiver muito ocupado, pode me ensinar a fazer um bolo? Eu ia pedir a senhora Pilar, mas ela teve que ir ver o neto doente e é folga dela.— Peça a outra empregada. Estou de saída. Eu vou viajar. Volto amanhã.— Ficarei sozinha hoje?— Isso é relativo. Ainda haverá seguranças e empregados.— É a folga dos empregados. — Ela parece mesmo triste em ficar sozinha? Isso é novo. — É uma viagem impor
Bela DuboisPenso em passar o resto desse dia assim, deitada. Não estou com animo nem para tentar ir até Cinderela. O meu aniversário deveria ser uma data feliz, mas deixou de ser quando eu soube que é a mesma data em que minha mãe morreu. Só me contaram isso nos meus treze anos, desde então parei de comemorar, até minha amiga aparecer na minha vida e dar outro significado a essa data. O que ela não sabia, é que meus sorrisos ao apagar as velas e cantar parabéns não era tão feliz assim.Suspiro pensando na minha vida.Eu achei que passar com Adam seria diferente. Não sei porque, só pensei. Coisas de pessoa iludida.Passo um longo tempo pensando nisso, na minha vida antes e depois de chegar aqui. Só a noite eu saio da cama, decidida a parar de esperar alguém e buscar ser feliz sozinha.É assim que estou... Sozinha nessa casa gigante.Antes de desistir, pego o interfone e peço a um segurança para comprar um bolo de abacaxi. Coloco um vestido amarelo, que era o favorito da minha mãe, pel
Bela DuboisEngulo seco, observando o homem vendado a minha frente. Gosto disso. Essa sensação de poder é muito boa.Me ajoelho entre suas pernas. Sua respiração fica mais irregular. O fato dele não estar vendo me deixa confiante.Abro sua calça e revelo sua ereção. É grande demais, assim como ele. Ele sendo gigante, claro que teria um pau imenso. Veias saltam.O que as pessoas tanto veem nisso? Me pergunto analisando.Toco a ponta e Adam geme, mas não sai do lugar. Isso me estimula a continuar, curiosa por vê-lo gemer mais. Envolvo com as mãos e beijo a ponta. O corpo dele se contrai. Vejo o bolo sobre a mesa de centro e tenho uma ideia travessa.Passo a mão no bolo, sujando de cobertura, e envolvo o pau dele. O ato faz ele contrair o corpo novamente.— Caralho, Bela! Isso é bolo que estou sentindo?Não respondo, de joelhos, lambo cada resquício do bolo. É divertido, é sexy, me deixa molhadinha. Então, é essa a graça que as pessoas veem. Posso me acostumar, posso gostar do que esto
Bela DuboisMe arrasto até o banheiro para minha higiene matinal. Flashs da noite passada me tomam enquanto me olho no espelho.Sorrio. Foi muito bom. Mas seria melhor se ele não tivesse fugido daquele jeito.Só que entendo. E agradeço. Eu teria ido até o fim com ele e poderia me arrepender por não estar completamente lúcida. O que não significa que eu me arrependa do que fiz. Foi o melhor aniversário da minha vida. Meu melhor presente.— Senhora, está acordada? — ouço chamar na porta.— Sim, Pilar. Já vou sair.Desde que conversamos e decidimos ser amigas, ela me fez parar de chamar ela de senhora. Só que ela não parou de me chamar assim.Depois de um banho rápido, escovar meus dentes e lamentar a ressaca, subi em direção a cozinha.— Bom dia! — cumprimento com a mão na cabeça.— Ressaca? — confirmo com a cabeça. — Soube que se divertiram ontem. Rolou até outro beijo.— O que? Como sabe? — sinto meu rosto esquentar de vergonha.— Ele não disse exatamente, mas falou que você não abrir
Adam SevenNão houve sinal dos malditos. Estão testando minha paciência ao me faz vir aqui tantas vezes.E estou cansado de ficar longe de Bela por eles. Mesmo que dessa vez ela tenha me mandando mensagens e ligado.Primeiro foi uma foto dela lendo o livro deitada na varanda com Fifi deitada perto também. Tenho certeza que foi madame Pilar que tirou. Na legenda ela agradecia pelo presente. Seu corpo lindo só em um pijama de short e blusinha me deixou de pau duro. Tive que ligar para ela, pelo menos ouvir sua voz. Foi uma conversa curta, falamos sobre ressaca e encerrei dizendo que voltaria em breve. Isso me lembrou da primeira foto que me mandou, quando visitou o mar. Ainda a tenho na minha galeria, mas no dia não respondi, simplesmente não sabia o que dizer.Em algum momento dessa relação confusa, fez total sentido nós dois.Tomei uma decisão, vou chamá-la para vir comigo nessas viagens. Eu preciso dela do meu lado. Sem contar que depois do seu aniversário ficou impossível não deseja