Capítulo 279
Agora, aquelas mesmas palavras, se ditas, soam apenas como ironia.

— Eu sei. — Falei, fazendo uma pausa antes de continuar. — Já não sou mais uma criança.

Sebastião entendeu o que eu queria dizer, e soltou um sorriso forçado.

— Foi excesso de preocupação da minha parte.

Não respondi, e ele acrescentou:

— Preste atenção ao caminhar, não se distraia.

Fiz um som afirmativo, mas, de repente, uma imagem do sonho que tive à noite veio à minha mente. — A cena dele, todo ensanguentado.

Agora ele estava novamente no hospital, e meu coração apertou instantaneamente. Instintivamente, perguntei:

— Você veio aqui fazer o quê?

Os lábios dele se moveram, mas ele não respondeu.

— Você não está... — Confortável, pensei, mas não consegui completar a frase.

Foi quando ouvi uma voz chamando-o à distância.

— Sebastião, apresse-se!

Era Lídia.

Eu não conseguia ver nada, pois Sebastião me bloqueava a visão, mas podia claramente ouvir a voz dela.

Agora, tudo fazia sentido. Ele não estava ali por algum mal-esta
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