A boate estava cheia, mas para Matteo, só havia Aurora. A morena estava desmaiada em seus braços, seu rosto delicado estava encostado em seu peito forte. O calor do corpo dela e o perfume doce que ele tanto amava estavam ali, presentes, como se para lembrá-lo de que ela era tudo o que ele sempre quis.Com cuidado, Matteo atravessou a multidão com ela nos braços, ignorando os olhares curiosos. Vincenzo e Giuseppe já o esperavam do lado de fora, ambos com expressões que oscilavam entre diversão e provocação.— O que aconteceu com a Aurora? — perguntou Giuseppe, arqueando a sobrancelha enquanto observava a cena.Matteo sorriu de lado, olhando para Aurora, que envolveu os
Serena entrou no quarto com um sorriso tranquilo, tirou delicadamente a roupa de Aurora e a cobriu com uma manta macia. Acariciou os cabelos negros da filha e depositou um beijo carinhoso em sua testa. Por mais que o tempo passasse, ela sempre seria sua menininha, aquela que ela protegeria com unhas e dentes.Ao se levantar, deu uma última olhada antes de sair do quarto e seguir em direção ao seu, satisfeita.— Enfim… eles devem ter se entendido — murmurou consigo mesma, enquanto caminhava, com um sorriso que não conseguia esconder.No escritórioMatteo estava em pé, tenso, com as mãos nos bolsos e os pensamentos a mil. Sabia que era quest&atild
Aurora DemetriouDeus… Minha cabeça está explodindo. Como meu pai e meus tios conseguem beber e agir como se nada tivesse acontecido? Eu juro que nunca mais coloco uma gota de álcool na boca.O pior não é nem a dor de cabeça… É não lembrar de quase nada. Só lembro de ver o Matteo beijando a Silvia e depois, o bar, o gosto amargo da bebida…Espera aí…Matteo veio até mim, disso eu tenho certeza. Nós discutimos… E depois…“Não… Não pode ser… Será?”Meu coração dispara. Tento con
Aurora se aproximou de Ivana com um sorriso no rosto. A loira arqueou as sobrancelhas e com aquele jeito irreverente, soltou:— Pelo visto, se entendeu com o loirinho mau humorado.Aurora revirou os olhos, mas não conseguiu esconder o sorriso.— Não fale assim dele, Ivana. Mas sim, estamos bem.— Pelo seu sorriso, ele deve ter uma pegada daquelas…— Ivana!— Ah, fala sério! A forma como ele a pegou na boate, mostrando para todo mundo que você pertence a ele… foi deveras excitante. Peguei o Salvatore e… bom, vamos dizer que foi uma noite memoráv
Aurora não se aguentava de tanta ansiedade.A aula estava tediosa e ela queria ver seu namorado. Sabia que Matteo iria passar a tarde numa reunião, só iriam se ver a noite. Queria pelo menos dar uns beijinhos nele antes, quem sabe uns amassos?— Aurora, por favor, controle-se — disse a si mesma.O sinal tocou, ela pegou seus livros e saiu correndo. Procurava por Matteo de longe e pode ver o loiro ao lado de Giuseppe e Vincenzo numa conversa calorosa, com certeza estavam brigando. Saiu correndo e se jogou nos braços dele. Matteo se assustou, mas quando viu seu pequeno raio de sol, sustentou o pequeno corpo, segurando a saia e beijou seus lábios. Vincenzo
A grande sala de reuniões estava tomada por um silêncio respeitoso, quebrado apenas pelo leve tilintar das taças e o som das folhas de documentos sendo estudadas. A mesa imponente de madeira escura brilhava sob a luz dos lustres de cristal.Ao centro, Don Vittorio estava sentado em sua poltrona de couro com um olhar sereno, porém intimidador. Ao seu lado direito, Alonso e Luca, seus homens de confiança. À esquerda, Matteo, Vincenzo e Giuseppe estavam atentos, prontos para aprender e, se necessário, agir.No outro lado da mesa, estava Murad Yilmaz, o líder turco, acompanhado de seu filho Salin, um jovem impetuoso de olhar afiado, mas com um evidente ar de arrogância.Don Vittorio abriu a reunião com a voz grave e controlada.— Estamos aqui para rea
Matteo entrou em casa com os ombros pesados, os músculos tensionados pela reunião desgastante com os turcos. A tensão da negociação ainda pulsava em suas veias, mas um pensamento o fazia relaxar.“Aurora… preciso vê-la”Subiu as escadas com passos apressados e foi direto ao quarto dela. Ao abrir a porta, seu coração deu um leve salto de ansiedade, mas logo se frustrou ao não encontrá-la ali. O quarto estava vazio, o lençol perfeitamente arrumado. Ele franziu o cenho, sentindo uma pontada de preocupação.“Onde ela está?”De repente, um pensamento passou pela sua mente e um sorriso involuntário surgiu em seus lábios. Ele seguiu o corredor, com o coração batendo mais rápido e ao empurrar a porta do próprio quarto, viu a cena que fez toda a exaustão se dissipar.Lá estava ela, deitada na sua cama, abraçada ao travesseiro com força, como se ele fosse a própria âncora dela. Os longos cabelos negros se espalhavam pelo tecido branco, emoldurando seu rosto adormecido de um jeito quase poético.
Aurora deslizou as mãos pelo peito de Matteo com uma suavidade que o fez fechar os olhos e soltar um suspiro rouco. Suas mãos pequenas traçaram cada linha definida de seus músculos enquanto seu quadril começava a se mover em um ritmo lento e delicioso, para frente… para trás… um vai e vem sensual que deixava ambos sem fôlego.Matteo segurou a cintura dela, firme, ajustando o movimento conforme sua vontade, seus dedos pressionavam sua pele macia e quente.— Caralho, Aurora… — murmurou com a voz grave e carregada de desejo.Aurora mordeu os lábios, sentindo o calor subir pelo corpo e rebolou com mais lentidão, como se quisesse provocá-lo até ele perder a razão.— Amor… isso é tão gostoso… — gemeu baixinho, fechando os olhos enquanto o prazer pulsava em cada célula do seu corpo.Matteo não aguentou mais. Ele se ergueu, unindo seus corpos e capturou os lábios dela com um beijo feroz, urgente, como se precisasse dela para respirar. Seus braços fortes envolveram seu corpo pequeno, colando-a