Aurora respirou fundo ao entrar no dojô, tentando acalmar o coração acelerado. Era mais um dia de treinamento e ela estava pronta para dar o seu melhor. No entanto, ao levantar o olhar, ela o viu Matteo.
Ele caminhava em sua direção com aquele jeito confiante que fazia seu coração disparar. O cabelo ainda úmido de suor, o peitoral exposto e perfeitamente malhado brilhava sob a luz. Cada músculo parecia desenhado à mão e Aurora sentiu sua mente vagar para um território perigoso.
Ela não conseguia desviar os olhos. O mundo ao redor desapareceu. Tudo o que existia era Matteo.
Matteo parou bem na frente dela e o sorriso divertido que surgiu em seus lábios indicava que ele havia percebido muito bem
O salão estava aconchegante, iluminado pela luz suave da tarde, o som das risadas das mulheres preenchia o ambiente. Serena, Aleksandra, Giovanna e Violet estavam reunidas ao redor da mesa, compartilhando histórias e memórias enquanto aproveitavam a tarde juntas. As taças de vinho tintilavam ao serem erguidas, o clima era leve e divertido.Serena deu um sorriso animado e se inclinou levemente na cadeira.— Finalmente! Aurora e Matteo se entenderam! — anunciou com entusiasmo, seus olhos brilhavam de alegria.As amigas se entreolharam e começaram a rir, um misto de surpresa e alívio.— Até que enfim! Já estava na hora, né?
A sala principal da sede exalava poder e tensão. As paredes revestidas com detalhes em ouro e vermelho refletiam o brilho das luzes imponentes e a longa mesa de mogno ocupava o centro do espaço. Sentado à cabeceira, Vittorio, com sua postura majestosa e olhar impassível, observava os membros da Tríade Chinesa entrarem com passos calculados.O líder da Tríade, um homem elegante de meia-idade chamado Wei Long, vestia um terno impecável, cada movimento seu era calculado e silencioso como o de um predador. Ao seu lado, seu filho, Li Zhang, jovem, ambicioso e cheio de uma confiança perigosa, exalava uma aura de arrogância.A reunião já havia começado quando Aurora entrou na sala. Seu vestido preto justo ao corpo, destacava sua postura decidida e a fazia parecer um
Aurora deixou a sede com passos firmes e um leve sorriso nos lábios. A brisa suave da tarde tocava seu rosto , saber que Matteo estava ao seu lado era tudo o que ela sempre desejou na sua vida.Ao chegar em casa, Aurora avistou Serena no jardim, debruçada sobre um canteiro de rosas vermelhas. Os cabelos da mãe brilhavam sob o sol e seu semblante, mesmo concentrado, transbordava tranquilidade. Aurora sentiu o coração aquecer ao vê-la ali, cuidando das flores com todo o carinho do mundo.Serena tinha se tornado uma das médicas oficiais da Cosa Nostra, ela coordenava o hospital ao lado de Alekssandra, apesar de parecer inofensiva, a ruiva era bem temperamental e não hesitava em mostrar suas garras quando o assunto envolvesse seus filhos ou seu marido, principalmente esse último.Aurora s
— Vai, conte o que o padrinho falou — Ava estava curiosa.— Não consegui falar com o papa… ele estava numa reunião, disse que depois conversava comigo.— Fiquei sabendo que ele já está sabendo o que ela fez. Espero que ele mande dar um jeito nessa vagabunda de uma figa. Ai dela se ousasse chegar perto do meu Giuseppe, eu quebrava a cara dela.Aurora olhou para a amiga arqueando a sobrancelha.— Relaxe amiga, isso não vai ficar assim. Vou mostrar para Silvia o que eu faço com qualquer uma que toque no que me pertence!&mda
Os rumores se espalharam como fogo. Toda a máfia já sabia o que havia acontecido, os sussurros pelos corredores falavam sobre o herdeiro e a traição imperdoável. Não demorou para que a notícia chegasse aos ouvidos de Don Vittorio.Ele não hesitou em sua primeira decisão - Silvia deveria morrer.Os pais de Silvia se ajoelharam diante do Don, lágrimas escorrendo por seus rostos, implorando pela vida da filha, mas não adiantou. A decisão já havia sido tomada.O poder estava com Aurora.O que Silvia fez era algo imperdoável. Uma afronta grave o suficiente para justificar sua execução.Vit
Silvia ergueu os olhos, esperançosa, mas a expressão de Aurora era fria e implacável.— Não sei o que passou nessa sua cabecinha ridícula, para acreditar que Matteo poderia se interessar por uma mulher como você — Aurora riu, um som sem humor. — Olhe para você… vulgar, fraca… patética.Silvia baixou os olhos novamente e Aurora continuou com a voz cortante:— Uma verdadeira rainha deve ser perspicaz, sagaz e inteligente. Entre quatro paredes, ela pode até ser uma boa vadia para seu marido… — Aurora fez uma breve pausa e ergueu um dedo, como se revelasse um segredo. — Mas diante do mundo, uma dama inabalável, coisas que você jamais será.O silêncio na sala era tão denso que até a respiração parecia uma afronta. Aurora deu um passo para trás, retirando uma kunai do bolso. O brilho metálico da lâmina parecia absorver a luz.— Essa Kunai, foi um presente do meu Papa, quando ele foi para o Japão. Sabe como os servos da Yakuza, demonstram sua lealdade ao seu senhor, Silvia? — ela empalideceu
Todos se separaram e Matteo caminhou com Aurora até a parte reservada da escola, estava morrendo de saudade de sua pequena. Encostou numa mesa e puxou Aurora para seus braços sussurrando:— Não sabe o tanto de saudades que senti.Aurora de olhos fechados sorriu e se virou ficando no meio de suas pernas e com um olhar sapeca se aproximou.— Eu também senti sua falta.Matteo segurou o rosto pequeno e beijou seus lábios. Um beijo lento que logo foi intensificando. Aurora levou as mãos até o coque de Matteo o soltando. Os cabelos loiros logo caíram sobre seus ombros e Aurora puxou a gola da sua jaqueta para si, mordendo os lábios do namorado.
Alonso descobriu que um dos seus aliados estava abusando sexualmente de sua única irmã que tinha apenas quatorze anos. Apesar de serem mafiosos, existiam coisas dentro da Cosa Nostra que Don Vittorio abominava e essa era a principal delas. Ele delegou que Matteo e seus homens cortassem o mal pela raiz e deixassem um recado para os demais. Luca estaria presente para ver os futuros herdeiros agindo, seria um pequeno teste.O galpão de tortura da Cosa Nostra era sombrio e úmido, as paredes de concreto eram manchadas pelo tempo e pelo sangue dos traidores. O ambiente cheirava a ferro, suor e medo.No centro da sala, um homem estava amarrado a uma cadeira de metal, seus pulsos presos com correntes que cortavam a cada movimento. Seu rosto estava sujo de sangue seco, suor e ele tremia, não pelo frio, mas pel